PACS: Militarização como legado das Olimpíadas em debate em publicação do Pacs

Homens armados subindo morros, veículos blindados, Exército por toda a cidade e, mais recentemente, intervenção federal. Os megaeventos trouxeram a presença militar como algo natural para quem vive no Rio de Janeiro. Mas estamos mesmo enfrentando uma guerra? Quem são esses “alvos”? Colocar mais policiais e Exército nas ruas é a solução? Para debater a forte presença militar no Rio, o Instituto Pacs lança a publicação Militarização do cotidiano: um legado olímpico.

Leia a publicação aqui:

 

Baixe a publicação aqui:

Militarização do Cotidiano – Um legado olímpico

A tragédia das operações policiais, dos tiros vitimando crianças em escolas, do fechamento de unidades de saúde, do aumento de assassinatos pela polícia militar expôs, no período pós-Olímpico, um cotidiano vivido há muito tempo por moradores e moradoras de favelas e demais comunidades no Rio: uma cidade completamente militarizada.

A mais recente produção do Instituto é lançada no momento em que a população do Rio assiste estarrecida à escalada da militarização em um momento de intervenção, registros truculentos de violência policial em favelas e comunidades e a execução política da vereadora Marielle Franco, no último dia 14/03.

A publicação lançada pelo Pacs busca contribuir, nesse sentido, com a vocalização das resistências de comunidades, setores sociais e pessoas ameaçadas pela presença militar. O documento reúne reportagens, artigos, entrevistas e infográficos que ajudam a compor um quadro sobre a militarização do nosso dia a dia como legado das Olimpíadas de 2016.

A publicação apresenta leituras que vão desde o impacto da militarização na vida das mulheres até a análise desse fenômeno no Rio como um modelo de ocupação e controle das cidades em todo o mundo. Artigo inédito traz um apanhado histórico de golpes e invasões militares no Haiti no contexto de saída das tropas de invasão da Minustah e suas relações com a militarização no Rio.

Militarização e Olimpíadas

O Instituto Pacs procura desde os Jogos Pan-Americanos de 2007 aportar elementos ao debate crítico sobre os impactos sociais e econômicos dos megaeventos no Rio. A publicação “Militarização do Cotidiano” segue essa linha de formação de massa crítica, com foco nas consequências posteriores aos Jogos. Antes e durante a Olimpíada, o Pacs, entre outras ações, publicou boletins com informações críticas ao endividamento do Estado, os excessivos gastos olímpicos e impactos como as remoções de diversas comunidades.

Como questionou a própria Marielle, “quantos mais vão precisar morrer” para que isso acabe? Longe de querer esgotar o tema, a publicação “busca contribuir com o debate em favor da desmilitarização do cotidiano, de mentes, da vida, e questionar se a militarização é um caminho efetivo na busca por paz e justiça social no País e no mundo.

 

Fuente: PACS

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *