Ignorância sobre imigrantes haitianos aumenta preconceito; entenda quem são eles

02.2012.15_Brasil_ACNUR-Por-Nathalie-Brasil-Diário-de-Manaus-ACNUR-1-300x200A chegada de imigrantes haitianos ao Rio Grande do Sul já não é novidade, mas cada vez que um ônibus sai do Acre o debate se acende. Nesse contexto, termos pejorativos como “invasão” são usados com frequência para fazer referência a essas pessoas que deixam seu país em busca de uma vida digna no Brasil. O desconhecimento sobre a realidade desses imigrantes normalmente é o que mais contribui para a estranheza e a desconfiança em relação a eles. Portanto, vamos entender o Haiti?

Um país majoritariamente negro, o Haiti foi o primeiro a abolir a escravidão no continente americano, e o primeiro da América Latina a conquistar sua independência, através de uma revolução de escravos. Entretanto, a soberania prematura, em um sistema internacional dominado por potências colonialistas, teve consequências nefastas que são sentidas até hoje. Apesar da independência formal, o país é altamente dependente econômica, financeira e militarmente, de modo que a instabilidade política e a pobreza ainda são características estruturais do Haiti moderno.

Localizado em uma ilha do Caribe, que divide com a República Dominicana, o Haiti tem cerca de 10 milhões de habitantes e é um dos países mais pobres do mundo, e o mais pobre da América Latina. Localizado estrategicamente perto de grandes mercados, o país possui mão de obra mais barata que a chinesa, é pouco regulamentado e sem muitas leis trabalhistas, sindicatos ou proteção ao trabalhador.

Em 2009, o país ocupava a posição 142 entre 182 nações do mundo, no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), realizado pelas Nações Unidas. Em 2011, passou para a posição 158, e, em 2014, chegou a 168. Educação e saúde são os serviços mais afetados no país. Além disso, o Haiti está entre os 15 países que possuem as maiores desigualdades sociais do mundo.

Uma história difícil

Revolução Haitiana que levou à independência em 1804 |Foto: January Suchodolski

20150527-batalha-de-sao-domingo-300x241Revolução Haitiana | Pintura: January Suchodolski

O Haiti foi uma das principais colônias francesas na América, baseada na produção de açúcar com mão de obra escrava. Já no século XVIII os escravos representavam cerca de 90% da sua população, muito mais do que em qualquer outra colônia. Influenciados pela Revolução Francesa, em 1791 os escravos haitianos rebelaram-se, reivindicando liberdade e independência, que foram conquistadas, depois de mais de uma década de combates, em 1804. E essa independência custou caro, literalmente, já que os bancos franceses cobraram milhares de francos pelo reconhecimento da soberania do Haiti.

A autonomia veio acompanhada de fragmentação, e, mais tarde, a unificação veio acompanhada de ditaduras. Esquecido, o Haiti voltou para o foco da comunidade internacional somente na década de 1990, quando o presidente eleito, Jean-Bertrand Aristide, sofreu um golpe de Estado e foi para os EUA. Em 1993, através da operação “Restabelecer a Democracia”, que marca a primeira das cinco intervenções de paz da ONU no país, Aristide voltou ao Haiti para exercer o poder. Ele implementou um programa neoliberal, e a instabilidade econômica e política se acentuou.

Depois de deixar o poder em 1996, Aristide voltou a se candidatar à presidência em 2000, e foi eleito com uma taxa de abstenção de 90%, segundo a ONU. Com a falta legitimidade, em 2004 explodiu uma revolta popular contra o presidente, que se viu novamente forçado a deixar o país. A partir daí se iniciou a missão de paz da ONU no Haiti liderada pelo Brasil, a Minustah, que, de alguma forma, é a origem da vinda de tantos imigrantes haitianos para o nosso país.

O Brasil

20150527-brasil-onu-haiti-300x200Forças brasileiras na missão de paz no Haiti| Foto: Marcello Casl Jr./ Agência Brasil

A participação na missão de pacificação do Haiti se dá em um contexto em que o Brasil busca crescente projeção internacional. Desde o início da década de 2000, sobretudo com o governo Lula e seu Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, a política externa brasileira ganha destaque e nova dinâmica. Amplia-se a influência brasileira na América Latina e no mundo. Nesse sentido, liderar uma missão de paz da ONU em um país da região foi uma sinalização do interesse brasileiro em assumir uma nova posição global.

Apesar dos nossos interesses diplomáticos, a atuação brasileira no Haiti representou para os haitianos uma presença muito menos hostil no país do que dos antigos colonizadores franceses, ou dos costumeiros interventores norte-americanos, por exemplo. O Brasil tornou-se um ponto de referência para os haitianos, e cada vez mais um polo econômico atraente para quem quer construir uma nova vida.

Em janeiro de 2010 uma tragédia devastou o Haiti, e aprofundou a necessidade dos haitianos deixarem seu país. Um terremoto de 7 graus na escala Richter matou mais de 300 mil pessoas, e deixou mais de 300 mil deslocados internos. E em seguida, dada a precariedade da infraestrutura após o desastre, o país foi atingido por uma epidemia de cólera que matou cerca de 8 mil pessoas.

Imigrantes

20150527-haitianos-300x200Foto: Maurilio Cheli/ SMCS

A presença brasileira no Haiti, uma das nacionalidades dentro das forças da ONU mais bem-vindas pelos haitianos, somada à situação ambiental e humanitária do país após o terremoto, explicam os fluxos migratórios de haitianos para o Brasil. Assim, desde 2010, milhares de haitianos chegaram ao nosso país através do Peru, e são recebidos no Brasil na cidade de Brasileia, no Acre. De lá, os imigrantes partem para outras regiões do país. Estima-se que mais de 80 mil haitianos vivem no Brasil atualmente – ainda que seja difícil ter acesso a números precisos.

A chegada dessas pessoas em situação de vulnerabilidade foi bastante conturbada, dada a ausência de uma política migratória brasileira. Uma das soluções encontradas pelo governo brasileiro para melhor coordenar a vinda dos haitianos foi, em 2012, a concessão de vistos humanitários na embaixada de Porto Príncipe (capital do Haiti) para aqueles que quisessem vir para o Brasil.

Inicialmente, a migração foi majoritariamente masculina e jovem, e agora entra em uma nova fase de reagrupamento familiar. Aqueles que já estão estabelecidos aqui, agora trazem as mulheres e filhos que ficaram no Haiti. Ou seja, esses imigrantes já têm certa estabilidade financeira para se manter e ajudar os parentes. O demógrafo Duval Magalhães, em uma entrevista à Folha de S.Paulo, afirmou que atualmente 80% dos imigrantes haitianos que vivem no Brasil são economicamente ativos e mandam dinheiro às suas famílias. Muito religiosos – evangélicos e batistas – eles não bebem nem fumam, e costumam ser considerados bons funcionários pelos empregadores brasileiros.

No Rio Grande do Sul, segundo o coordenador do Fórum Permanente de Mobilidade Urbana, estima-se que tenham chegado mais de 10 mil imigrantes haitianos desde 2012. Com a falta de coordenação entre os governos estaduais, e com pouca estrutura de assistência organizada para imigrantes, essas pessoas enfrentam dificuldades para o acesso à saúde, moradia e educação, além da barreira linguística, já que eles falam francês e crioulo. Além dessas barreiras institucionais, o preconceito e o desconhecimento do brasileiro a respeito da situação desses imigrantes também afetam a integração dessas pessoas no Brasil.

Fuente: http://www.sul21.com.br

Arequipa: El pueblo contra la megaminería

tia_maria_protestas.jpg_1718483346Tía María es un proyecto minero de explotación y procesamiento de cobre a cielo abierto, en la provincia de Islay en la región de Arequipa, distrito Cocacharra, al sur de Perú. Conozca aquí por qué los campesinos de la zona se enfrentan a esta iniciativa al punto tal de llevarlos a un paro de 48 horas.

El proyecto pertenece a la empresa mexicano-estadounidense Southern Copper Corporation (SCC) y tendría una duración de 21 años para extraer unas 10 mil toneladas de cobre diarias utilizando las aguas subterráneas a través de pozos que se ubicarán en el Valle del río Tambo.

Desde el primer trimestre del 2009, los pobladores locales han venido denunciando la iniciativa y señalan que éste afectaría la disponibilidad de agua y por tanto limitaría la producción de arroz, caña de azúcar y páprika (pimentón o ají rojo) en el valle del río Tambo. Las primeras protestas causaron enfrentamientos con la Policía que dejaron un saldo de tres muertos y medio centenar de heridos.

Lucha social

Ante la represión de las autoridades peruanas y el inminente impacto ambiental del proyecto, los campesinos y trabajadores se organizaron en el Frente de Defensa del Medio Ambiente y Recursos Naturales de Cocachacra. En julio del 2009 la SCC presentó su Estudio de Impacto Ambiental (EIA) en el marco de los procedimientos administrativos del Ministerio de Energía y Minas de Perú. Dicho estudio debía ser presentado en audiencia pública a fines de agosto a la población del distrito de Cocachacra, pero la audiencia fue suspendida por la masiva oposición de los pobladores.

tia-maria1.jpg_825434843En ese sentido, los gobiernos municipales de los distritos de Cocachacra, Islay-Matarani, Mollendo, Punta de Bombón, Dean Valdivia y Mejía, emitieron la Ordenanza Municipal que convocaba a una consulta, realizada en septiembre de ese año, la cual arrojó que un 97 por ciento de la población se mostró contra del proyecto minero. A pesar de la legitimidad y legalidad de la consulta, las propias autoridades que la convocaron no sólo la desconocieron, sino que convocaron a una audiencia pública para aprobar el EIA elaborado por la empresa y avalado por el gobierno.

En abril del 2010, cientos de agricultores y pobladores de la zona tomaron la carretera Panamericana Sur durante 6 días, señalando que el EIA no respondía al cuidado ambiental del valle.

El Frente de Defensa de Islay, que agrupa a campesinos, obreros, pobladores, movimientos sociales y medio ambientales, realizó cerca de 3 mil observaciones al EIA. El Gobierno de Perú declaró la intangibilidad de las aguas superficiales y subterráneas del Río Tambo.

VER VIDEO AQUÍ: Reprimen en Perú protesta de trabajadores, hay muertos

La masiva resistencia comunitaria sufrió la arremetida de la empresa y el gobierno central. A finales de marzo del año 2011 se inició un paro indefinido y generalizado de la comunidad, que buscaba el rechazo definitivo de un nuevo EIA del proyecto, lo que dejó tres víctimas fatales.

Derechos y represión

Dado la represión contra los ciudadanos, el Ejecutivo peruano se vio en la obligación de considerar inadmisible el estudio de impacto ambiental. El proyecto minero Tía María en Perú infringe en la:

*Violación al derecho de los ciudadanos a gozar y disponer plenamente de sus recursos naturales.

*Negación del derecho a ser representado.

*Violaciones al derecho de los pueblos a la autodeterminación.

*Violaciones al derecho de los pueblos al desarrollo.

tia-marxa-32.jpg_825434843Vale destacar que las principales actividades económicas de Cocachacra son la agricultura, la ganadería y la transformación de materias primas agrícolas. Por tanto, la contaminación de las aguas subterráneas y los ríos tendría un efecto devastador sobre la vida material de los campesinos y pobladores.

Las primeras víctimas fatales de la represión gubernamental son las siguientes:

En 2011

4 de abril:Andrés Taype Choquepuma (22 años) por herida de bala.

7 de abril: Aurelio Huarca Puma (50 años), por herida de bala. Néstor Cerezo Patana (31 años), por impacto de bala. Miguel Ángel Pino (23), por herida de bala.

A pesar del rechazo total al proyecto y los muertos ocasionados por la represión policial, el 5 de noviembre de 2013, Southern Perú presentó al Ministerio de Energía y Minas el nuevo EIA de la iniciativa.

Para agosto de 2014, el Ejecutivo peruano aprobó el segundo EIA propuesto por la Southern Copper Corporation, luego de supuestamente “subsanarse las observaciones a dicho plan ambiental”. Los representantes de la transnacional minera afirmaron que el agua que utilizarían para operar la mina “sería obtenida del mar” y prometieron la construcción de una planta desalinizadora.

VER VIDEO AQUÍ: Perú: denuncian en redes sociales abuso policial en protestas

En ese sentido, a través de un comunicado, la SCC declaró en marzo de 2015 que continuará proyecto.

Nuevas protestas contra el proyecto Tía María

Desde la declaración de la compañía minera de continuar el proyecto, resurgieron las protestas de los campesinos y pobladores locales.

Diversas autoridades, como el alcalde de la provincia de Islay, Richard Ale Cruz y de los distritos de Deán Valdivia, de Cocachacra y de la Punta de Bombón, se reunieron el 21 de abril con dirigentes de la provincia de Arequipa para ultimar detalles de un paro regional. Los alcaldes ratificaron en ese entonces su posición de no otorgar licencia social al proyecto minero Tía María.

tia-maria-herido.jpg_825434843La represión estatal no se hizo esperar y al día siguiente -cuando inició el paro- fue asesinado Victoriano Huayna Nina, de 61 años, por impacto de bala en el abdomen. Otras 20 personas resultaron también heridas de bala en enfrentamientos contra efectivos de la Policía Nacional en la provincia de Islay, en Arequipa.

El 5 de mayo, luego de varias reuniones entre los campesinos y el Gobierno de Perú, se produjo otra arremetida contra la población civil.

En esta ocasión los choques se suscitaron en la zona de Alto Inclán en Mollendo, donde fueron asesinados Henry Checlla Chura, de 35 años, y Alberto Vázquez Durand, de 51 años, por heridas de bala y golpes, respectivamente.

En la primera semana de mayo fueron desplegados dos mil policías en la provincia de Islay, con el fin de “establecer el orden” en dicha demarcación. Desde el reinicio de las protestas el saldo oficial de heridos es de 120.

Las autoridades peruanas insisten en que solo se abrirán al diálogo si cesan las actividades de protesta que desarrollan desde hace más de 40 días.

La Defensoría del Pueblo de Perú instó a la Policía Nacional y al Ministerio Público a garantizar la vida e integridad física de los pobladores en las protestas que éstos puedan convocar. El proyecto de cobre al sur de Perú, es uno de los 211 conflictos sociales registrados hasta el mes de marzo por la Defensoría del Pueblo, que por lo general atiende temas socioambientales de actividades extractivas.

El paro de los pobladores del valle del Tambo cumplió 52 días este miércoles 13 de mayo.

VER VIDEO AQUÍ: Perú: 52 días de protestas contra proyecto Tía María en Islay

Presidente de Perú, Ollanta Humala, hizo un llamado a la calma y advirtió que puede declarar estado de emergencia si las acciones de calle continúan. Pidió a la población retomar el diálogo en torno al proyecto cuprífero Tía María, y se negó a viajar a Arequipa para enfrentar el problema.

LO QUE ECUADOR NEGOCIÓ CON EUROPA EL TRATADO COMERCIAL ECUADOR – UNIÓN EUROPEA

Siendo la Unión Europea una potencia agrícola mundial, se analizan principalmente las implicaciones del acuerdo en la soberanía alimentaria del Ecuador y en los pequeños productores agrícolas. Además, las implicaciones del acuerdo en la biodiversidad y los derechos de los pueblos y comunidades cuyos territorios se verán afectados por esta causa.

Autoría: Acción Ecológica, 2015

 

 

TLC

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Movimientos en alerta sobre el futuro de Haití después del retiro de las tropas de ocupación

Por: Paulo Emanuel Lopes

Adital

Jubileo Sur, el Comité Defender a Haití, representantes del MTST [Movimiento de Trabajadores Sin Techo], la Marcha Mundial de Mujeres, habitantes de comunidades carenciadas de Río de Janeiro, organizaciones sindicales, estudiantiles, católicas y representantes de otros movimientos sociales brasileros se reunieron los pasados 22 y 23 de mayo en el “Seminario nacional sobre Haití: construyendo solidaridad”. El evento buscó unir fuerzas y trazar estrategias para la lucha por el fin de la ocupación militar brasilera en ese país caribeño, que a través de su liderazgo en la Misión de las Naciones Unidas para la Estabilización de Haití (Minustah), ya dura 10 años.

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Rosilene Wansetto, integrante de Jubileo Sur Américas, durante la apertura del Seminario. Crédito: Adital

La mística de apertura del primer día contó con frases en criollo, lengua nativa del pueblo haitiano, las que afirmaron, entre o tros sentimientos, que Brasil y Haití son naciones hermanas, compañeras en el continente, que no pueden agredirse. Durante el segundo día, la mística recordó a monseñor Oscar Romero, que en aquel mismo momento estaba siendo beatificado por el Vaticano en El Salvador, recordándose también a todos los mártires de América Latina.

El retiro de Brasil: ¿fin de la ocupación de Haití?

El seminario comenzó con la noticia de última hora sobre el posible retiro de las tropas brasileras de Haití hacia fines de 2016, anunciada por el ministro de Defensa brasilero, Jaques Wagner. Sin embargo, una pregunta no fue respondida: ¿qué ocurrirá con el país caribeño, considerado el más pobre de la región, después de la salida de las tropas?

El anuncio es considerado un gran avance por los movimientos participantes en el Seminario. Sin embargo, la información en sí no debe ser considerada como la resolución de los problemas haitianos. “¿Por qué esperar otro año y medio?”, preguntó a los presentes Barbara Corrales, integrante del Comité Defender a Haití. La respuesta sería proteger las inversiones de las multinacionales presentes en territorio haitiano (brasileras, inclusive), pero también la realización de las elecciones en febrero de 2016 de un modo “controlado”.

Otra crítica presentada fue en relación con las palabras del ministro Wagner, cuando éste afirma que el retiro de las tropas no se trataría de una posición política brasilera sino que atiende a una decisión de la Organización de las Naciones Unidas (ONU).

No a la militarización, sí a la educación

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Smith Dort, haitiano, afirmó durante su participación en el seminario que la reconstrucción de su país pasa por la educación. Crédito: Adital

Smith Dort vino de Manaus, Estado de Amazonas, como el primer haitiano en graduarse en Enseñanza Superior en la ciudad. Durante su charla en el Seminario, agradeció la acogida de Brasil y el esfuerzo de las organizaciones de la sociedad civil, que viene ayudando a sus coterráneos, muchas de ellos allí presentes. Sin embargo, Dort dejó claro que la salida de la Minustah de su país no es una victoria sino el comienzo de un nuevo desafío.

“Si retiran las tropas, ¿qué se hará en Haití? No tenemos violencia, pero después de 10 años de ocupación, muchas cosas cambiaron en mi país. Además, no debemos preocuparnos sólo por la cuestión militar sino también por la educación en Haití, pues sin ella los jóvenes continuarán sin conseguir buenos empleos”, observó el haitiano.

La Minustah y la represión en las favelas de Río de Janeiro

2015_05_seminario_haiti5_cred_aditalEl haitiano Max Nohlo, habitante de Caxias do Sul, presenta su declaración a los participantes del Seminario. A la derecha de la foto Gisele Martins y Bira Carvalho, habitantes del complejo de favelas de la Maré, en Río de Janeiro. Crédito: Adital

Entre las denuncias presentadas en el Seminario se destaca el paralelismo que existe entre la Minustah y la actuación militar en las favelas de Río de Janeiro. La presencia brasilera en Haití estaría sirviendo de laboratorio para el entrenamiento de acciones de represión y control en comunidades carenciadas de Brasil, en especial en la ciudad sede de los juegos olímpicos de 2016, Río de Janeiro.

Gisele Martins, habitante de la favela Morro do Timbau, en el Complexo da Maré, una de las áreas ocupadas por la llamada policía pacificadora de Río de Janeiro, explicó que está “desde hace algunos meses fuera de su casa por miedo a la represión policial. Nosotros que trabajamos con la comunicación en la comunidad pasamos a denunciar las agresiones sufridas por los habitantes. Eso genera presión psicológica y miedo”, afirmó.

El fotógrafo Bira Carvalho, habitante de la favela Nova Holanda, también en el Complexo da Maré, comentó sobre la semejaza entre las imágenes de la Minustah en Haití y la represión en su ciudad natal. “Hasta las armas se parecen…”, afirmó.

Seminario de coyuntura política

2015_05_seminario_hait_cred_aditalMiguel Borba de Sá, durante la exposición sobre la coyuntura política haitiana. Crédito: Adital

“Buena parte de la historia latinoamericana es la historia del imperialismo estadounidense”, afirma el historiador Miguel Borba de Sá, integrante de la Red Jubileo Sur en Río de Janeiro y del Instituto Políticas Alternativas para el Cono Sur (PACS).

Brasil, desde que asumió la tarea de liderar la misión estabilizadora en Haití, tiene el sabor amargo del peso de ser parte de esa historia en nuestro continente. “Todo el mundo puede ser imperialista”, reflexionó Borba de Sá durante su participación en el Seminario.

La idea del entonces presidente brasilero Luiz Inácio Lula da Silva, en 2004, era garantizar un asiento permanente en el Consejo de Seguridad de la ONU, aceptando el mandato (y todas las responsabilidades inherentes) de la estabilización en Haití. Más de 10 años después, esa promesa demostró ser un gran engaño.

“La solución para el problema de Haití pasa por Jean-Bertrand Aristide [presidente haitiano depuesto por un golpe militar estadounidense en 2004]. Aquí, yo no quiero entrar en sus méritos sino confirmar lo que dicen las investigaciones realizadas por institutos de Estados Unidos, de que el presidente depuesto tiene una gran popularidad en el país”, explicó Borba de Sá.

2015_05_seminario_haiti4_cred_aditalFedo Bacourt con el libro “Ayiti pale”, traducción en criollo del lbvro “Haití por sí”, una iniciativa de la Agencia de Información Frei Tito para América Latina. Crédito: Adital

“Cuando sucedió el terremoto, los haitianos se auto ayudaron, sacando a sus vecinos de los escombros, acogiendo en sus casas a quienes habían perdido todo, ofreciendo alimentación. Hay denuncias de que los militares se acuartelaron, no ayudaron a la población. La Minustah está en Haití por razones económicas, no ‘humanitarias’. Y debemos dar nombres: son empresas como Levis, Disney, Halliburton, que se aprovechan de los bajísimos salarios ofrecidos en Haití. Pero también el agronegocio, la minería y el turismo de alto lujo ganan con la inestabilidad política en el país”, señaló el miembro del Jubileo Sur.

Fuente: Adital

Juicio a la comunidad Garifuna de Barra Vieja acusada de usurpación de su territorio ancestral

Toda una Comunidad Garífuna a juicio por invadir su territorio ancestral:Como muestra de la insólita aplicación de la justicia en Honduras, el Juzgado de la ciudad de Tela, ha citado a la comunidad Garifuna de Barra Vieja, para los días 12 al 15 del presente a un audiencia, acusados de ser invasores de un terreno que forma parte del territorio ancestral Garífuna. https://ofraneh.wordpress.com/2015/05…