Convocatória – Movimentos sociais iniciam Jornada Internacional de Ação Solidária com o Haiti

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A partir de amanhã, dia 1º de Junho até 15 de Outubro, movimentos sociais organizados em todos os continentes estarão mobilizados na Jornada Internacional de Ação Solidária com o Haiti. Entre várias demandas, a Jornada pede o fim da Minustah no país caribenho, garantido a soberania do povo haitiano que, há décadas, sofre com processos de invasões, cujas consequências são sentidas até hoje. Confira a convocatória:

POR UM HAITI LIVRE E SOBERANO
Mobilização de 1º de Junho a 15 de Outubro!
Pelo fim da MINUSTAH e toda ocupação no Haiti
Pela desmilitarização de Nossa América

HAITI LIBRE PORTUGUES1
O povo haitiano está em luta contra o imperialismo dos Estados Unidos e seus aliados. Mobilizações populares de 2015/16 têm posto em xeque os planos da chamada “comunidade internacional”, forçando a saída do ex-presidente Martelly e anulação três vezes seguida do segundo turno eleitoral, exigidos a partir do exterior, mesmo contando com um único candidato. Apesar da recusa dos EUA, conseguiram iniciar um processo de verificação do escrutínio de 2015, descrito como fraudulento, com o resultado ainda em aberto.

Neste contexto, o Conselho de Segurança da ONU se prepara para decidir sobre o futuro da MINUSTAH – Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti. Esta força multilateral, com maioria das tropas oriunda da América Latina, ocupa o Haiti desde 1 de junho de 2004, após o primeiro golpe deste novo milênio contra um governo eleito em Nossa América. O seu atual mandato termina em 15 de outubro de 2016.

O Haiti não é uma ameaça à segurança hemisférica, tal como afirma o Conselho de Segurança para manter a MINUSTAH. É um exemplo de resistência contra a ocupação e saques que se manifestam através do desconhecimento quanto à institucionalidade democrática, do desperdício de recursos coletivos através do modelo de sobre-consumo, da apropriação terras camponesas, da destruição dos bens comuns e ecossistemas, do aprofundamento da dependência alimentar, financeira, comercial e energética e da mercantilização da vida.

Cada vez mais setores haitianos denunciam a ingerência estrangeira em seu país, o fracasso dos objetivos anunciados pela MINUSTAH e até mesmo o seu papel no agravamento da crise haitiana. Mas os EUA agora procuram prorrogar o seu mandato e o Canadá se dispõe a assumir o comando de uma nova etapa, descaradamente ligada à “proteção” de seus investimentos na megamineração, turismo de luxo, montadoras, agronegócio de exportação, um paraíso fiscal.

O Haiti é um laboratório de novas fórmulas do imperialismo norte-americano para recuperar o controle político e reconstruir sua hegemonia no continente enfrentando a grave crise do sistema capitalista. Assim, a retirada das tropas estrangeiras do Haiti – começando com as latino-americanas – e colocar um fim à MINUSTAH devem ser eixos de um movimento unitário de protestos populares que precisam paralisar esta ofensiva, expondo os padrões existentes de ocupação econômica, midiática, jurídica e militar e avançar na construção de alternativas libertadoras.

Por isso, chamamos para uma Jornada Continental de Ação Solidária no dia 1º de Junho de 2016, e continuar reforçando ainda mais as manifestações até 15 de Outubro, unidos ao povo haitiano em sua luta para conseguirmos :

–  a retirada imediata das tropas de ocupação no Haiti;

  –   o desmantelamento completo da MINUSTAH que mina sua soberania e trouxe imenso sofrimento ao povo do Haiti;

    – que a ONU reconheça a sua responsabilidade criminosa na introdução do cólera e indenize o país e as famílias dos 9.000 homens e mulheres a quem esta epidemia matou;

    – que a ONU invista recursos adequados para a erradicação do cólera e para provisão de infraestrutura que garanta o acesso universal à água potável;

    – respeitar o desenvolvimento do processo eleitoral, de acordo ao estabelecido nas instâncias administrativas locais, sem as pressões externa para o cumprimento dos prazos que só atendem aos interesses das agendas intervencionistas

    – o desmonte de todas as bases militares imperialistas no continente e o respeito à América Latina e ao Caribe como zona de paz;

    – combater os processos de desestabilização e de golpes anti-democráticos, a criminalização das lutas sociais, assassinatos seletivos e violação dos direitos humanos, dos povos e da natureza, em toda a região.

Convocamos a realizar de 1º de Junho até 15 de Outubro em todos os cantos do nosso continente, ações de vários tipos para dar visibilidade à luta do povo do Haiti, mostrar nossa solidariedade a este povo e pressionar para o cumprimento de suas exigências. Assim, convocamos a organização de:

Manifestações, piquetes, marchas

Rádio-abertas, mesas de discussão, apresentações de vídeo

Petições, cartas, declarações

Entrevistas com líderes de parlamentares e dos poderes executivos

Eventos locais, nacionais e sub-regionais

Convocamos a apoiar também o Tribunal popular antiimperialista que se acontecerá no Haiti, entre 28 de Julho e 17 de Dezembro de 2016, aprofundando sobre as consequências criminosas da ocupação centenária do país e reforçando as respostas populares.

O povo do Haiti continua a oferecer, desde o fim do século XVIII, alternativas transformadoras de libertação e igualdade. Ofereçamos, então, a este povo nosso respeito e solidariedade.

Viva a autodeterminação dos povos

Abaixo o neoliberalismo e a guerra

Viva a proteção e defesa dos nossos bens comuns

Viva a soberania alimentar, energética e financeira

Viva a agricultura camponesa agroecológica

Viva América Latina e Caribe como zona de paz

CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE

HAITI NÃO MINUSTAH

haiti.no.minustah@gmail.com | https://haitinominustah.info

FB: Haiti.no.minustah

@HaitiNoMinustah

Fuente: Rede Jubileu Sul Brasil

Causa revuelo en Haití recomendación de cancelar elecciones

haiti-elecciones

Puerto Príncipe, 31 may (PL) La cancelación de las elecciones presidenciales del 2015 y la realización de nuevos comicios, recomendadas por la Comisión Independiente de Evaluación y Verificación Electoral (Cieve), causan hoy revuelo en Haití.

La Cieve presentó su informe al Presidente interino, Jocelerme Privert, en presencia de los miembros del gobierno, representantes de partidos y de otras muchas personalidades.

Al investigar lo ocurrido en las elecciones celebradas el pasado año y como conclusión, esa entidad recomendó la cancelación de al menos las elecciones presidenciales y la realización de nuevos comicios.
“Esta es la conclusión a la que llegamos, pues el mal no estuvo sólo en los centros de votación, sino más arriba, en la distribución de mandatos vendidos y comercializados de forma frenética”, señaló.

Agrega que la comisión encontró que hay ciertas libertades que se tomaron con la ley en el proceso que crean una gama de “votos zombi” que casi superan a los legítimos adquiridos por políticos.

El proceso se vio empañado por el fraude y la lista electoral tenía gente que había muerto durante el último terremoto, dijo el presidente de la Cieve, Pierre François Benoit.

También hay que destacar que hubo un tráfico de tarjetas de votación y otros problemas en las presidenciales de octubre como para que éstas puedan ser consideradas elecciones ilegítimas, añadió.

El presidente Privert agradeció a los miembros de la comisión haber hecho una obra integral e imparcial y solicitó considerar las recomendaciones formuladas por los miembros de la Cieve.

La decisión final sobre si llevar o no a cabo nuevos comicios tendrá que ser tomada por el Consejo Electoral Provisional (CEP), que deberá anunciar una nueva fecha para las elecciones.

El presidente Privert insiste en que Haití no puede organizar unos comicios otra vez si primero no restaura la confianza de la población en la maquinaria electoral, que es la CEP.

Sólo esta institución independiente puede decidir la reanudación completa de la organización de la primera ronda de las elecciones presidenciales, en las que 54 candidatos competían.

La reorganización completa del proceso electoral implicaría un gasto de unos 100 millones de dólares de los que el país no dispone y tendrá que recurrir a financiamiento internacional, trascendió.

Este suceso ocurre en medio de una amenaza de vacío político, pues el mandato provisional de Privert concluye el 14 de junio y el Parlamento ha dado muestras de no querer extenderlo.

Los senadores de la oposición reaccionaron de inmediato, se manifestaron contrarios a aceptar esas recomendaciones y consideraron que el informe de la Cieve no resuelve la crisis.

También cuestionaron la legitimidad de la comisión, acusaron al gobierno de haber “inventado” ese informe desde antes de crear la mencionada comisión y aseguraron que esto conducirá a la inestabilidad política.

Fuente: Prensa Latina, Haiti no Minustah

El financiamiento del despojo en Honduras

 

 

 

 

 

 

 

 

 

El asesinato de Berta Cáceres ha desnudado una serie de intereses económicos que involucran distintos niveles de funcionarios, instituciones financieras, integrantes de gobiernos centroamericanos, europeos, estadounidenses y canadienses (por lo menos) que dejan ver la arquitectura del despojo. La llamada «energía limpia», representada supuestamente por las represas no es más que una estrategia de enriquecimiento que pasa por encima de poblaciones enteras, destruye ríos y afluentes vitales para la reproducción de la vida y es –contrario a lo expresado por el Banco Mundial (BM) y el Banco Interamericano de Desarrollo (BID)– la energía más contaminante y sucia de las últimas décadas, según un informe elaborado por la Comisión Mundial de Represas en 2000 y referida en una entrevista a Gustavo Castro (de pronta aparición).

Las distintas conexiones entre empresarios multinacionales y hondureños se consolidan como una compleja red que manipula leyes, recurre a recovecos legales y lleva a cabo estrategias económicas para consolidar la imposición de proyectos como Agua Zarca. Gracias a recientes conversaciones con Tomás Gómez, coordinador interino del COPINH así como una serie de rastreos y análisis, presentamos aquí algunos avances de esta investigación. Acompañamos este texto con un mapa elaborado por Geo Comunes, quienes han logrado cartografiar el panorama general de proyectos ligados al «capitalismo verde» y por ende a las nuevas fases del despojo.

Comienza Tomás con un planteamiento inicial básico para luego indicarnos una ruta posible para llevar a cabo nuestra investigación:

«El proyecto ha tenido varias fuentes de financiamiento. Uno es el Banco Mundial, otro es el BID. Estos bancos por el momento han parado otro desembolso que iban hacer y han visto que hay violaciones de derechos humanos y a la consulta. Esto ha sido a través de los bancos nacionales como el Grupo Financiero FICOHSA, entre otros. A nivel de Europa está involucrado el banco FMO, de Holanda, que no ha parado el financiamiento a pesar de que ha habido fuertes denuncias del COPINH, y de la comunidad internacional; ellos han llegado al grado de suspender el proyecto».

DESA fue fundada por dos empresas: Inversiones Las Jacarandas S.A., a título de José Eduardo Atala Zablah quien proveyó dos tercios del capital inicial (más de 33 millones de lempiras) y Potencia y Energía de Mesoamérica (PEMSA), representada por Gerardo Carrasco Escobar, quien aportó el resto (más de 16 millones de lempiras). Aparte de esta información, no existen datos públicos sobre los dueños de Las Jacarandas y PEMSA, y es probable que DESA haya recibido una suma de inversión mayor. Lo claro es que José Eduardo Atala Zablah junto a sus hermanos Jacobo y Pedro forman parte de la mesa directiva. La familia Atala, junto a figuras como Miguel Facussé –empresario de la palma africana beneficiado por las dádivas de lavado verde mediante créditos de carbono del Banco Mundial– han sido denunciadas como participantes clave en el golpe de estado militar contra Manuel Zelaya, el 28 de junio de 2009. Destaca entre los apoyadores al golpe el primo de los hermanos Atala Zablah, Camilo Atala, vice presidente del Grupo Financiero FICOHSA, considerado el conglomerado financiero más grande de Honduras.

«FICOHSA es de una familia potentada de Honduras, se ve el interés del gobierno y de los bancos, porque es de la familia Atala, dueño del equipo Motagua y de ahí vemos el banco Finnfund, que también son parte financiera a esta represa hidroeléctrica. A estos bancos no les ha importado que haya asesinatos, no les importa violaciones de los derechos de la comunidad indígena, no les importa nada. Hasta ahora solamente han llegado a suspender (el financiamiento). Nosotros como COPINH exigimos al banco FMO y Finnfund que retiren definitivamente todo el financiamiento para cualquier otro tipo de proyecto, poque son 10 proyetos los que están financiado para que ya no sigan aportando al asesinato, genocidio, a la intimidación,  a la pérdida de soberanía alimentaria, a la privatización, al concensionamiento. Pedimos que suspendan inmediatamente todos esos tipos de proyectos. Hay empresas como Siemens, que provee equipo como turbinas y otras que le facilitan a la empresa DESA para construir el proyecto hidroeléctrica. Siemens tiene inversión, un 30% del financiamiento a Voyth Hydro, osea que son la misma cosa. A todos les exigimos que paren todas sus acciones contra el financiamiento de Agua Zarca».

Aunque no está claro si los hermanos Atala Zablah tienen un interés en FICOHSA, Jacobo es presidente de las operaciones hondureñas del creciente Banco de America Central. En un principio se esparció la noticia de que Agua Zarca era financiada por FICOHSA, a través del Banco Mundial. Pese a ello el ente financiero internacional negó su participación en el proyecto; reportes del financiamiento de FICOHSA podrían haberse derivado de la inversión de la familia Atala en DESA. José Eduardo Atala fue electo en 2011, vicepresidente de la Asociacion de Cámaras Americanas de Comercio en América Latina (AACCLA por sus siglas en inglés), grupo que representa más de 200 mil compañías y el 80% de la inversión privada estadounidense en Centroamérica. También se desempeñó como representante hondureño ante el Banco Centroamericano de Integración Económica (BCIE), experiencia que probablemente ayudó a DESA coordinar el préstamo de 24 millones de dólares otorgado por aquel banco en 2012.

El hombre más rico de Centroamérica, Camilo Atala, compró desde 2014 todas las operaciones hondureñas de la corporación CITIGROUP –cuarto mayor banco de Estados Unidos envuelto en graves casos de corrupción, como la quiebra del gigante energético Enron– y representa junto al nicaragüense Ramiro Ortíz Mayorga, los dos mayores conglomerados financieros de Centroamérica. Ortíz, dueño del Grupo Promerica ha estado buscando proporcionar sus servicios bancarios a la inversión de 50 billones de dólares para la construcción del canal de Nicaragüa, propuesto por China; a su vez, Atala, quien se desempeñara como ministro asesor en inversiones en el gobierno de Ricardo Maduro, mantiene presencia empresarial desde Guatemala hasta Panamá valuada en más de 4 billones de dólares.

Sin embargo, su boyante empresariado es auspiciado por organismos multinacionales privados como la Corporación Financiera Internacional (IFC por siglas en inglés), perteneciente al Banco Mundial, quien le otorgó en 2011 una inversión de 70 millónes de dólares para «crear fuentes de empleo y expandir el acceso al crédito para pequeños negocios». La IFC auditó las prácticas de préstamos de FICOHSA en 2014; el reporte explica que la institución no comprendió totalmente el arriesgado ambiente de operación bancario y sus clientes. Entre estos se incluye la Corporación Dinant, compañía de aceite de palma aficana vinculada al tráfico de drogas, quien utiliza violencia para desalojar de su tierra a los agricultores hondureños, con especial saña en la región noreste, en el Bajo Aguán.

«El proyecto fue insistente y en el 2013, el 1 de abril, inician una toma directo en ese proyecto hidroeléctrico de Agua Zarca. Cuando los compañeros toman el acceso principal al proyecto, entonces comienza la militarización. El estado de Honduras comienza a poner ejército, policías y Tigres; a esa operación se la llamó Morazán o Morazanica y desde el 15 julio se inicia una movilización muy fuerte, pacífica, con el propósito de ir a decir a DESA, a darles un ultimatúm a los ejecutivos a que salieran. Pero cuando llegamos antes de 30 metros, empiezó la policía y el ejército a disparar. Cuando llegamos a poco metros le tiran al compañero Tomás García, luego le pegan otro disparo en la frente y lo asesinan de un solo. Eso fue el primer batallón de ingenieros de Siguatepeque quien lo asesinó y luego el intento de asesinato al hijo, Alan García, que el estado a eso no le da importancia si asesinan a un indígena, o si hacen el atentado contra el niño».

«A pesar de toda esta criminalización, hostigamiento, intentos de asesinato a familias enteras como en el caso de la compañera María (que la quisieron asesinar, a su hijo de 12 años, a su esposo Roque), nosotros vemos que desde ahí es esa fase donde también salen los constructores, que era Sinohydro, empresa de China que también salió ese día 15 de julio viendo que habían ilegalidades y era ilegítimo el proyecto».

Tras la separación del gigante chino Sinohydro en agosto de 2013, producto del firme bloqueo del COPINH a la construcción del proyecto, el actual contratista es COPRECA quien se promueve como «una compañía familiar con cultura y conducta local, oriunda de Guatemala» y que en la práctica está involucrada en un espiral de corrupción: lavado de dinero y activos, uso de documentos falsos, tráfico de influencias, entre otros delitos en un fraude al gobierno salvadoreño en 2005, cuando COPRECA ganó un contrato por 25 millónes de dólares para construir una carretera que nunca fue realizada.

A su vez el FMO y el BCIE son responsables de las muertes y represión contra el pueblo Ngabe Bugle, de Panamá, al financiar e intentar imponer el proyecto hidroeléctrico de Barro Blanco, en el río Tabasara. Pese a la inversión de bancos de desarrollo como el holandés FMO y el alemán KFW proveyeron a Generadora del Istmo (propiedad del hondureño Luis Kafie, involucrado también en el delito de estafa al seguro social de Honduras), el 9 de febrero de 2015 fueron suspendidos temporalmente los trabajos en Barro Blanco. Como consecuencia las agencias financieras europeas enviaron una carta al gobierno panameño donde advirtieron que «la suspensión pesará contra futuros préstamos». Pese a ello el 24 de mayo de 2016 se anunció el llenado de seis hectáreas del futuro embalse «como parte del inicio de pruebas de la central hidroeléctrica y su conexión al sistema nacional panameño». En su nivel máximo se espera que la represa anegue 250 hectáreas que incluyen cinco comunidades indígenas.

El FMO también concedió al Grupo Financiero FICOSHA un préstamo de 60 millones de dólares destinados a proyectos de «energía limpia», al tiempo que el banco es investigado en Panamá por lavado de activos, sospechoso de estar involucrado en el robo al IHSS pues existe la denuncia en la fiscalía contra el crimen organizado hacia FICOHSA y un total de 13 bancos panameños por asociación ilícita.

En declaraciones a prensa alemana, Tomás Gómez asegura haberse reunido, en marzo de 2015, con los encargados del suministro de turbinas para Agua Zarca. «En aquel entonces ya habían muerto Tomás García Domínguez y Paula Domínguez. Después de nuestra visita murieron otros tres habitantes de la comunidad de Río Blanco, a los que previamente trataron de comprarles sus tierras, necesarias para la aprobación del proyecto. Estos compañeros asesinados tuvieron previamente conocimiento de una lista de aproximadamente 20 personas, entre ellas miembros de la comunidad y tres coordinadores del COPINH: Aureliano Molina, Berta Cáceres y yo. Esta lista se la pasamos a los dirigentes de Voith Hydro con los que nos reunimos. Queríamos parar el proyecto para que SIEMENS y Voith no fueran cómplices de ningún asesinato».

«Esto tiene que ver con hacer las denuncias públicas, luego reunirse con los miembros de los bancos para presionarlos y decirles lo que esta pasando, luego iniciar en los mismos países de origen una demanda contra los bancos para que se cancele todo concesionamiento. A nosotros nos parece importante que los del banco no están queriendo que vayan personas de Holanda, por ejemplo en el caso del FMO, porque los hemos estado denunciando y ellos sirven de testigos para que le digan a los compañeros y compañeras y con eso se va a poder parar el financiamiento definitivo. A nivel local también tenemos definido las movilizaciones, acciones frente al MP. Y algo puntual, como los ejercicios de control territorial, que tienen que ver con ir a reconocer el lugar, a bañarse al río Gualcarque. Nosotros seguimos con el marco del COPINH».

Sin embargo, las peticiones del COPINH se mantienen ignoradas, en palabras de Lars Rosumek, portavoz de la empresa alemana especializada en maquinaria industrial que obtuvo el contrato por 8 millones de euros: «Como no podemos dar por terminada nuestra colaboración, hemos decidido suspender temporalmente el contrato de suministro hasta que se aclare la implicación de los trabajadores de DESA en el crimen. Después decidiremos si cancelamos o no el proyecto», declaró al tiempo que negó cualquier implicación con el asesinato de Berta Cáceres y otros miembros del COPINH, pese a que dos de los cinco sospechosos del asesinato, detenidos a principios de mayo, son trabajadores de DESA: Sergio Ramón Rodríguez Orellana, quien actuaba como gerente del departamento social y medioambiental, además de Douglas Geovanny Bustillo, quien trabajó para una empresa de seguridad privada bajo el mando de la empresa responsable por Agua Zarca. Otros dos detenidos tienen conexiones con el ejército hondureño, el mayor en activo, Mariano Díaz Chávez y el retirado Edilson Atilio Duarte Meza.

Douglas Bustillo habría acusado a Berta y el COPINH de ser guerrilleros, a la par que amenazaba y agredía a la población lenca durante los bloqueos y protestas que realizaban contra Agua Zarca. De acuerdo a algunas hipótesis, Sergio sería el encargado de planear y dar las órdenes a Bustillo para reclutar a los sicarios y al mayor Díaz, especialista en inteligencia militar y con experiencia en la guerra de Irak. Tras 10 días de silencio, fue hasta el 12 de mayo cuando Voyth Hydro anunció la suspensión del suministro de equipo a DESA cuando se hizo público un comunicado donde menciona la visita de «actores internacionales y financieros en una comisión independiente para verficar la honestidad de la empresa». En nota de Dick Emanuelsson, el reportero relata la odisea para obtener declaraciones de la empresa responsable por Agua Zarca. Después de un periplo para conseguir la dirección de la oficina en una de las zonas más caras de Tegucigalpa, consiguió asegurar una entrevista con el vocero de la empresa, Roque Galo. Sin embargo dicha conversación nunca se realizó y permanecen en la ambigüedad detalles como ¿quién es la persona que contrató a Douglas Bustillo, quien responde al nombre de Javier Bográn y qué cargo tiene en DESA? o ¿quienes son los involucrados en las élites financieras y políticas en el planeamiento y ejecución contra Berta?

Fuente: Otros Mundos Chiapas

COPINH: A TRES AÑOS DE LA DETENCIÓN DE BERTA CÁCERES

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DSC01446El 24 de mayo de 2013, mientras se desplazaban a la comunidad indígena Lenca de Río Blanco, en el marco de la defensa del río Gualcarque de cara a la imposición del proyecto hidroeléctrico Agua Zarca, fueron detenidos por policías y militares la Coordinadora General del COPINH Berta Cáceres y el sub-Coordinador General Tomás Gómez Membreño.

Se les acusó arbitrariamente de portación ilegal de arma, lo cual quedó posteriormente demostrado fue un montaje para criminalizar.

A Berta Cáceres la policía la trasladó a Santa Bárbara y se le mantuvo detenida por más de 24 horas. Luego se siguió un proceso por portación ilegal de arma. En la primera audiencia fue sobreseída provisionalmente por falta de evidencia. Semanas después la Corte de Apelaciones revirtió el sobreseimiento, con lo cual el Ministerio Público pudo continuar el proceso de criminalización contra Berta Cáceres. El 10 de febrero de 2014, el juzgado de Letras Primero de Santa Bárbara, la liberó completamente de todo cargo, ya que la portación ilegal de arma no pudo ser demostrada, puesto que era un montaje para criminalizarla.

¡Moisés Durón vive!

Hace poco más de un año, el 20 de mayo de 2015, fue asesinado nuestro compañero Moisés Durón, por Saúl Ríos y otros sicarios de la familia Ríos, invasores de tierras indígenas Lencas en Somolagua, San Juan Municipio de Ceguaca, departamento de Santa Bárbara.

Algunos de los pistoleros fueron capturados “in fragranti”, al momento del asesinato sin embargo fueron dejados en libertad por la policía. En otra ocasión, identificados y ubicados por miembros de las comunidades se exigió a la policía su detención, pero algunos policías les alertaron para que se fugaran.

En su momento la Coordinadora General del COPINH, fue amenazada por el secretario del Congreso Nacional Mario Pérez debido a que se denunció su participación en este conflicto de tierras.

El 22 de febrero de 2016, 10 días antes de su asesinato, Berta Cáceres logró mediante presiones la captura de uno de los asesinos.

A casi tres meses de su asesinato seguimos exigiendo justicia para Berta Cáceres, que el gobierno de Juan Orlando Hernández convoque a una comisión internacional de investigación independiente dirigida por la Comisión Interamericana de Derechos Humanos, CIDH.

Seguimos exigiendo la cancelación del proyecto Hidroeléctrico AGUA ZARCA de la empresa DESA, en la comunidad indígena Lenca de COPINH de Rio Blanco, Intibucá.

Seguimos exigiendo castigo para los asesinos, materiales e intelectuales

La Esperanza, Intibucá 27 de mayo de 2016

Con la fuerza ancestral de Berta, Iselaca, Etempica y Mota se levantan nuestras voces llenas de Vida, Justicia, Paz, Dignidad y Libertad.

COPINH

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Fuente: COPINH

POR UNA HAITÍ LIBRE Y SOBERANA ¡MOVILICÉMOSNOS EL 1 DE JUNIO Y HASTA EL 15 DE OCTUBRE!

Por el fin de la MINUSTAH y toda ocupación de HAITÍ
Por la desmilitarización de nuestra América

El pueblo haitiano está en pie de lucha frente al imperialismo estadounidense y sus aliados. Las movilizaciones populares de 2015/16 pusieron en jaque los planes de la llamada “comunidad internacional”, forzando la salida del ex presidente Martelly y la caída tres veces de la segunda ronda electoral, exigida desde afuera aunque fuese con un solo candidato. Pese al rechazo frontal de EE.UU., lograron iniciar un proceso de verificación del escrutinio 2015, calificado de fraudulento, con desenlace aún abierto.

En este contexto el Consejo de Seguridad de la ONU se apresta a decidir sobre el futuro de la MINUSTAH – la Misión de Naciones Unidas por la Estabilización de Haití. Esta fuerza multilateral, con mayoría de tropas de América latina, ocupa Haití desde el 1 de junio de 2004, seguido al primer golpe de Estado de este nuevo milenio contra un gobierno elegido en nuestra América. Su mandato actual concluye el 15 de octubre de 2016.

Haití no es una amenaza para la seguridad hemisférica, como afirma el Consejo de Seguridad al mantener la MINUSTAH. Es un ejemplo de resistencia contra la ocupación y saqueo que se manifiestan a través del desconocimiento de la institucionalidad democrática, el despilfarro de recursos colectivos a través del modelo de sobre-consumo, el acaparamiento de tierras campesinas, la destrucción de los bienes comunes y eco-sistemas, la profundización de la dependencia, alimentaria, financiera, comercial y energética y la mercantilización de la vida.

Cada vez más sectores haitianos denuncian la injerencia extranjera en su país, el fracaso de los objetivos anunciados por la MINUSTAH e incluso su papel en el agravamiento de la crisis haitiana. Pero EE.UU. ahora busca prorrogar su mandato y Canadá se dispone a asumir el comando de una nueva etapa, ligada descaradamente a la “protección” de sus inversiones en la mega minería, el turismo de lujo, la maquila, la agroindustria exportadora, un paraíso fiscal.

Haití es un laboratorio de las nuevas fórmulas del imperialismo estadounidense para retomar el control político y reconstruir su hegemonía en el continente frente a la grave crisis del sistema capitalista. Así, retirar las tropas extranjeras de Haití – empezando con las latinoamericanas – y poner fin a la MINUSTAH deben ser ejes de la ola unitaria de movilizaciones populares que hay que desatar para paralizar esta ofensiva, desnudar las modalidades actuales de ocupación económica, mediática, jurídica y militar y avanzar en la construcción de alternativas liberadoras.

Por eso, llamamos a realizar una Jornada continental de acción solidaria el 1ro de Junio del 2016, y a seguir reforzando las movilizaciones hasta el 15 de octubre, unidos al pueblo haitiano en su lucha para lograr:

– el retiro inmediato de las tropas de ocupación de Haití;
– el desmantelamiento completo de la MINUSTAH que socava su soberanía y ha traído inmensos sufrimientos para el pueblo de Haití;
– que la ONU reconozca su responsabilidad criminal en la introducción del cólera e indemnice al país y a las familias de los 9000 hombres y mujeres a quienes esta epidemia mató;
– que la ONU invierta recursos adecuados para la erradicación del cólera y la provisión de infraestructura asegurando el acceso universal al agua potable;
– al respetar el desarrollo del proceso electoral, de acuerdo a lo establecido en las instancias administrativos locales, sin las presiones externas para el cumplimiento de los plazos que solo responden a los intereses de las agendas intervencionistas.
– el desmantelamiento de todas las bases militares imperialistas en el continente y el respeto de América Latina y el Caribe como zona de paz;
– contrarrestar los procesos de desestabilización y golpes antidemocráticos, de criminalización de las luchas sociales, de asesinatos selectivos y violación de los derechos humanos, de los pueblos y de la naturaleza, en toda la región.

Llamamos a realizar, el 1ro de junio y hasta el 15 de octubre, en todos los rincones de nuestro continente, acciones de diversos tipos para visibilizar la lucha del pueblo de Haití, solidarizarnos con ella y presionar para el cumplimiento de sus demandas. Llamamos a organizar, entre otras posibilidades:

• Manifestaciones, piquetes, marchas
• Radios-abierta, mesas-debate, presentación de vídeos
• Peticiones, cartas, pronunciamientos
• Entrevistas con responsables de los poderes parlamentarios y ejecutivos
• Eventos locales, nacionales y subregionales

Llamamos a apoyar también al Tribunal popular antiimperialista que se desarrollará en Haití entre el 28 de julio y el 17 de diciembre del 2016, profundizando sobre las consecuencias criminales de la ocupación centenaria del país y reforzando las respuestas populares.

El pueblo de Haití sigue ofreciendo, desde fines del siglo XVIII, alternativas transformadoras de liberación e igualdad. Ofrezcámosle nuestro respeto y solidaridad.

Viva la autodeterminación de los Pueblos
Abajo el neoliberalismo de guerra
Viva la protección y defensa de nuestros bienes comunes
Viva la soberanía alimentaria, energética y financiera
Viva la agricultura campesina agroecológica
Viva América Latina y el Caribe como zona de paz

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DECLARACIÓN SOBRE LAS AFECTACIONES POR EL DESALOJO EN RÍO TABASARÁ (VIDEO)

Familias indígenas fueron desalojada de manera forzada, debido al llenado de la represa del proyecto hidroeléctrico Barro Blanco el lunes 23 de mayo.

Detenciones, agresiones físicas, destrucción de casas, alimentos y muertes de animales domésticos, fueron algunas de las características del desalojo y no evacuación que el gobierno panameño ordeno y la policía ejecuto contra los indígenas.

Además, se dio un caso notorio cuando el Centro Misional “Jesús Obrero” no fue notificado de manera veraz sobre la solicitud de la policía para dar albergue a indígenas. La cual nunca manifestaron la situación que estaba pasando a orillas del río Tabasará con los indígenas.

Así queda demostrado que el gobierno dirigido por Juan Carlos Varela viola los acuerdos pactado en la mesa de dialogo, cuyo principal punto es el no llenado de la represa.

Nuevamente los Derechos Humanos y de los pueblos indígenas son violado sin importar las normas y acuerdos internacional que amparan a los ciudadanos.

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Fuente: Radio Temblor