Radio Temblor: Algo pasa en las calles de Ecuador (Video / Fotos)

Más de 2 mil personas marcharon contra las medidas económicas promovidas por el Gobierno de Ecuador dirigido por el presidente Lenin Moreno. Organizaciones sindicales, estudiantiles, gremiales y sectores provenientes del interior del país, han levantando una de las primeras acciones ante lo que se denominan el paquetazo, que incluye el alza del combustible, la función de algunos ministerios de gobierno, condonación de deudas, beneficios tributarios a grandes empresas, despidos de empleados públicos, privatización y políticas que van en detrimento de la calidad de vida. Esto representa parte de las exigencias del Fondo Monetario Internacional FMI sobre el estado ecuatoriano.

Para el 20 de septiembre se realizará la Gran Movilización Nacional, que contará con las fuerzas sociales y pueblo general afectados por las medidas de ajuste económica en el marco del proceso neoliberal.

Redacción Radio Temblor Internacional

Fuente: Radio Temblor

Accion Ecologica: Fruta del Norte: La Manzana de la discordia

Monitoreo comunitario participativo y memoria colectiva en la comunidad de El Zarza

Autoría: María Fernanda Solíz Torres, Alía Yépez Fuentes, William Sacher Freslon

Universidad Andina Simón Bolívar, Clínica Ambiental y MiningWatch

fruta del norteYantzaza es un cantón en la provincia de Zamora Chinchipe, ubicado en la ribera del río Zamora. El origen de su nombre proviene del shuar y significa “valle de las luciérnagas”. Las luciérnagas, escarabajos de luz, han sido uno de sus más antiguos habitantes, aman la humedad y la oscuridad de la noche, su presencia simboliza el equilibrio de los ecosistemas, la riqueza de la biodiversidad y la abundancia del agua.

Por este cantón, atraviesa el majestuoso bosque protector Cordillera del Cóndor, uno de los ecosistemas más frágiles y biodiversos del país (ITTO2009). Según las empresas mineras, yacimientos de cobre y oro se ubican debajo de estas tierras. Fruta del Norte es uno de ellos y ha sido a lo largo de los años, la manzana de la discordia.

El epónimo proyecto megaminero, Fruta del Norte, está situado en Los Encuentros, parroquia del cantón Yantzaza, y afecta directamente a las comunidades Santa Lucía, La Libertad, Jardín del Cóndor, El Zarza, El Playón, San Antonio (desaparecida) y Río Blanco. Alrededor de la comunidad El Zarza, se ubica el refugio de vida silvestre del mismo nombre, que es parte del bosque protector Cordillera del Cóndor y que se encuentra dentro del SNAP.

Nuestro libro teje la historia de estas comunidades, que habitaron y defendieron la cordillera, que dotaron a los territorios de vida y contenido. Narra las disputas que, durante décadas, permearon su vida social, material y simbólica. Visibiliza las cuidadosas estrategias utilizadas por las empresas mineras canadienses, para hacer lo que el país vecino no consiguió en las múltiples guerras fronterizas, apropiarse del yacimiento de oro más rentable del país, desplazando a familias, cerrando escuelas y controlando la vida de la parroquia Los Encuentros y el cantón de las luciérnagas.

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Dialogo 2000: Marchamos hoy en defensa de la Universidad Pública, sus trabajadores y estudiantes

Las 57 universidades públicas de nuestro país tienen un presupuesto aprobado de $103 mil millones para todo el año 2018, $8,6 mil millones por mes.

Entre enero y julio de este año, apenas los primeros siete meses y antes del descalabro de los últimos días y semanas, el gobierno pagó $256 mil millones en intereses sobre la Deuda pública, $36,6 mil millones por mes.

O sea, el gobierno gasta 4 veces más por día en intereses sobre la Deuda, que lo que invierte en la Universidad pública.

Dicho de otra manera, con lo que el gobierno paga durante solo tres meses en intereses, sobre una Deuda cuya legitimidad y legalidad nunca han sido establecidas, podría cubrir el presupuesto universitario de todo el año – incluso con aumento.

Cambiemos las Prioridades. Basta de Ajuste y Saqueo. 

Defendamos la Universidad Pública y el Derecho de todes a la Educación, al Trabajo y Salarios Dignos 

¡Paremos la Deuda!  ¡Nunca Más FMI, Deuda Fraudulenta, G20!

Diálogo 2000 – Jubileo Sur Argentina

30 de agosto de 2018

 

Fuente: Dialogo 2000

Rede Jubileu Sul Brasil instala Balcão de Direitos Humanos no centro de São Paulo

Por Karla Maria | Rede Jubileu Sul Brasil

O Balcão de Direitos Humanos para haitianos e haitianas está aberto. Localizado na Baixada do Glicério, na região central de São Paulo, o Balcão é um Centro de Referência em Direitos Humanos que oferece, por meio de uma equipe multidisciplinar, o atendimento de Serviço Social e Jurídico a imigrantes. O Balcão tem uma programação itinerante e atenderá em diversas entidades parceiras que possuem experiência no tema: Imigração.

A haitiana Melchiseder Andree Witclair Balthazar, secretária do Balcão de Direitos Humanos, projeto itinerante de assistência social e jurídica na sede da USIH, Baixada do Glicério, SP

Nas primeiras semanas de atendimento, o Balcão foi instalado na União Social dos Imigrantes Haitianos (USIH), entidade fundada por haitianos e haitianas na capital paulista. Criada em setembro de 2014, a USIH surgiu no contexto de unir os imigrantes, que devastados pelas consequências do forte terremoto no Haiti, em janeiro de 2010, chegavam ao Brasil.

O desemprego no país caribenho chegou a atingir quase 80% da população. Passados oitos anos desde o terremoto, os haitianos continuam buscando no Brasil perspectivas de estudo e trabalho. Esta é a constatação de Lucimeire Araújo, coordenadora geral do Balcão. “Durante os atendimentos diários tanto com a assistência social quanto a jurídica, vimos a grande demanda por suprimentos básicos como alimentos e roupas, por cursos profissionalizantes e emprego, demandas que vão além do alcance do Balcão de Direitos”, disse.

Rosilene Wansetto , socióloga do projeto e responsável pela articulação das parcerias do Balcão, destaca que o projeto é um espaço de assistência social e jurídica com orientação às políticas públicas que garantam os direitos dos imigrantes e das imigrantes. “Não podemos gerar expectativas que não podemos corresponder”, explicou a socióloga.

As expectativas quanto à conquista de um emprego não são apenas dos imigrantes. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgados nesta quinta-feira, 30, revelam que a taxa de  desemprego no Brasil chegou a 12,3%, em julho. São 12,9 milhões de pessoas desempregadas.

Balcão de Direitos na Baixada do Glicério, em SP

A segunda semana de atendimentos também foi marcada pela divulgação do Balcão de Direitos Humanos nas ruas da Baixada do Glicério, no comércio e em pontos estratégicos, onde os haitianos costumam se encontrar. O Glicério, uma das áreas marcadas pela forte presença de imigrantes na capital paulista, é o bairro onde também está localizada a Missão Paz, uma entidade dos missionários escalabrinianos que é referência no país na acolhida aos imigrantes que chegam a São Paulo.

Além das ruas, a divulgação foi feita nas redes sociais em diversos idiomas, e entre parceiros da Rede Jubileu Sul Brasil, que é a entidade responsável pela gestão do projeto em convênio com o Ministério dos Direitos Humanos. “Queremos que os haitianos e haitianas, que os imigrantes que precisem de informações sobre seus direitos no Brasil saibam que estamos com o Balcão aberto para atendê-los. Nossa programação será itinerante, mas por enquanto estamos na USIH, no centro da cidade”, concluiu a coordenadora geral do projeto, Lucimeire Araújo.

O Balcão de Direitos Humanos na USIH está localizado na Vila dos Estudantes, 34, na Baixada do Glicério. O atendimento de assistência social e jurídica acontece de segunda à quinta-feira, das 13h às 17h30 e aos sábados, quinzenalmente, das 13h às 17h30. No Balcão, o atendimento acontece também em créole e  francês, já que a haitiana Melchiseder Andree Witclair Balthazar, secretária do Balcão, está a postos para atender a quem chega.

Mais informações 11 3207-2960.

 

Fuente: Jubileu Sul Brasil

Jubileu Sul Brasil: Ancião Guarani Kaiowá segue detido após ação truculenta da polícia em Caarapó

Além da detenção, há feridos por balas de borracha e atropelamentos. Helicóptero foi usado no ataque. MPF abriu inquérito para investigar ação da polícia

Por Renato Santana e Tiago Miotto, da Ascom do Cimi

Ambrósio Alcebíades Guarani Kaiowá, 70 anos, segue detido após o ataque de forças policiais, no último domingo (26) a indígenas do tekoha – lugar onde se é – Guapo’y, em Caarapó, Mato Grosso do Sul, ao lado da reserva indígena Tey’i kue, onde vivem mais decinco mil indígenas. Revoltada com a situação do ancião, que está sem tomar os remédios para tratar da hipertensão e apresenta distúrbios mentais, de acordo com os advogados do indígena, a comunidade decidiu esperar três dias pela soltura de Ambrósio; do contrário, ações de protesto serão organizadas. O tekoha Guapo’y fica dentro da Terra Indígena Dourados-Amambaipegua I – já identificada pelo Estado brasileiro.

Além da prisão, aos menos seis indígenas foram alvejados, entre eles o próprio Ambrósio, por tiros de bala de borracha e outros três, conforme denúncias dos Guarani e Kaiowá, foram atropelados por veículos da Polícia Militar. Uma indígena precisou ser encaminhada ao socorro médico, de acordo com informação obtida e confirmada pela Fundação Nacional do Índio (Funai). Não há indígenas sob risco de morte ou gravemente feridos.

Os Guarani e Kaiowá negam a versão veiculada pela imprensa, a partir de fontes policiais, de que tenham iniciado uma ‘invasão’ à sede da Fazenda Santa Maria, feito reféns e roubado pertences alheios. “Existe uma decisão da presidente do STF [Supremo Tribunal Federal], ministra Carmen Lúcia, de suspensão de segurança da reintegração de posse da área que retomamos, em 2016. Não tem sentido invadirmos algo que está dentro do tekoha retomado”, explica Kunumi Guarani Kaiowá.

“Não prendemos nenhum fazendeiro ou caseiro. Também não roubamos nada. Polícia não questionou essa acusação dos fazendeiros. Como se fossem seguranças privados, apenas cumpriram ordens”

Conforme o relato dos Guarani e Kaiowá, o conflito foi iniciado por não indígenas na manhã de domingo, quando estes estouraram um rojão sobre uma indígena que colhia mandioca. A Secretaria de Segurança Pública do Estado, apenas a partir da versão dos fazendeiros, autorizou a intervenção policial e deflagrou sobre as famílias Guarani Kaiowá uma operação de guerra, que contou com helicóptero, pelotões do Batalhão de Choque, Força Tática e do Departamento de Operações de Fronteira (DOF).

“A menina, filha da dona Maria, foi arrancar mandioca ao lado da casa da tia, que fica perto da sede da fazenda. Os homens soltaram foguete nela. Caiu no chão e depois correu de volta (pro tekoha). Todo mundo se revoltou. Fomos lá (na sede da fazenda) saber porque fizeram aquilo e nos xingaram. Depois soltaram foguete na gente. Teve princípio de confusão, mas ficamos de longe e sem ir embora”, conta Ñapotyryby Guarani Kaiowá.

Pouco antes da hora do almoço, de acordo com a indígena, um dos homens disse ao grupo Guarani Kaiowá: “Fica com a terra, é terra de vocês”. Então carregaram caminhonetes com móveis, objetos da casa e animais. Partiram deixando para trás a sede vazia. Os Guarani Kaiowá permaneceram no local. “Pegaram tudo, não ficou nada. Ninguém ficou lá, nada. Não houve reféns, nada. Não queríamos retomar, não era a ideia”, explica Ñapotyryby.

Por conta da saída por livre e espontânea vontade dos não indígenas, causou espanto e surpresa o ataque da polícia, sem negociação prévia. “Não prendemos nenhum fazendeiro ou caseiro. Todo mundo foi embora sem a gente mandar. Também não roubamos nada. Polícia não questionou essa acusação dos fazendeiros. Como se fossem seguranças privados, apenas cumpriram ordens. Quem começou tudo isso foram eles, é uma covardia”, diz a Guarani Kaiowá.

Policiais atiravam nos indígenas a partir do helicóptero, em um ataque aéreo com voos rasantes sobre as cabeças da comunidade em pânico (ver o vídeo acima). Pelo chão, tropas do Choque, da Força Tática e do DOF cercavam os indígenas com veículos, tiros de balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e agressões físicas. Quatro indígenas foram atingidos por um carro, uma caminhonete e um “carretão que levava os soldados”.

“Me desviei por muito pouco, mas o carro ainda me acertou. Cai no chão com tudo e machuquei o pescoço. Uma mulher chamada Zilda ficou mais machucada. Atacaram a gente de todos os lados, de todas as formas. Não deu tempo de nada, foi correria mesmo. Nem tinha como se defender”, lembra Kunumi Guarani Kaiowá. Os indígenas voltaram à retomada em que estavam e ainda se encontram, distante menos de 1 km da sede da fazenda – palco de todo o desencadear dos fatos.

Sem conseguir correr junto com os demais, Ambrósio Alcebíades Guarani Kaiowá ficou parado e acabou preso. “O Ambrósio tá com mais de 70 anos. Ninguém sabe a idade dele certa. O que todo mundo sabe é que ele tem uns problemas na cabeça. Como podem prender um ancião que você vê que entende tudo diferente? Qualquer um percebe. Tão acusando ele de um monte de crime. São covardes”, se revolta Ñapotyryby.

Retomada alvo da ação policial é composta por apenas 24 famílias, mas com muitas crianças e adolescentes. Foto: Flávio Vicente Machado/Cimi

Retomada alvo da ação policial é composta por apenas 24 famílias, mas com muitas crianças e adolescentes. Foto: Cimi

Busca e apreensão

Na manhã desta segunda-feira (27), por volta das oito horas, a equipe da Funai chegou ao tekoha Guapo’y para prestar assistência às 24 famílias atacadas no dia anterior. Com uma população composta por cerca de 40 crianças e adolescentes, a comunidade está na área retomada em 2016, após o assassinato do agente de saúde indígena Clodiodi Aquileu Guarani Kaiowá. Esta retomada está localizada em uma das várias matrículas que compõem a Fazenda Santa Maria.

“Pouco depois da nossa chegada, a polícia fez uma nova incidência. Desta vez na área retomada há dois anos atrás, localizada a cerca de 300 metros da sede da fazenda. Estavam com uma ordem de busca e apreensão porque houve uma denúncia de que os Guarani Kaiowá tinham roubado móveis, porcos e alimentos”, explica a indigenista Ellen Cristina de Almeida, servidora federal da Funai. A indigenista tentou contato com o comandante da ação, mas foi impedida pelo chefe da operação.

Diante da negativa em negociar a suspensão da operação, Ellen pediu um tempo para avisar aos Guarani e Kaiowá o que estava prestes a acontecer e assim evitar conflitos. “Conseguimos inicialmente que eles ficassem onde estavam, mas o chefe da operação ressaltou que tínhamos apenas dois minutos. Os indígenas estavam muito nervosos, tensos. Pedi a eles calma”, lembra Ellen. A servidora ainda ouviu de um policial que se tratava de uma iniciativa para “acobertar os bandidos”.

Os policiais entraram de casa em casa. Permitiram a entrada dos agentes da Funai apenas na primeira residência. Numa das moradias, disseram ter encontrado um porco na geladeira, que os indígenas dizem ser, na verdade, um javali caçado dias antes. “Reviraram tudo. Como vão encontrar móveis e animais no meio de roupas?”, questiona Ñapotyryby. A servidora da Funai diz que os policiais só levaram utensílios de roça (que não estavam na lista de supostos roubos). “Não levaram o que acharam ser um porco e tampouco os itens alimentícios, que os indígenas provaram fazer parte das cestas básicas que recebem. Houve busca, mas não apreensão de objetos roubados”, informa a indigenista da Funai.

A ação de revista da polícia levou mais ou menos 15 minutos. Mesmo assim, os servidores da Funai ouviram o disparo de um tiro. “Não sabemos se foi do helicóptero ou dos batalhões que estavam divididos em dois flancos”, diz Ellen. O petardo, aparentemente uma bala de borracha, atingiu o ombro de um Guarani Kaiowá.

Além dos fatos ocorridos na segunda-feira, analisa a servidora da Funai, no domingo houve duas ações da polícia: “uma no começo da tarde, para um suposto resgate de reféns, e este foi o momento que eles nos ligaram para informar a situação e solicitar mediação, mas os indígenas afirmaram que nunca detiveram ninguém, e outra no final da tarde quando eles tiraram os Guarani Kaiowá da sede da fazenda na ação que todos vimos o resultado”. Na ocasião, a polícia informou à Funai que os indígenas faziam duas pessoas de reféns.

A Funai confirma ainda a versão dos indígenas de que não havia intenção prévia de retomar a sede da fazenda. “Todos os relatos dos indígenas dão conta de que eles não iam pegar a sede da fazenda e isso só ocorreu porque uma Guarani Kaiowá foi catar mandioca e sofreu um ataque com fogos de artifício. Ela correu e avisou os demais. Um grupo foi até o local. Gerou um desentendimento e os indígenas decidiram ficar na sede da fazenda quando os ocupantes saíram com pertences”, diz Ellen.

“Não há nenhuma decisão em vigor que ordene a retirada da comunidade. E, mesmo que houvesse, o comando teria que ser da polícia federal. Foi totalmente irregular o que aconteceu lá”

MPF avaliará ilegalidade da ação policial contra indígenas do tekoha Guapo'y. Foto: indígenas Guarani e Kaiowá

Para MPF, polícia militar fez uma “reintegração de posse sem qualquer ordem judicial”. Foto: indígenas Guarani e Kaiowá

MPF investigará ação policial

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil público para investigar a ação da Polícia Militar durante o conflito. Segundo informações da imprensa local, o MPF avalia que a PM fez uma “reintegração de posse sem qualquer ordem judicial”.

Em abril deste ano, uma decisão da presidente do STF, Carmen Lúcia, suspendeu uma liminar de reintegração de posse contra a comunidade de Guapo’y, em favor dos proprietários da fazenda Santa Maria. A decisão da ministra suspendeu o despejo no último instante, num momento em que a tensão tomava conta da comunidade e policiais cercavam a área, e mencionou o risco de acirramento do conflito e “agravamento do quadro de violência na região”.

A presidente da Corte também levou em consideração o fato de que a área adjacente à reserva está em processo de demarcação, pois é reivindicada pelos indígenas como parte de seu território tradicional – o que foi reconhecido pelo Estado em 2016, quando a Funai publicou o relatório que identifica e delimita a Terra Indígena Dourados-Amabaipegua I.

“A polícia não poderia ter feito o que fez”, avalia Anderson de Souza Santos, assessor jurídico do Cimi Mato Grosso do Sul. “Não há nenhuma decisão em vigor que ordene a retirada da comunidade. E mesmo que houvesse, o comando teria que ser da polícia federal, porque a questão indígena é de competência federal. Então, foi totalmente irregular o que aconteceu lá”.

Uma operação de busca e apreensão – conforme o MPF, sem mandado – e a negociação pela liberação de funcionários que teriam sido feitos de reféns foi utilizada como justificativa pela polícia para avançar sobre a retomada já estabelecida.

A ação policial foi acompanhada, de helicóptero, pelo comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Waldir Ribeiro Acosta, e pelo secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Antonio Carlos Videira. Ainda segundo a imprensa local, um contingente da Força Nacional no Mato Grosso do Sul está sendo deslocada para a região.

No início da manhã, indígenas ainda estavam mobilizados no tekoha Guapo'y. Foto: Tiago Miotto/Cimi

Em abril, o STF suspendeu uma reintegração de posse da fazenda Santa Maria contra o tekoha Guapo’y. Indígenas mobilizaram-se para resistir. Foto: Tiago Miotto/Cimi

Empresa privada

Desde a tarde de segunda (27), uma empresa privada de segurança está vigiando a sede da fazenda Santa Maria. Funcionários da empresa Safety Assessoria, Planejamento e Execução em Segurança foram identificados por indígenas.

“A presença de empresas privadas de segurança em área de conflito com indígenas gera tensão entre os indígenas e receio, pois há um histórico na região de atuação de empresas de segurança como milícias privadas, que atuam de forma violenta contra os indígenas”, avalia Matias Benno, do Cimi.

Em um caso de grande repercussão, a Justiça Federal determinou a dissolução da empresaGaspem Segurança Ltda, além do cancelamento do seu registro na Polícia Federal e de uma multa de R$ 240 mil por danos morais. A empresa foi denunciada pelo MPF por constituição de “força paramilitar ou milícia privada” e pelo seu envolvimento no assassinato de duas lideranças Guarani Kaiowá e várias outras ações violentas contra essas comunidades.

Matéria atualizada quarta-feira, 29, às 10h17.

 

Fuente: Jubileu Sul Brasil

Dialogo 2000: Llamamos a movilizar contra el ajuste de Macri-FMI en el Presupuesto 2019 ¡Basta de Ajuste, Deuda y Saqueo! ¡No al Acuerdo con el Fondo!

 

 

 

 

 

Llamamos a movilizar contra el ajuste de Macri-FMI en el Presupuesto 2019

¡Basta de Ajuste, Deuda y Saqueo! ¡No al Acuerdo con el Fondo!

El ajuste decidido por el gobierno de Macri y respaldado por el FMI, los grandes especuladores y el G20, cobra cada día más víctimas. Aumenta el hambre, la pobreza, la explotación y la depredación, al ritmo de los recortes y despidos, el tarifazo, la inflación y el derrumbe de la infraestructura social educativa, sanitaria, previsional y cultural. Para revertir estas políticas tenemos que apoyar y trabajar por la unidad de las luchas de las y los trabajadores y estudiantes y de todo nuestro pueblo; construir una repuesta unitaria que abarque la mayor amplitud y organización popular de nuestro país.

El gobierno de Macri busca el “consenso” político y social necesarios para aprobar en la próxima sanción del Presupuesto 2019 y las reformas laboral y previsional, un plan de gobierno que ajuste nuestra economía, en especial al pueblo trabajador, a las exigencias del Fondo y que, al servicio de imponer esta política, aumente la capacidad represiva.

Mientras se multiplican a diario los conflictos sociales y laborales y las luchas que lo enfrentan, como la heroica movilización en defensa del Astillero Río Santiago en La Plata o las grandes y silenciadas luchas en defensa de la Universidad Pública, el gobierno junto a las corporaciones mediáticas busca desviar la atención popular del brutal ajuste en curso. Intenta, además, diluir sus responsabilidades en la crisis actual culpando a la crisis de otros de los países llamados “emergentes”, como Turquía o Brasil, sin señalar que este gobierno ha aumentado gravemente la vulnerabilidad del país a las presiones del capital financiero con sus políticas de hiper-endeudamiento y liberalización comercial y financiera.

Denunciamos que prepara un Presupuesto 2019 signado por el Recorte, la Entrega y la Deuda reclamados por los grandes grupos económicos y usureros cuya corrupción sistémica, muchas veces escondida detrás de leyes de privilegio, blanqueo y exoneración de impuestos, es sostenida en la creciente pobreza y desigualdad, el exorbitante pago de intereses y fuga de capitales, la concentración de ganancias y la violencia represiva cada vez más extendida.

¡YA BASTA! Llamamos a movilizarnos contra el ajuste de más de 300.000 millones de pesos que el gobierno ya anunció, los enormes pagos que en concepto de intereses sobre la deuda se siguen previendo aumentar, y el resto de los recortes y planes de entrega que se preparan en el Presupuesto 2019 para cumplir con el Acuerdo pactado con el FMI. Los pueblos y la naturaleza somos los únicos acreedores legítimos. Tenemos derechos a empleos, salarios y una jubilación dignos, al control sobre nuestros cuerpos, territorios y bienes comunes, a servicios esenciales como el agua, la energía, el transporte, la educación, la salud, un ambiente sano, la información, la cultura, y es obligación prioritaria del gobierno garantizar estos derechos y nuestra soberanía, no el afán de lucro de una pequeña minoría ni las exigencias del FMI y los pretendidos acreedores que representa.

Llamamos a movilizarnos en una gran Jornada de repudio al acuerdo con el FMI y por el no pago de la Deuda fraudulenta, el único ítem del presupuesto que crece por encima de la inflación, llevando más recursos que la Educación, la Salud, la Investigación científica y técnica y la Protección ambiental todo junto, y 10 veces más que el engañoso piso del PBI que, juntos dicen el FMI y el gobierno, protegerá a la población más vulnerada. El problema no somos el pueblo empobrecido sino los ricos insaciables.

Llamamos a unirnos todas las organizaciones populares, en rechazo a estas recetas de miseria y de muerte que son las mismas que impulsan el G20. Este grupo de países engrandecidos que busca en la presidencia Macri este año, y la venida a Buenos Aires en noviembre de sus jefes de Estado y organismos multilaterales como Trump, Merkel, el FMI, Banco Mundial, Banco Interamericano y la Organización de Cooperación y Desarrollo Económico OCDE, acuerdos para profundizar la dependencia. Su único norte es el dominio de los monopolios, la explotación de los pueblos y sus bienes naturales, la especulación financiera, el endeudamiento y el extractivismo, la mercantilización y privatización de todo.

Otros caminos son urgentes y posibles. Lo sabemos por la multiplicación de resistencias de la clase trabajadora y los pueblos oprimidos del mundo contra el imperialismo y los gobiernos que aplican sus planes.  Unámonos en un rechazo común a las políticas hambreadoras, deprededoras y coloniales del FMI y el G20 y al pago de una Deuda que los pueblos no debemos porque nunca nos benefició. Convocamos al pueblo trabajador, a sus centrales sindicales, organizaciones sociales, de las mujeres y defensores de los derechos de género, de los pueblos originarios, a la juventud, al campesinado, a realizar una gran campaña con paros y acciones de lucha en todas partes frente a esta ofensiva del gran capital. ¡Unidos venceremos!

Contra el ajuste de Macri-FMI en el Presupuesto 2019

Anulación del Acuerdo con el FMI

No al pago de la Deuda fraudulenta

No a las políticas entreguistas del G20

Invitamos a sumar la firma de su organización, por correo a  nuncamasfmi@gmail.com

El Llamado será puesto a consideración del Encuentro preparatorio No al G20, a realizarse el 31/8 y 1/9 en la Facultad de Cs. Sociales, junto a posibles fechas y modalidades de movilización. Para participar en el Encuentro, ver aquí la Convocatoria

 Campaña Nunca Más FMI, Deuda Fraudulenta, G20

 

Fuente: Dialogo 2000