La elección terminó, pero la lucha está apenas comenzando ¡Seguimos de cabeza erguida resistiendo por Brasil!

Versiones portugues e ingles más abajo

Vivimos un proceso electoral totalmente atípico. Desde el cierre del período militar no teníamos la prisión política de un líder, como la de Luiz Inacio Lula da Silva, injustamente condenado, y que tuvo su candidatura impugnada por el Tribunal Superior Electoral. Un proceso en que fuerzas que actuaban hasta entonces en las bodegas del país, emergieron la disputa presidencial provocando una gran ola de odio y violencia contra el pueblo brasileño.

Nuestra candidatura fue una respuesta democrática al arbitrio que contamina el escenario político desde el golpe parlamentario que en 2016 derribó a la presidenta Dilma Rousseff. Enfrentamos abusos y vilezas practicados por corrientes comprometidas con mezquinos intereses antipopulares, antidemocráticos y antinacionales.

La elección de Bolsonaro representa una ruptura política, cuyos signos están representados en el asesinato de Marielle, de Moa Katendê – líder negro, capoeirista en Bahía, Charlione – joven cearense que aún ayer participaba de una caravana electoral en apoyo al candidato Haddad. Ellos amenazan nuestras vidas porque luchamos por un país igual y justo.

Incluso bajo balas, resistimos en defensa de la soberanía nacional, violada de tantas maneras en los últimos dos años. Protegido por sectores del sistema judicial y de los medios monopolistas, el candidato diputado Bolsonaro se quedó de manos libres para financiar su máquina de mentiras con dinero clandestino, incitar la violencia contra sus adversarios, huir de debates públicos y burlar reglas electorales.

Estas fuerzas, a través de la tramoya y de la truculencia, con maniobras aún sujetas a investigaciones y juicios, llegaron a la Presidencia de la República.

A pesar de tantos obstáculos, nuestra alianza organizó una poderosa resistencia por todo el país, que llevó a la realización de la segunda vuelta y a un formidable movimiento en defensa de la civilización contra la barbarie, de la democracia contra la dictadura, del amor contra el odio.

En esa segunda vuelta, que cerró ayer, hombres y mujeres de todos los cuadrantes se manifestaron a favor de los pilares constitucionales de nuestro país.

Esta jornada jamás habría sido posible, sin embargo, sin la dedicación y la valentía de los movimientos sociales y sectores democráticos de la sociedad.

Continuaremos defendiendo la Constitución, la diversidad social, los derechos de todos y todas, un Brasil de todos y combatir el peligro de la dictadura, la eliminación de las conquistas sociales, la venta del patrimonio público, la entrega de las riquezas nacionales, el racismo y la misoginia, la homofobia y la amenaza de la violencia institucionalizada.

En este momento, es fundamental continuar juntos y cohesionados en torno a la democracia, la soberanía nacional y los derechos.

No debemos dejar caer por el miedo, pues tenemos unos a otros. A diferencia de lo que piensan, el pueblo brasileño sabrá resistir.

28 de Octubre de 2018

Frente Brasil Popular

Frente Pueblo Sin Miedo

Version portugues

Vivemos um processo eleitoral totalmente atípico. Desde o encerramento do período militar não tínhamos a prisão política de um líder, como a de Luiz Inácio Lula da Silva, injustamente condenado, e que teve sua candidatura impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Um processo em que forças que atuavam, até então, nos porões do país, emergiram a disputa presidencial provocando uma grande onda de ódio e violência contra o povo brasileiro.

Nossa candidatura foi uma resposta democrática ao arbítrio que contamina o cenário político desde o golpe parlamentar que, em 2016, derrubou a presidenta Dilma Rousseff. Enfrentamos abusos e patifarias praticados por correntes comprometidas com mesquinhos interesses antipopulares, antidemocráticos e antinacionais.

A eleição de Bolsonaro representa uma ruptura política, cujos sinais estão representados no assassinato de Marielle, de Moa Katendê – líder capoeirista, Charlione – jovem cearense que ainda ontem participava de uma carreata. Eles ameaçam as nossas vidas por lutarmos por um país igual e justo.

Mesmo sob balas, resistimos em defesa da soberania nacional, violentada de tantas maneiras nos últimos dois anos. Protegido por setores do sistema judicial e da mídia monopolista, o candidato deputado Bolsonaro ficou de mãos livres para financiar sua máquina de mentiras com dinheiro clandestino, incitar a violência contra seus adversários, fugir de debates públicos e burlar regras eleitorais.

Essas forças, através da tramoia e da truculência, com manobras ainda sujeitas a investigações e julgamentos, chegaram à Presidência da República.

Apesar de tantos obstáculos, nossa aliança organizou uma poderosa resistência por todo o país, que levou à realização do segundo turno e a um formidável movimento em defesa da civilização contra a barbárie, da democracia contra a ditadura, do amor contra o ódio.

Nesse segundo turno, que hoje se encerra, homens e mulheres de todos os quadrantes se manifestaram a favor dos pilares constitucionais de nosso país. Essa jornada jamais teria sido possível, porém, sem a dedicação e a valentia dos movimentos sociais e setores democráticos da sociedade.

Continuaremos a defender a Constituição, a tolerância, um Brasil de todos e a combater o perigo da ditadura, a eliminação das conquistas sociais, a venda do patrimônio público, a entrega das riquezas nacionais, o racismo e a misoginia, a homofobia e a ameaça da violência institucionalizada.

Neste momento, é fundamental continuarmos juntos e coesos em torno da democracia, da soberania nacional e dos direitos. Portanto, orientemos que na próxima semana se organizem plenárias em todas as cidades, reunindo a militância e todos aqueles que se somaram nessa batalha. Onde for possível devemos também organizar manifestações, tal como já está marcado para a próxima terça-feira, 30 de outubro em São Paulo.

Não devemos deixar nos abater pelo medo, pois temos uns aos outros. Diferente do que eles pensam, o povo brasileiro saberá resistir.

28 de outubro de 2018

Frente Brasil Popular
Frente Povo Sem Medo

eleicao-frentes

English version

The election is over, but the fight is just beginning:

We hold our heads up resisting for Brazil!

We lived an entirely atypical electoral process. Since the end of the military period, we have not had the political imprisonment of a leader, such as Luiz Inacio Lula da Silva, who was unjustly convicted and whose candidacy was contested by the Superior Electoral Court. A process in which forces that had so far operated in the in the undergrounds, have emerged in the presidential dispute provoking a great wave of hatred and violence against the Brazilian people.

Our candidacy was a democratic response to arbitration that has contaminated the political scene since the parliamentary coup that overthrew President Dilma Rousseff in 2016. We faced abuses and scams practiced by networks committed to petty anti-popular, anti-democratic and anti-national interests.

The election of Bolsonaro represents a political rupture, whose signs are represented in the murder of Marielle, of Moa Katendê – black leader, capoeirista in Bahia, Charlione – a young man from Ceará who was taking part in an election parade in support to Haddad’s candidacy. They threaten our lives because we fight for an equal and just country.

Even under bullets, we have resisted defending national sovereignty, raped in so many ways in the last two years. Protected by sectors of the judicial system and the monopoly media, the candidate Mr Bolsonaro was left free to finance his lying machine with clandestine money, incite violence against his opponents, escape public debates and circumvent electoral rules.

These forces, through deception and truculence, with maneuvers still subject to investigations, arrived at the Presidency of the Republic. Despite so many obstacles, our alliance organized a powerful resistance throughout the country, which led to the realization of the second round and a formidable movement in defense of civilization against barbarism, democracy against dictatorship, love against hate.

In this second round, which ended yesterday, men and women from all quarters have expressed their support for the constitutional pillars of our country. This journey would never have been possible, however, without the dedication and courage of the social movements and democratic sectors of society.

We will continue to defend the Constitution, social diversity, the rights of all, a Brazil for all and fight the danger of dictatorship, the elimination of social achievements, the sale of public assets, the delivery of national wealth, racism and misogyny, homophobia and the threat of institutionalized violence.

At the moment, it is essential to remain together and cohesive around democracy, national sovereignty and rights.

We must not let ourselves be overwhelmed by fear, for we have each other. Different from what they think, the Brazilian people will know how to resist.

October 28, 2018
Brazil Popular Front
Fearless People’s Front

 

Fuente: Seguimos en lucha

Brasil de Fato: Atos nesta terça-feira iniciam a resistência popular diante da vitória de Bolsonaro

Mobilizações populares estão programadas em diversas capitais; confira locais e horários

Redação

 

Read in English | Leer en español | Brasil de Fato | São Paulo (SP)

Ouça a matéria:

Manifestação contra Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro (RJ) - Créditos: AFP

Manifestação contra Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro (RJ) / AFP

A população brasileira insatisfeita com a ascensão da extrema direita ao poder no Brasil vai às ruas nesta terça-feira (30), para protestar contra a ruptura democrática representada pela eleição de Jair Bolsonaro (PSL), no último domingo, com 55% dos votos válidos. Cerca de 58 milhões de votos garantiram a vitória do capitão reformado – outros 89 milhões de brasileiros não aderiram ao projeto conservador.

Ao todo, são seis atos, que vão começar entre 16h e 18h.

Confira a lista completa:

São Paulo: Masp, a partir das 18h, na Avenida Paulista, em São Paulo

Ceará: Praça Gentilândia, a partir das 16h, na rua Paulino Nogueira, em Fortaleza

Distrito Federal: Praça Zumbi dos Palmares, a partir das 17h, em Brasília

Rio Grande do Sul: Esquina da Democracia, a partir das 18h, em Porto Alegre

Pernambuco: Praça do Derby, a partir das 17h, no Recife

Rio de Janeiro: Cinelândia, a partir das 17h, no Rio de Janeiro

Confira a convocatória feita pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo:

A eleição terminou, mas a luta está apenas começando: seguimos de cabeça erguida resistindo pelo Brasil!

Vivemos um processo eleitoral totalmente atípico. Desde o encerramento do período militar não tínhamos a prisão política de um líder, como a de Luiz Inácio Lula da Silva, injustamente condenado, e que teve sua candidatura impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Um processo em que forças que atuavam, até então, nos porões do país, emergiram a disputa presidencial provocando uma grande onda de ódio e violência contra o povo brasileiro.

Nossa candidatura foi uma resposta democrática ao arbítrio que contamina o cenário político desde o golpe parlamentar que, em 2016, derrubou a presidenta Dilma Rousseff. Enfrentamos abusos e patifarias praticados por correntes comprometidas com mesquinhos interesses antipopulares, antidemocráticos e antinacionais. 

A eleição de Bolsonaro representa uma ruptura política, cujos sinais estão representados no assassinato de Marielli, de Moa Katendê – líder capoeirista, Charlione – jovem cearense que ainda ontem participava de uma carreata. Eles ameaçam as nossas vidas por lutarmos por um país igual e justo.

Mesmo sob balas, resistimos em defesa da soberania nacional, violentada de tantas maneiras nos últimos dois anos. Protegido por setores do sistema judicial e da mídia monopolista, o candidato deputado Bolsonaro ficou de mãos livres para financiar sua máquina de mentiras com dinheiro clandestino, incitar a violência contra seus adversários, fugir de debates públicos e burlar regras eleitorais. 

Essas forças, através da tramoia e da truculência, com manobras ainda sujeitas a investigações e julgamentos, chegaram à Presidência da República. 

Apesar de tantos obstáculos, nossa aliança organizou uma poderosa resistência por todo o país, que levou à realização do segundo turno e a um formidável movimento em defesa da civilização contra a barbárie, da democracia contra a ditadura, do amor contra o ódio.

Nesse segundo turno, que hoje se encerra, homens e mulheres de todos os quadrantes se manifestaram a favor dos pilares constitucionais de nosso país. Essa jornada jamais teria sido possível, porém, sem a dedicação e a valentia dos movimentos sociais e setores democráticos da sociedade.

Continuaremos a defender a Constituição, a tolerância, um Brasil de todos e a combater o perigo da ditadura, a eliminação das conquistas sociais, a venda do patrimônio público, a entrega das riquezas nacionais, o racismo e a misoginia, a homofobia e a ameaça da violência institucionalizada. 

Neste momento, é fundamental continuarmos juntos e coesos em torno da democracia, da soberania nacional e dos direitos. Portanto, orientemos que na próxima semana se organizem plenárias em todas as cidades, reunindo a militância e todos aqueles que se somaram nessa batalha. Onde for possível devemos também organizar manifestações, tal como já está marcado para a próxima terça-feira, 30 de outubro em São Paulo. 

Não devemos deixar nos abater pelo medo, pois temos uns aos outros. Diferente do que eles pensam, o povo brasileiro saberá resistir. 

28 de outubro de 2018

Frente Brasil Popular

Frente Povo Sem Medo

Edição: Juca Guimarães

 

Fuente: Brasil de Fato

Jubileu Sul Brasil: João Pedro Stedile: “Nós temos que retomar o trabalho de base”

Por Brasil de Fato

“Saímos desse processo aglutinados, com capacidade e força organizada para resistir à pretensa ofensiva fascista”. A afirmação é de João Pedro Stedile, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), sobre o resultado das eleições presidenciais.

Em entrevista à Rádio Brasil de Fato logo após a vitória de Jair Bolsonaro (PSL), Stedile ressaltou que apesar da derrota eleitoral, a vitória política é do campo progressista, que criou uma forte unidade nas últimas semanas. Na sua opinião, o governo Bolsonaro, com início em 1º de janeiro de 2018, deverá se assemelhar ao governo Pinochet, no Chile, devido a sua natureza fascista.

“É um governo que vai usar todo o tempo a repressão, as ameaças, o amedrontamento. Vai liberar as forças reacionárias que estão presentes na sociedade. Por outro lado, ele vai tentar dar liberdade total ao capital em um programa neoliberal. Porém, essa fórmula é inviável, não dá coesão social e não resolve os problemas fundamentais da população”, diz Stedile.

Confira a íntegra da entrevista.

O que dizer para as mais de 46 milhões de pessoas que votaram no candidato Fernando Haddad, apoiado pelo MST?
Ainda estamos no calor dos resultados e precisamos, acima de tudo, ter muita serenidade e entender o contexto da luta de classe e não nos considerarmos derrotados por esse resultado. Ainda que as urnas tenham dado legitimidade ao Bolsonaro, não significa que ele teve a maioria do apoio da população. Há um alto índice de abstenção, 31 milhões. O Haddad teve 45 milhões. Só ai são 76 milhões de brasileiros que não votaram no Bolsonaro.

Portanto, a sociedade brasileira está dividida. Mesmo o resultado eleitoral, do que eu pude acompanhar já nas pesquisas anteriores, ficou claro que quem está apoiando o projeto do Haddad é quem ganha menos, de dois a cinco salários mínimos. Quem tem até o ensino fundamental, e claramente, os mais ricos e abastados, votam no Bolsonaro.

Mas também houve uma divisão eleitoral clara, geograficamente. Quando olhamos para o mapa do Brasil com os governadores eleitos, temos 12 candidatos progressistas do campo popular que vai desde o Pará até o governador Renato Casagrande (PSB) no Espírito Santo. O Nordeste e aquela parte da Amazônia são um polo de resistência geográfico que demonstram claramente que aquela população não quer seguir os rumos do projeto fascista de Bolsonaro.

Por último, como um breve balanço, como todos estão comentando, além do que o resultado eleitoral, a última semana consagrou uma vitória política da esquerda e dos movimentos populares. Tivemos inúmeras manifestações de todas as forças organizadas. Sindicatos, intelectuais, estudantes, universidades.

Nunca antes na história do Brasil tínhamos colocado mais de 500 mil mulheres em todo o Brasil, em 360 cidades, que foram as ruas para dizer “Ele não”, “Fascismo não”, de maneira que eu acho que o balanço não é de uma derrota política, nós sofremos uma derrota eleitoral, mas saímos desse processo aglutinados, com capacidade e força organizada para resistir com a pretensa ofensiva fascista.

Apesar dos bravateios de Bolsonaro, sabemos que no campo institucionais, há limitações. Ele já disse que tem a intenção de tipificar o MST e o MTST como organizações terroristas. Enxerga a possibilidade real e institucional que isso realmente aconteça?
Eu acho que o governo Bolsonaro vai se assemelhar, se fizermos um paralelo, com que foi o governo Pinochet no Chile. Não pela forma que chegou, mas pela sua natureza fascista. É um governo que vai usar todo o tempo a repressão, as ameaças, o amedrontamento. Vai liberar as forças reacionárias que estão presentes na sociedade. Por outro lado, ele vai tentar dar liberdade total ao capital em um programa neoliberal. Porém, essa fórmula é inviável, não dá coesão social e não resolve os problemas fundamentais da população.

O Brasil vive uma grave crise econômica que é a raiz de todo esse processo, desde 2012 o país não cresce. Portanto, ao não crescer, ao não produzir novas riquezas, os problemas sociais, econômicos e ambientais só vão aumentando.

Ele com seu programa ultraliberal, de apenas defender os interesses do capital, pode até ajudar os bancos, fazer com os bancos continuem tendo lucro, pode ajudar as empresas transnacionais para que tomem de assalto o resto do que nós temos aqui, porém, ao não resolver os problemas concretos da população de emprego, de renda, de direitos trabalhistas, de previdência, de terra, de moradia, isso vai aumentando as contradições.

Isso irá gerar um caos social que permitirá aos movimentos populares retomar a ofensiva, as mobilizações de massa. E, no fundo, além do que está na Constituição, coisa que ele não vai respeitar muito, o que vai nos proteger, não é corrermos para debaixo da tenda. O que vai nos proteger é a capacidade de aglutinar o povo, seguir fazendo lutas de massas na defesa dos direitos, na melhoria das condições de vida e essas mobilizações populares é que serão a proteção aos militantes, aos dirigentes. Não nos assustemos. As contradições que eles vão enfrentar serão muito maiores do que as possibilidades deles reprimirem impunemente.

Há uma outra luta, que tem relação com as eleições, que desde que começou a campanha eleitoral ficou em segundo plano: a prisão ilegal e injusta do ex-presidente Lula. Qual é a perspectiva dos movimentos populares pra essa outra frente de batalha?
Como todos nós acompanhamos ao longo desse período, o presidente Lula foi sequestrado pelo capital por meio de um Poder Judiciário completamente servil a esses interesses. Ele foi preso ilegalmente. Há muitos outros, não só políticos como cidadãos, que estão respondendo em liberdade, até que se cumpra a Constituição, que só permite a prisão depois que o processo passa por todas as instâncias.

No caso do Lula, ainda falta ser julgado no STJ e depois no STF. Depois não deixaram ele concorrer quando o registro da candidatura foi feito. Outros 1400 candidatos concorreram na mesmas condições do Lula mas a ele foi proibido, e finalmente, o proibiram de falar, quando qualquer bandido de quinta categoria pode dar entrevista na Globo. Ficou famoso aquele caso do ex-goleiro do Flamengo que todo dia estava na Globo só para dar audiência. E ao Lula foi proibido se comunicar com o povo. Na verdade, eles sabiam que o Lula é a principal liderança popular que aglutinaria amplas forças do povo brasileiro, que levaria pro debate a discussão de projeto. É evidente que parte dos eleitores do Lula, que acreditam no Lula, são trabalhadores enganados por uma campanha de mentiras, que acabaram votando no Bolsonaro.

Para a esquerda e movimentos populares, temos um desafio enorme daqui pra frente de organizar comitês populares em todo Brasil, organizar um verdadeiro movimento de massas, e organizar uma verdadeira campanha internacional por sua libertação e pela designação do Prêmio Nobel da Paz no ano que vem, como é a campanha encabeçada pelo [vencedor do] Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel.

Vamos ter uma tarefa enorme de organizar esses comitês e transformar a luta pela campanha com uma bandeira popular. Evidentemente haverá outros desafios que nós, da esquerda e movimentos populares teremos que nos debruçar no próximo período para nos aglutinarmos como vem sendo já sugerido que temos que transformar a Frente Brasil Popular, a Frente Povo Sem Medo, quem sabe nos juntarmos todos, em uma Frente Popular pela Democracia e Antifascista.

Poderia ser um instrumento mais amplo ainda do que a própria Frente Brasil Popular. Temos muita luta pela frente. A luta de classes é assim. É muito parecida com um jogo de futebol em um longo campeonato. Tem domingo que se perde uma partida, tem outro em que se ganha. Mas o fundamental é ir acumulando força e organizando nosso povo. É isso que muda correlação de forças.

Como a esquerda sai dessa batalha? Os partidos, movimentos, o próprio Fernando Haddad?
Eu me envolvi pessoalmente, o nosso movimento e a Frente Brasil Popular, e se notou claramente, nas últimas duas semanas, um novo alento, uma nova interpretação para o que está acontecendo no Brasil. Muita gente se mobilizou independente de partidos e movimentos, ou seja, há energias na sociedade e conseguiremos resistir ao fascismo.

Agora, não podemos cair no reducionismo da vida partidária e ficar nas especulações do que acontecerá com fulano ou beltrano. As pessoas pouco importam nesse processo. A luta de classes, é de classes, e portanto, é a dinâmica da luta de classes que altera a correlação de forças, que vai resolver os problemas do povo. No meio dessas lutas de classe, vão surgindo novos líderes e novas referências. Não podemos nos apegar a essas leituras.

“O Haddad já se cacifa para 2022”, “O Ciro se cacifa”. O Ciro Gomes saiu muito bem no primeiro turno, com moral, e depois jogou essa moral na lata do lixo ao se abster da disputa política do segundo turno. A vida útil do Ciro durou três semanas. É assim a lógica da luta de classes.

Acho que a esquerda e os movimentos populares que tem causas bem específicas, de mulheres, moradia, terra e movimento sindical, temos que nos debruçar com serenidade, fazer as avaliações críticas e autocríticas e retomar a nossa agenda história da classe trabalhadora, para enfrentar os desafios da vida e da história.

Ficou claro durante essa campanha: nós temos que retomar o trabalho de base, que até o  Mano Brown puxou a orelha e ele estava correto. Se nós tivéssemos tido a paciência de, ao longo desses seis meses, ter ido de casa em casa, nos bairros da periferia, onde vive o povo pobre, acredito que teríamos outro resultado eleitoral. O povo entende, mas ninguém vai lá falar com ele.

Temos que ter claro que o que altera a correlação de forças, não é discurso, não é mensagem no Whatsapp. O que altera a correlação de forças e resolve os problemas concretos da população é se nós organizarmos a classe trabalhadora e a população para fazer lutas de massa e resolver seus problemas.

Se falta trabalho, temos que fazer a luta contra o desemprego. Se o gás está muito alto, temos que fazer a luta para abaixar o preço do gás. Isso exige luta de massa. Da mesma forma, a esquerda abandonou a formação política. As pessoas foram iludidas pelas mentiras da campanha do Bolsonaro no Whatsapp, por que? Porque não tem discernimento político para saber o que é mentira e o que fazia parte do jogo. Isso só se resolve com formação política e ideológica, quando a pessoa tem discernimento, conhecimento, para ela julgar por si mesmo e não esperar orientação de ninguém.

Assim como temos que potencializar ainda mais esse belo trabalho que vocês fazem no Brasil de Fato, com rádio, jornal, tabloide, internet, que é potencializar nossos meios de comunicação populares. De fato a televisou parou de pesar na formação de opinião das pessoas. Então, temos que construir os nossos meios de comunicação. Agora é o tempo ideal.

Finalmente, temos que fazer um novo debate no país, sobre um novo projeto soberano para uma sociedade igualitária e justa. Como essa campanha foi baseada na mentira e na luta contra mentira, nós não discutimos programa, não discutimos um projeto estrutural pro país. Agora temos que recuperar esse debate e nos próximos meses e anos, reconstruir uma unidade popular entorno de um projeto. Um programa de soluções para o povo, porque do outro lado, do governo, não virá.

 

Fuente: Jubileu Sul Brasil

PRONUNCIAMIENTO / IM-Defensoras se solidariza con el COPINH y la familia de Berta Cáceres y denuncia la farsa judicial y voluntad de impunidad por su femicidio político

octubre 29, 2018

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Mesoamérica 29 de octubre de 2018 – Las defensoras mesoamericanas articuladas en la IM-Defensoras nos declaramos en rebeldía y alzamos nuestras voces en solidaridad con el Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras (COPINH) y la familia de nuestra compañera Berta Cáceres para denunciar las múltiples irregularidades y, en definitiva, la farsa en la que se está convirtiendo el juicio por su femicidio político y por el intento de asesinato de Gustavo Castro.

De acuerdo por lo expresado por el COPINH en sus recientes comunicados, el juicio inició el pasado 20 de octubre de manera ilegal, ya que no se había resuelto la recusación interpuesta en contra del Tribunal que conoce el caso y con la exclusión de las representaciones de las víctimas. Ello vino acompañado de la decisión de imponer al Ministerio Público como representante de las víctimas, lo que supone un flagrante atropello a la dignidad de las víctimas puesto que, en palabra de Bertha Zúñiga, coordiandora del COPINH e hija de Berta Cáceres: “el ministerio Público nunca ha representado ni representará a las víctimas sino a los victimarios detrás del asesinato de Berta Cáceres, ocultando información y negando nuestros derechos a participar del proceso legal”.

Estas vulneraciones y perversiones del proceso judicial se suman a las múltiples irregularidades cometidas por las instituciones hondureñas de justicia desde el inicio del proceso, tales como la falta de acceso a la información, la falta de investigación del Ministerio Público, la destrucción y alteración de pruebas, la falta de voluntad de perseguir a los autores intelectuales o la falta de protección de los derechos de las víctimas, entre otras. Lo cual a todas luces parece orientado a asentar la base sobre la que dar apariencia de justicia a un nuevo ejercicio de impunidad para proteger a los actores intelectuales del femicidio político de Berta Cáceres y eludir reconocer la responsabilidad del Estado en el mismo.

Por ello, desde la IM-Defensoras:

– Expresamos nuestro absoluto apoyo y solidaridad con el COPINH y las víctimas del caso Berta Cáceres.

– Exigimos la suspensión del juicio hasta que no se resuelva en firme la recusación interpuesta en contra del Tribunal que conoce el caso y se garantice la representación de las víctimas.

– Repudiamos y condenamos la evidente estrategia del Estado hondureño orientada a dejar en la impunidad a los actores materiales e intelectuales del femicidio político de nuestra compañera Berta Cáceres y a eludir su reponsabilidad en el mismo.

– Hacemos un llamado a la comunidad internacional para que se solidarice con el COPINH, la familia de Berta Cáceres y Gustavo Castro y se mantenga alerta y al pendiente de la evolución de los acontecimientos.

 

Fuente: IM Defensoras

Resumen Latino Americano: La elección terminó, pero la lucha está apenas empezando: seguimos de cabeza erguida resistiendo por Brasil!

Por Frente Brasil Popular
y Frente Pueblo Sin Miedo

Vivimos un proceso electoral totalmente atípico. Desde el cierre del período militar no teníamos la prisión política de un líder, como la de Luiz Inacio Lula da Silva, injustamente condenado, y que tuvo su candidatura impugnada por el Tribunal Superior Electoral. Un proceso en que fuerzas que actuaban hasta entonces en las bodegas del país, emergieron la disputa presidencial provocando una gran ola de odio y violencia contra el pueblo brasileño.

Nuestra candidatura fue una respuesta democrática al arbitrio que contamina el escenario político desde el golpe parlamentario que en 2016 derribó a la presidenta Dilma Rousseff. Enfrentamos abusos y patifares practicados por corrientes comprometidas con mezquinos intereses antipopulares, antidemocráticos y antinacionales.

La elección de Bolsonaro representa una ruptura política, cuyos signos están representados en el asesinato de Marielli, de Moa Katendê – líder capoeirista, Charlione – joven cearense que aún ayer participaba de una carruaje. Ellos amenazan nuestras vidas por luchar por un país igual y justo.

Incluso bajo balas, resistimos en defensa de la soberanía nacional, violada de tantas maneras en los últimos dos años. Protegido por sectores del sistema judicial y de los medios monopolistas, el candidato diputado Bolsonaro se quedó de manos libres para financiar su máquina de mentiras con dinero clandestino, incitar la violencia contra sus adversarios, huir de debates públicos y burlar reglas electorales.

Estas fuerzas, a través de la tramoya y de la truculencia, con maniobras aún sujetas a investigaciones y juicios, llegaron a la Presidencia de la República.

A pesar de tantos obstáculos, nuestra alianza organizó una poderosa resistencia por todo el país, que llevó a la realización de la segunda vuelta ya un formidable movimiento en defensa de la civilización contra la barbarie, de la democracia contra la dictadura, del amor contra el odio.

En esa segunda vuelta, que hoy se cierra, hombres y mujeres de todos los cuadrantes se manifestaron a favor de los pilares constitucionales de nuestro país. Esta jornada jamás habría sido posible, sin embargo, sin la dedicación y la valentía de los movimientos sociales y sectores democráticos de la sociedad.

En el marco de la Conferencia de las Naciones Unidas sobre el Cambio Climático, que se celebrará en el marco de la Conferencia de las Naciones Unidas sobre el Cambio Climático, de la violencia institucionalizada.

En este momento, es fundamental continuar juntos y cohesionados en torno a la democracia, la soberanía nacional y los derechos. Por lo tanto, orientamos que la próxima semana se organicen plenarias en todas las ciudades, reuniendo a la militancia ya todos aquellos que se sumaron en esa batalla. Cuando sea posible, también debemos organizar manifestaciones, tal y como ya está marcado para el próximo martes, 30 de octubre en São Paulo.

No debemos dejar caer por el miedo, pues tenemos unos a otros. A diferencia de lo que piensan, el pueblo brasileño sabrá resistir.

28 de octubre de 2018

 

Fuente: Resumen Latino Americano

 

Haiti no MINUSTAH: Camille Chalmers: exigimos al gobierno haitiano devolver al pueblo el dinero robado a Petrocaribe

8Alcides García y Lautaro Rivara, Equipo de Comunicación de ALBA Movimientos, 

El 17 de octubre, coincidiendo con el aniversario 212 del asesinato de Jean-Jacques Dessalines, tuvo lugar una multitudinaria movilización en Puerto Príncipe y en las principales ciudades del país. En ella se denunció la corrupción estructural del gobierno de Jovenel Moïse y se demandó su renuncia inmediata. Además se exigió juicio y castigo a los culpables del robo de 3.800 millones de dólares de los fondos de Petrocaribe que pertenecen al pueblo haitiano. Aún con la adrenalina de la contundente manifestación popular de este 17 de octubre, conversamos con Camille Chalmers, reconocido intelectual y luchador social haitiano, dirigente de la Plataforma Alternativa por el desarrollo de Haití (PAPDA), y del capítulo haitiano de ALBA Movimientos.

Fuente: Haiti no MINUSTAH