Maestros de Haití convocan a paro en rechazo a la inseguridad

 

En medio de la crisis social y política que vive Haití, un grupo de maestros de esa nación convocó este domingo a una huelga docente durante la semana próxima, en rechazo a la delincuencia criminal y a la muerte de un educador.

El grupo Referans solicitó a todo el personal educativo que apoye el paro, el cual se extenderá desde el lunes 19 hasta el viernes 23 de abril, y que de esa manera muestre su solidaridad con la familia de un maestro asesinado en el suburbio Carrefour Feuilles (al sureste de la capital, Puerto Príncipe) cuando iba a trabajar.

Los integrantes del colectivo exigen al Gobierno del presidente Jovenel Moïse que tome medidas para crear un clima de seguridad, o de lo contrario apoyarán el llamado a la huelga docente por tiempo indefinido que han lanzado varios sindicatos de maestros.

Referans llamó además a la ciudadanía a continuar exigiendo la liberación de una decena de personas, entre ellas siete religiosos, secuestradas el 11 de abril en Croix-des-Bouquets (al noreste de la capital), acto que se atribuye a la banda armada 400 Mawozo.

El llamado a la huelga tiene lugar en momentos en que la nación caribeña enfrenta una ola de secuestros, violaciones, ataques armados y otros hechos violentos.

Esta semana fue nombrado el otrora canciller de Haití, Claude Joseph, como nuevo primer ministro, tras la dimisión del anterior jefe de Gobierno, Joseph Jouthe. En su primera reunión al frente del Gabinete, Joseph anunció varias medidas para frenar la inseguridad.

La directora para América Latina y el Caribe del Fondo de las Naciones Unidas para la Infancia (Unicef), Jean Gough, llamó días atrás a poner fin a la violencia de las pandillas, que “están sembrando el terror y el miedo en más familias y comunidades”, dijo.

Al mismo tiempo, les solicitó abstenerse de atacar a los niños y las mujeres, e instó al Gobierno haitiano a colocar la seguridad de los menores de edad como principal prioridad.

De acuerdo con las Naciones Unidas, entre septiembre de 2020 y febrero de 2021, el número de niños y mujeres, víctimas de asaltos armados, supuestamente atribuidos a bandas criminales, aumentó de 45 a 73 en varios incidentes que tienen repercusiones, incluso, en la prestación de servicios educativos.

Según la Brigada Haitiana para la Protección de Menores (Bpm), al menos 31 niños fueron secuestrados entre 2020 y 2021.

El viernes pasado, varias decenas de personas, incluidos activistas políticos, marcharon por las calles de Puerto Príncipe en solidaridad con las víctimas de una masacre en Bel Air, la tercera que ocurre en ese barrio, ubicado a escasos metros del Palacio Nacional.

El ataque armado, perpetrado del 31 de marzo al 1 de abril de 2021, por miembros de la federación de bandas armadas G9, dejó 13 muertos, cuatro heridos y cinco desaparecidos, según un informe parcial presentado por la Red Nacional de Defensa de Derechos (Rnddh).

TeleSur

Fuente: NODAL

“Licença pra quê?” – Campanha questiona o processo de renovação da licença da siderúrgica Ternium/CSA

Foto: Instituto Pacs

Em 2021, a siderúrgica Ternium Brasil, antiga TKCSA, localizada no bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, passará por um processo de pedido de renovação da sua Licença de Operação. Nesse contexto, lançamos hoje a Campanha “Licença pra quê?”, com o objetivo de questionar os impactos causados por um dos maiores complexos de siderurgia da América Latina, denunciar o descaso com a população desde a instalação e buscar do poder público a aplicação dos critérios para decidir sobre a licença. 

A ação é uma iniciativa do Instituto PACS e do Coletivo Martha Trindade,  em parceria com o Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental (FMCJS), a Articulação Internacional dos Atingidos e Atingidas pela Vale (AIAAV), a Rede Brasileira de Justiça Ambiental (RBJA), o Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), o Instituto Internacional Arayara e a Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro (AARJ)

Segundo os organizadores, a campanha é construída com o objetivo de reivindicar do poder público que exija da Ternium o cumprimento dos requisitos para decidir sobre o pedido de renovação da Licença de Operação, considerando os danos já causados ao território e à população. “Vamos seguir denunciando as violações cometidas pela empresa e buscar justiça para os moradores que convivem com problemas de saúde, principalmente respiratórios, provocados pela poluição da siderúrgica; que perderam o seu sustento com a inviabilização da pesca e da agricultura de subsistência; que tiveram danos materiais em suas casas, nunca ressarcidos; e que, sobretudo as mulheres – que já trabalham demais – ficam com sua jornada ainda mais extensa e se sobrecarregam no cuidado diário com suas famílias, casas, roupas, quintais, que são poluídos pelo pó preto (material particulado emitido no ar) lançado pela empresa”, afirma Wanessa Afonso, moradora de Santa Cruz e integrante do coletivo Martha Trindade. 

Em setembro de 2006, o grupo alemão ThyssenKrüpp e a Companhia Siderúrgica do Atlântico Sul (CSA) inauguraram a pedra fundamental da obra de implantação do complexo siderúrgico na zona oeste do Rio de Janeiro. Nascia a TKCSA, localizada no bairro de Santa Cruz, ao lado da Baía de Sepetiba, onde residem mais de 200 mil pessoas (Censo/IBGE 2010).

O empreendimento, que entrou em operação em 2010, hoje tem capacidade de produzir 5 milhões de toneladas de placas de aço por ano. Em 2017, a TKCSA foi vendida por cerca de R$ 5 bilhões para a empresa ítalo-argentina Ternium. Durante todo esse período, a história da siderúrgica foi marcada por denúncias de violações de direitos humanos e ambientais.

A empresa nunca esteve em acordo com as boas práticas de licenciamento ambiental. A começar pelos seis anos em que atuou sem licença de operação dos órgãos ambientais do Rio de Janeiro, o que só veio a ocorrer em 2016, em meio a protestos. Essa leniência do Estado rendeu ao ex-governador Sérgio Cabral uma ação de improbidade administrativa pela autorização ilegal do funcionamento do Alto Forno 2, que beneficiou a siderúrgica em 2010, ano em que ocorreu a “chuva de prata”, uma forte poeira prateada emitida pela empresa, que invadiu as casas do entorno da usina. E não parou. Em 2012, durante a Rio+20, a mesma chuva de prata ainda caía fortemente sobre os moradores. Hoje, mesmo que mais fina, após a obrigatoriedade de instalação de um filtro pela justiça,  ela continua caindo sobre as residências. 

Além da contaminação das águas e do ar, comprometendo a saúde da população, especialmente com doenças respiratórias, agravadas no contexto da pandemia, moradores também se queixam dos prejuízos causados pela obra de instalação da siderúrgica, que resultou em alagamentos e rachaduras nas casas. 

Foto: O Globo

Para quem vivia da pesca na região, os impactos foram ainda maiores. “Quem sentiu primeiro foram os pescadores, agricultores e moradores da região. Então ficou muito difícil viver aqui e ter a esperança de continuar vivendo aqui por mais dois, três anos”, lamenta Jaci, pescador que desde os 8 anos tirava seu sustento na Baía de Sepetiba, no rio Guandu e no canal São Francisco. Após a instalação da empresa, o pescado caiu em quantidade e qualidade, comprometendo a renda de centenas de famílias.

“Muitas pessoas daqui se queixam de incômodos e problemas de saúde, sem saber que têm relação com a empresa”, afirma Margarete, moradora do conjunto São Fernando, no bairro de Santa Cruz. Ela também denuncia um cheiro semelhante ao de querosene, no ar do bairro, causado pela poluição da Ternium. “De madrugada, a produção aumenta e o céu fica alaranjado”, conclui.

Já para Flávio Rocha, morador do bairro, pesquisador e membro do Coletivo Martha Trindade (coletivo de juventude do bairro de Santa Cruz), a siderúrgica tenta maquiar os problemas causados adotando uma política de “responsabilidade social”, financiando projetos sociais, reformando escolas e concedendo bolsas e prêmios aos mais jovens. O que seria uma pequena compensação obrigatória, vira propaganda da empresa no território. “Se você olhar o bairro, é repleto de outdoors da Ternium com o discurso de que empresa e comunidade crescem juntos. Ela não abre mão de construir uma legitimidade com o bairro, uma parceria”, destaca Flávio.    

Diante do processo de renovação da licença para a operação da Ternium, moradores, moradoras e organizações sociais se mobilizam para reiterar as denúncias e pressionar para que todo o histórico de negligência com a legislação ambiental e violação dos direitos das pessoas atingidas sejam determinantes para pensar a continuidade ou não do funcionamento da empresa. 

Foto: Brot fur die Welt

No contexto da campanha “Licença pra quê?”, Rafaela Dornelas, do Instituto PACS, criticou o processo de licenciamento para megaempreendimentos, já que há 15 anos a siderúrgica da Ternium, antiga TKCSA, é alvo de uma série de denúncias e ações judiciais. “Afinal, a licença é para a Ternium continuar com sua produção em larga escala, multiplicando o lucro de seus acionistas? Ou também será uma licença para que a empresa siga com o descaso com o território, poluindo, prejudicando a saúde dos moradores, interditando as formas de vida praticadas historicamente? São muitos anos de danos às famílias que vivem no entorno, até hoje sem reparação. É possível que, no contexto de pedido de relicenciamento, o poder público ignore mais uma vez a vida e os direitos da população de Santa Cruz? As vidas nos bairros majoritariamente negros, empobrecidos e vulnerabilizados valem menos? Quanto custam? O lucro não pode estar acima da vida.”, questionou. 

 

Para visualizar e assinar nossa carta de adesão ampla, clique aqui: https://bit.ly/3mO9EWB

Seguem abaixo, links para saber mais sobre o caso:

Site Campanha Pare Ternium: https://pareternium.org/ 

Baía de Sepetiba: fronteira do desenvolvimentismo e os limites para a construção de alternativas: http://biblioteca.pacs.org.br/publicacao/baia-de-sepetiba-fronteira-do-desenvolvimentismo-e-os-limites-para-a-construcao-de-alternativas/ 

Relatório Violações de direitos humanos na siderurgia: o caso TKCSA: http://biblioteca.pacs.org.br/publicacao/relatorio-violacoes-de-direitos-humanos-na-siderurgia-o-caso-tkcsa/ 

Quintais e Usinas: o dia a dia de violações de direitos da produção de aço no Brasil: http://violacoesnasiderurgia.pacs.org.br/

O aguaceiro da Ternium Brasil: a sede a vontade de beber da siderurgia: https://diplomatique.org.br/ternium-a-sede-da-siderurgia/

Ternium/CSA: mais de uma década de violações sem resposta: https://pacsinstituto.medium.com/ternium-csa-mais-de-uma-d%C3%A9cada-de-viola%C3%A7%C3%B5es-sem-resposta-10fa750b7895

Fuente: PACS

Organizaciones latinoamericanas y mundiales apoyan a Andalgalá


Bs. As., 16/4 – Cincuenta y cuatro organizaciones y referentes sociales de América latina, el Caribe y el mundo entero se dirigen a las autoridades de la provincia de Catamarca y de la Nación, para pedir la libertad inmediata de las once personas detenidas en Andalgalá, integrantes de la Asamblea El Algarrobo.
Son las primeras firmantes del petitorio que pide, a la vez, el cese de la persecución a la lucha de la inmensa mayoría del pueblo de Andalgalá y el cese de la actividad minera exploratoria que realiza la empresa Yamana Gold, en el yacimiento Agua Rica, en violación de la Ley de protección de los glaciares, la Ley General del Ambiente y la Ley de Bosques Nativos, entre otras.

El petitorio será presentado el próximo miércoles, 21 de abril. Entre las primeras firmantes se cuentan la red Jubileo Sur/Américas, la Confederación latinoamericana de Trabajadores del Estado, el Global Forest Coalitiony las organizaciones canadienses Mining Watchy el Comité por los Derechos Humanos en América latina. Otras firmas provienen de Bolivia, Brasil, Chile, Ecuador, El Salvador, Haití, México, Paraguay, Puerto Rico, Uruguay, Alemania, Bélgica, Estados Unidos, España, Francia Italia, Nueva Zelanda, Palestina y Suiza.

El petitorio permanecerá abierto a la recepción de firmas hasta el martes, 21/4 (12 hs UTC), a través del siguiente enlace:  https://forms.gle/zhEdmjfQizDuzfam8

El petitorio expresa su consonancia con la Carta abierta[i], encabezada con las firmas del Premio Nobel de la Paz Adolfo Pérez Esquively la Madre de Plaza de Mayo-Línea Fundadora Nora Cortiñas, que fue enviada al Gobernador de Catamarca Raúl Jalil y al Ministro de Ambiente, Juan Cabandie, entre otros, el mismo lunes 12 de abril. 

Ambas cartas expresan una profunda preocupación por la situación que está viviendo el pueblo de Andalgalá, a partir del ingreso hace 10 días de máquinas perforadoras en el cordón montañoso del Aconquija. La Asamblea El Algarrobo viene manifestando su rechazo a la explotación megaminera desde hace más de 11 años.  En 2016 la Corte Suprema de Justicia de la Nación dictó Sentencia respaldando sus reclamos, pero hasta la fecha, el poder judicial de Catamarca, al igual que el Ministerio provincial de Minas y el Ministerio del Ambiente y Desarrollo Sustentable de la Nación, han hecho caso omiso de sus obligaciones.

El texto completo de la Carta y sus primeras firmantes puede ser consultado aquí: https://dialogo2000.blogspot.com/2021/04/llamamos-apoyar-andalgala-libertad-les.html

Contactos:

Diálogo 2000 – 11 5569 0140

Amigos de la Tierra – 11 5727 7728

[i]https://dialogo2000.blogspot.com/2021/04/andalgala-carta-abierta-las-autoridades.html

 

Fuente: Dialogo 2000

Narco-estado hondureño criminaliza a ambientalistas que defienden al río Choluteca e intentan condenarlos entre 6 a 12 años de prisión

La tierra en la que Berta Cáceres luchó, es una de las más peligrosas del mundo para las personas que defienden los derechos humanos y los de la naturaleza. Cientos de personas ambientalistas, indígenas, defensores y defensoras de derechos humanos, arriesgan todos los días su vida, libertad e integridad con tal de proteger las montañas, los ríos, sus territorios, sus cuerpos y su dignidad. 

En esta oportunidad, las personas que sufren el hostigamiento y la persecución política por parte del capital y el narco-estado hondureños, son integrantes de la organización Alternativa de Reivindicación Comunitaria y Ambientalista de Honduras (ARCAH): Christopher Castillo, Jeffry Suazo, Michael Aguilar, Patricia Godoy, Víctor Hernández, María Valladares y Fernando Hernández. 

Estas personas ambientalistas fueron violentamente reprimidas y detenidas el 29 de marzo del 2021 en una manifestación pacífica en denuncia de la grave contaminación del Río Choluteca provocada por la empresa privada avícola “El Cortijo”. El día 12 de abril del 2021 decenas de organizaciones sociales, ambientalistas y de defensa de derechos humanos de Latinoamérica y Europa se hicieron presentes en una conferencia de prensa para exigir la libertad absoluta de estas personas, mientras que hoy, 13 de abril de 2021 tuvieron su primera audiencia judicial en el Juzgado de Letras Penal de la Sección de Tegucigalpa, en esta audiencia se hizo presente  gran cantidad de policías antimotines para intimidar y reprimir al pueblo de las comunidades aledañas al Río Choluteca que estaba a las afueras del juzgado para apoyar a estas personas. 

El juzgado señaló la próxima audiencia preliminar para el día 27 de abril de 2021 en el mismo lugar a las 10:00am. 

Permaneceremos en cuidadoso seguimiento de esta situación, denunciando todo acto arbitrario del narco-estado y exigimos el sobreseimiento definitivo para estas personas. 

Defender la naturaleza y protestar no es un delito, es un derecho. 

¡VIDA, LIBERTAD Y DIGNIDAD! 

Redacción: Radio Temblor Internacional

Call for support for Andalgala: Release detained activists and Stop the mining activity

Eleven members of the El Algarrobo Assembly have been detained in the context of heightened opposition to the Agua Rica mining project which is advancing illegally in the northern Argentine town of Andalgala. They need your support now! Please join your signature here for Andalgalá, before April 21.

Open Letter to the authorities of the province of Catamarca and to the national authorities of Argentina

April 21, 2021

We hereby express our deepest concern for the situation being experienced by the people of Andalgalá, in the Argentine province of Catamarca, as a result of the entry of drilling machines into the Aconquija mountain range, for the purpose of large-scale exploitation of the Agua Rica mining deposit.

From all parts of our America-Abya Yala and the whole world, we adhere to the Open Letter (1) that, under the initial signatures of Nobel Peace Prize laureate Adolfo Pérez Esquivel and the Mother of Plaza de Mayo-Founders´ Line, Nora Cortiñas, was signed in less than 24 hours by more than 2500 teachers, researchers, environmental and human rights defenders and representatives of social movements and popular organizations from all over Argentina.

The letter states that the recent entry of this drilling machinery has caused confusion and uneasiness, putting on alert the people of Andalgalá and those who have been accompanying their demand against the mega-mining exploitation, led for over a decade by the El Algarrobo Assembly. It is understood that the presence of this machinery is due to the authorization by the Catamarca Ministry of Mining (Res. 310/2020), of the Advanced Exploration Plan presented by the Canadian mining company Yamana Gold and judicially questioned by the local population.

What this authorization has not considered, it is pointed out, is the existence of glaciers inventoried by the Argentine Institute of Nivology, Glaciology and Environmental Sciences (IANIGLA), as well as periglacial environments within the exploration area, violating the provisions of National Law 26,639 of Minimum Parameters for the Preservation of Glaciers and the Periglacial Environment.

The existence of these perennial ice bodies has even been confirmed by the Catamarca Ministry of Mining itself in an inspection carried out within the framework of the Environmental Impact Assessment, as well as by another inspection of the National Ministry of Environment and Sustainable Development carried out on March 5 of this year.Regarding the existence of periglacial environments, the provincial Ministry of Mining considered that studies should be carried out for at least two years, notwithstanding which it authorized the exploration, violating the precautionary and preventive principle provided in the General Environmental Law and further confirmed by the March 2016 ruling of the Supreme Court of Justice of the Nation.

This exploration involves drilling and extraction of water from the Minas River, which is part of the Andalgalá River basin, the latter being the one that supplies water to the local population.

In this sense, it should be noted that the authorized exploration implies environmental and social contamination, since it not only affects the water, soil and air -elements on which human beings and all the biodiversity of the area depend- but also affects the cultural identity of Andalgalá by deteriorating the continuity of traditional work, such as the cultivation of fruit trees -especially walnut, quince and grapevines-, the production of canned vegetables, olive oil and sweets, to mention a few, for which a healthy and safe environment is essential. We are faced with a violation of human rights considered in their interdependence and indivisibility: the right to a healthy environment, to life, health, food, water, housing and self-determination, among others, affecting the lives of the present population and future generations.

The Open Letter further adds that on Monday, April 12, the Police of Catamarca violently raided private homes and arrested members of the El Algarrobo Assembly, involving them in the burning of the offices of the Agua Rica mining company in the city of Andalgalá. These persons continue detained illegally, as no charges have yet been pressed, and additional detentions are expected momentarily.

The coincidence between the social protest caused by the presence of machinery on the mountain and these arrests is highly suspicious, even more so if we take into account that the people of Andalgalá, as well as the aforementioned Assembly of neighbors, have been demonstrating every Saturday for 11 years through “Walks for Life” and always in a peaceful manner, even when they have not found institutional response to their complaints. We are very concerned about the political persecution that is taking place, affecting human rights to freedom, personal integrity and free expression of the population within the framework of a democratic system of government.

Based on the above, we demand, together with the El Algarrobo Assembly and the enormous number of Argentine referents and organizations, the immediate release of the people detained, the withdrawal of security forces from the area and the cessation of harassment of those who defend the environment, health and life. Similarly, we join in their demand for the exploratory actions to be stopped as they are not only illegitimate, contrary to what has been expressed for more than 11 years by the people of Andalgalá, but also illegal.

INITIAL SIGNATORIES:

Jubilee South/Américas

Jubileo Sur/Américas

MiningWatch CanadaCanada

Comité por los derechos humanos en América Latina (CDHAL)        Canada

Global Forest Coalition

Confederación Latinoamericana y del Caribe de Trabajadores Estatales (CLATE)

Observatorio de Conflictos Mineros de America Latina Chile – América Latina

Guido De Schrijver      België

Africa Europa Faith & Justice Network          Belgium

Alejandro Dausá         Bolivia

TerraJusta Bolivia

Rede Jubileu Sul Brasil           Brasil

Jubileo Sur Américas/Cono Sur          Brasil

Instituto Equit – Gênero, Economia e Cidadania Global        Brasil

Luís Carlos Moro         Brasil

Acción Ecológica         Ecuador

DECOIN Defensa y Conservación Ecológica de IntagEcuador

Diana Carolina Albuja Carbonell         Ecuador

Union de Afectados por Texaco         Ecuador

Alison Vasconez Rodriguez    Ecuador

Alberto Acosta – expresidente Asamblea Consrituyente       Ecuador

Estefanía Jacome Leon           Ecuador

Yaku Pérez, excandidato presidencial Ecuador

Observatorio Minero Ambiental y Social del Norte del Ecuador       Ecuador

Kevin Zúñiga – Medio de Comunicación Comunitario La Raíz           Ecuador

Linda Carolina Proaño Ecuador

Pumasqui Kausay Ecuador

Instituro de Estudios Ecológicos del Tercer Mundo IEETM Ecuador

Red de Ambientalistas Comunitarios de El Salvador RACDES          El Salvador

SOLdePAZ.Pachakuti   Asturies Estado Español

Justicia i Pau Barcelona          Espanya

Ecologistas en AcciónEspaña

Salva la Selva  España

Red Latina sin fronteras         España

Enginyeria sense Fronteres España

Jorge Fonseca, prof Universidad España

A Planeta Euskal Herria (País Vasco)

Maxime Combes         France

Marthe Stalpers for stopmines23      France

Juliette Renaud, Amis de la Terre France / Amigos de la Tierra Francia

Lucile Daumas            Francia

Internacional Progresista Francia

FIAN International Germany – Switzerland

PAPDAHaïti

A4C-Artsforthecommons Italia/Ecuador

Acción ecológica Mexico        Mexico

Alberto Arroyo PicardMéxico

Diana GalindoNueva Zelanda

Palestinian Grassroots Anti-Apartheid Wall Campaign Palestine

Palestinian Land Defense Coalition    Palestine

Palestinian alternative refugee center Palestine

Colectivo Voces Ecológicas COVEC     Panamá

Centro de Estudios Heñoi       Paraguay

Comuna Caribe           Puerto Rico

Alternative palestinien Refugee Center, Geneva -Switzerland

Sisters of Mercy of the Americas, Justice Team United States of America for headquarters, Sisters based throughout Central and South America

Ana Agostino Uruguay

Diálogo 2000-Jubileo Sur Argentina

Amigos de la Tierra Argentina

Foro Ambiental y Social de la Patagonia       Argentina

Multisectorial humedales      Argentina

Multisectorial por los Humedales de ParanáArgentina

Asamblea Socioambiental por el Agua ee Guaymallén Mendoza    Argentina

Asamblea de vecinos Rawson playa por el no a la megaminería     Argentina

Juventud ambientalista          Argentina

Salvarnos Salvando     Argentina

Rio Santa Cruz Libre   Argentina

Movimiento Popular NuestrAmerica Entre Ríos        Argentina

Asamblea Socioambiental Cuenca de los Pozuelos Puna jujeña       Argentina

Vecinos Autoconvocados de Tilcara y Juella Argentina

Asamblea Ambiental Dean Funes DespiertaArgentina

Periodico El Roble – Información desde las bases     Argentina

Familiares de detenidos desaparecidos por razones políticas de MendozaArgentina

PRC ~ Partido por la Revolución y el Comunismo      Argentina

Grupo ecomonitor      Argentina

Salvarnos Salvando y Jóvenes por el Clima Tucumán            Argentina

Asamblea ecoambiental de Lujan      Argentina

Observatorio del Agua – Universidad Nacional de la Patagonia – Sede Esquel        Argentina

Asamblea por el Agua Godoy Cruz     Argentina

Liga Argentina por los Derechos Humanos    Argentina

Asamblea Por el Agua de San Rafael, Mendoza       Argentina

Periodismo EcológicoArgentina

Movimiento Patagonia Libre Argentina

Interhuertas    Argentina

Colectivo reciclador    Argentina

Iniciativa Arcoiris de ecología política           Argentina

Cámara de Turismo Valle de Uco      Argentina

Interhuertas    Argentina

Asamblea Socioambiental de Junin de los Andes     Argentina

cooperativa ayllu        Argentina

Radio Las Cavas – FOLArgentina

Fridays for future El CalafateArgentina

Asamblea el Retamo de Nonogasta  Argentina

Encuentro Militante Cachito Fukman. EMCFArgentina

Partido Guevarista      Argentina

Juventud del Partido Guevarista        Argentina

Movimiento Brazo LibertarioArgentina

Movimiento de Trabajadores en Lucha          Argentina

Colectiva Antipatriarcal Brujas en Resistencia          Argentina

PSTU   Argentina

Movimiento generacional del Tawaintisuyu  Argentina

Qomunidad Qhapaj Ñan         Argentina

Qomunidad del territorio indígena Pozo del Castaño, dto Figueroa, Santiago del Estero   Argentina

Colectivo Memoria MilitanteArgentina

Colectivo Reciclador, CABA    Argentina

Observatorio Autónomo de conflictos socioambientales en Argentina, La Plata

Comité de solidaridad latinoamericana, Mendoza    Argentina

Rebelión o Extinción Mendoza           Argentina

Asamblea de Las Heras por el Agua Pura-Mendoza  Argentina

Mujeres del Agua, Mendoza  Argentina

Madres de Plaza de Mayo-Línea Fundadora/Asamblea Permanente Derechos Humanos, Provincia de Jujuy-Argentina

CORREPI Argentina

CONICET-IIGG-UBA Argentina

ECOSUR, Ecología, Cultura y Educación desde los Pueblos del Sur   Argentina

GEA colectiva ecofeminista Argentina

David Benesdra           Argentina

Andrea Araujo Fuentes           Argentina

Roxana Goyeneche     Argentina

Ana Elisa Hoffmann    Argentina

Gastón R. NanArgentina

Maria Carolina Gadano          Argentina

Julia Martínez Herrera            Argentina

horacio fabian zema   Argentina

Tamara Ginzburg        Argentina

Carola Besasso           Argentina

AnabelArgentina

Carlos Augusto Coll     Argentina

María Ileana Iacono    Argentina

Miriam AcuñaArgentina

Laura ferradasArgentina

Santiago lisandro Ares           Argentina

Maria Carolina Gadano          Argentina

Marian Sola Alvarez – UNGS  Argentina

Agustina Miranda, Colectivo Reciclador.       Argentina

Elias BasualdoArgentina

Patricio Albarracín      Argentina

sole jordan      argentina

Aguado Ileana, Mendoza        Argentina

Simona Claudia Perez, Provincia de Jujuy      Argentina

Mariana Lescano

Ezequiel Menevichian             Argentina

Celina Font      Argentina

Agustín Van Bellingen            Argentina

Alicia Young    Argentina

Agustina Tarcaya        Argentina

Carolina Alvarez – PTS Frente de Izquierda    Argentina

Docente           Argentina

Alicia   Argentina

Sabina MuñozArgentina

Eleonora Gonzalez Videla. Artista Plástica. Embajadora de Paz      Argentina

Claudia MarínArgentina

Inés Elías         Argentina

Horacio Luis NarvarteArgentina

Maria Laura Valente   Argentina

Gonzalez Florencia     Argentina

Miriam Solis – Jubilada Conicet y UNPSJB     Argentina

Martina Palero            Argentina

Asamblea por el Agua San Rafael     Argentina

Mirta BusnelliArgentina

Martin Sabio   Argentina

Guevara Daniela Milena         Argentina

Paula Aguirre  Argentina

Ivana Masci     Argentina

Analía Esther Tirado   Argentina

Diego Cueto, Argentina

María Sol Meotto Murad, Argentina

Ivana Peralts Argentina

Sabrina Melian Argentina

Luisa Vivanco Argentina, Tucuman

Alejandra Dixon Argentina

Fundación Atreuco Argentina

María Dolores Cordoba Argentina

Stella Zeballos Argentina

(1)  “Andalgala: Carta abierta a las autoridades de la provincia de Catamarca y de la Nación”, Cortiñas, Pérez Esquivel et al, 12 de abril de 2021.https://dialogo2000.blogspot.com/2021/04/andalgala-carta-abierta-las-autoridades.html

 

Fuente: Dialogo 2000