COMUNICADO: Culpabilidad de Castillo está probada en juicio.

HERE in English

El Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras (COPINH), el equipo legal de la causa, junto a las hijas, hijo y madre de Berta Cáceres, hacemos del conocimiento público en el día de conclusiones y cierre del juicio contra el imputado David Castillo por el asesinato de Berta Cáceres, lo siguiente:

La culpabilidad del imputado Roberto David Castillo Mejía en la planificación, coordinación y supervisión del asesinato de Berta Cáceres se ha establecido indubitablemente con la evacuación de más de 70 pruebas, luego de 48 días de audiencia de juicio oral y público.

La responsabilidad del imputado David Castillo como coautor ha sido demostrada por los patrones de comunicación mediante llamadas y mensajes con el condenado Douglas Bustillo, así como por el contenido de los mensajes de WhatsApp de sus propias comunicaciones con la estructura criminal DESA de la familia Atala Zablah y el patrón de corrupción y criminalidad seguido por el imputado desde el año 2009.

La dinámica de las comunicaciones entre David Castillo y Douglas Bustillo no tienen otra interpretación distinta a las acciones para el ataque previo y asesinato de Berta Cáceres. Sin la participación de David Castillo no habría sido posible el crimen.

Las acciones estigmatizantes, dilatorias, distractoras y negligentes por parte de la defensa del imputado no lograron sembrar ninguna duda sobre la culpabilidad de David Castillo.

La prueba aportada por la misma defensa legal del imputado ha reafirmado su responsabilidad; el perito estadounidense Shaun Vodde comprobó la existencia de todas las comunicaciones que demuestran la responsabilidad del imputado con el crimen, a pesar de la injerencia de Daniel Atala en esta pericia.

No tiene otra posibilidad el tribunal del caso compuesto por Joselyn Marie Donaire, Esther Carolina Flores y José Anaim Orellana que emitir un fallo de culpabilidad sustentado en toda la prueba evacuada.

Hacemos un llamado a la comunidad nacional e internacional a proteger de toda injerencia y corrupción este proceso legal que refleja la exigencia de justicia del pueblo Lenca y hondureño.

A 12 años del Golpe de Estado en Honduras, se abre una oportunidad para el rompimiento de la impunidad que aqueja al país.

¡Han creído que la impunidad es eterna, se equivocan. Los pueblos saben hacer justicia!
¡Despertar, despertar por los ríos en libertad!

Dado en el Campamento Feminista “Viva Berta” a los 28 días del mes de junio del año 2021.

Texto: COPINH

 

Fuente: COPINH

O Fora Bolsonaro e o resgate de um projeto popular para o Brasil

Foto original: Marina Oliveira/APIB. Arte divulgação: Talita Ai Lô

Conviver com a morte e o adoecimento se tornou uma rotina insuportável para a população brasileira. As vacinas estão chegando com meses de atraso e de forma insuficiente, por isso a perspectiva é que um grande número de pessoas ainda sejam vitimadas, aumentando mais o já alarmante e inaceitável número das mais de 513 mil mortes.

Derrotar Bolsonaro antes das eleições de 2022 é importantíssimo pelo que ele representa: o Brasil do atraso, do ódio aos povos, à diversidade, à justiça social. O Brasil em liquidação e vulnerável à exploração econômica, ao mercado financeiro e à irracionalidade do moralismo religioso fundamentalista.

O Brasil representa hoje o segundo país mais letal por Covid-19 do mundo, abaixo somente dos Estados Unidos, e acumula também a maior contagem de casos confirmados de coronavírus, atrás dos Estados Unidos e da Índia.

O cenário de morte por Covid-19 nos absorve, mas é preciso ter atenção e estratégia pautadas no fortalecimento das lutas de forma descentralizada para que ninguém fique sozinho. Enquanto as manifestações pelo Fora Bolsonaro crescem nas ruas e nas redes sociais, uma série de outras lutas seguem na Câmara dos Deputados, no Senado e no Supremo Tribunal Federal. A mais emblemática delas, popularizada como “marco temporal”, revela que é preciso unir as forças para impedir que passem bois e boiadas e que direitos conquistados não sofram retrocessos.  Como tem denunciado incansavelmente o Conselho Indigenista Missionário (CIMI),  “o PL 490/2007 é inconstitucional até em sua forma e tem por objetivo a exploração e a apropriação das terras indígenas”.

Enquanto realizavam atos pacíficos em Brasília na última semana, indígenas foram fortemente atacados por forças policiais. O que se viu foram povos indígenas sozinhos e vulneráveis, mas firmes na luta! Onde estão as forças populares que não se unem por essa causa tão essencial para o país que enfrenta 521 anos de genocídio indígena, da população jovem negra e periférica,  das mulheres, e agora das pessoas idosas e adultas pobres, no contexto da Covid-19?

Lutas históricas e essenciais, como o fortalecimento de um projeto popular para o Brasil não podem ser sequestradas pelo jogo eleitoral, não podem ser negligenciadas ou abafadas pelo grito Fora Bolsonaro. É preciso gritar e construir, propor, organizar, mobilizar e estruturar um projeto concreto para dialogar imediatamente com as forças políticas que se apresentam ávidas por 2022.

As manifestações nas ruas e nas redes são importantes para ressignificar o cenário turvo que vivemos das privatizações, como a da Eletorbras que é um verdadeiro assalto ao patrimônio público.  Bolsonaro continua fortalecendo seus pactos de morte com uma política externa que envergonha o povo brasileiro e nossa diplomacia.

Desde 2019 com a chegada do Bolsonarismo ao governo, o Brasil mudou uma posição histórica sobre a resolução que condena o embargo a Cuba na Organização das Nações Unidas (ONU) há quase seis décadas. A resolução este ano foi aprovada no último dia 23 de junho, ao todo foram 184 votos a favor. Brasil, Colômbia e Ucrânia se abstiveram e Estados Unidos e Israel votaram contra. Basta de bloqueio contra Cuba e seu povo!

Bolsonaro vai cair, mas o que virá depois? O que vamos fazer com o bolsonarismo que seguirá influenciando os três poderes e praticando uma política racista, misógina, patrimonialista que pensa o país desde uma elite que se locupleta a partir da ocupação dos espaço de poder há séculos?

Vamos ocupar as ruas sim! Vamos continuar respirando o ar das bases, pisando o chão das periferias das cidades, das organizações populares do campo, dos movimentos das mulheres, da população negra, indígena e comunidades tradicionais. Como bem diz a canção que tanto já embalou as lutas populares: “Esse é o nosso país, essa é a nossa bandeira, é por amor a essa pátria Brasil que a gente segue em fileira”.

No dia 3 de julho nos encontraremos nas ruas! Não esqueça, use máscara, álcool em gel e colabore mantendo o distanciamento necessário para garantir a segurança de todas as pessoas.

Não devemos! Não pagamos!

Somos os povos, os credores!

Rede Jubileu Sul Brasil, 28 de Junho de  2021

 

Fuente: Jubileu Sul Brasil