Solidaridad con la resistencia haitiana, NO a la intervención extranjera en Haití

El pueblo haitiano se ha movilizado permanentemente durante los últimos 4 años, contra el enorme empobrecimiento de las masas, las escandalosas desigualdades que condenan a la mayoría de la población a vivir en condiciones inhumanas y contra los beneficios económicos de los que goza una pequeña minoría.

Desde mediados de septiembre, las movilizaciones han paralizado nuevamente el país con una verdadera insurrección popular, reclamando la renuncia del gobierno de facto, la desactivación del aumento de los precios del combustible exigido por el FMI y el respeto irrestricto a la soberanía y el derecho a la autodeterminación del pueblo. Rechazan el pedido de intervención extranjera que ha hecho de forma ilegítima el primer ministro de facto, Ariel Henry, y que Anthony Blinken, Secretario de Estado estadounidense, reconoció estar organizando junto a Canadá y otros países. El pueblo haitiano conoce su historia; denuncia las diversas formas de ocupación a las cuales ha sido sometido, con las llamadas “misiones humanitarias” como la MINUSTAH, por ejemplo, donde participaron tropas de Argentina y otros países latinoamericanos, incluyendo las masacres en barrios populares, las violaciones y el abuso sexual, la introducción del cólera con su grave secuela de muertes.

Hoy Haití se encuentra frente a la amenaza de una nueva ocupación militar, con o sin el aval de la ONU y la OEA. Hacemos nuestros los llamados de gran número de organizaciones populares, sindicales y políticas haitianas y exigimos al gobierno argentino rechazar de forma tajante estos nuevos intentos de ocupación en Haití y todo intento de injerencia. Alertamos que la escalada de violencia y represión que se vive en el país, que incluye el asesinato de dirigentes opositores, es parte del también racismo colonial de los imperialismos que las democracias de Latinoamérica y el Caribe no deben seguir permitiendo, no se resolverá con más violencia. Solo la solidaridad de los pueblos, la colaboración y el respeto a la autodeterminación del pueblo haitiano pueden construir una salida.

¡Por un Haití digno y soberano, libre de ocupación!

Sosteniendo estos principios y haciendo activa la solidaridad convocamos el próximo miércoles 2/11 a una gran movilización frente a la embajada de EE.UU. en Buenos Aires (Concentración en Plaza Italia a las 15hs)

Comité argentino de solidaridad por el fin de la ocupación de Haití

Adolfo Pérez Esquivel, Premio Nobel de la Paz

Nora Cortiñas y Mirta Baravalle, Madres de Plaza de Mayo-Línea Fundadora

Pablo Pimentel, APDH La Matanza

Diálogo 2000-Jubileo Sur Argentina

CSyP Marabunta

MULCS Movimiento de Unidad Latinoamericano por el Cambo Social

Organizaciones Libres del Pueblo OLP-Resistir y Luchar

Las Domitilas

Attac Argentina

Cadtm-Ayna

Tierra Nativa/Amigos de la Tierra Argentina

Opinión Socialista

AGD-UBA Asociación Gremial Docente-Universidad de Buenos Aires

CEMIDA Centro de Militares para la Democracia Argentina

MST Movimiento Socialista de las y los Trabajadores en el FITU

Patria Grande

CTAA Central de Trabajadores de la Argentina Autónoma

SERPAJ Servicio Paz y Justicia

Encuentro Militante Cachito Fukman

Emancipación Sur

Coordinadora por el Cambio Social: FOL Frente de Organizaciones en Lucha /

Movimiento de los Pueblos (Frente Popular Darío Santillán-Corriente Plurinacional;

MULCS Movimiento por la Unidad Latinoamericana y el Cambio Social; Movimiento 8

de Abril) / Igualdad Social / FAR y COPA en Marabunta / FOB Autónoma Federación de

Organizaciones de Base / OLP Resistir y Luchar

Movimiento de Migrantes de Argentina

El Payanés Press

Partido Socialista Argentino

Comisión de Migrantes/FOL

Comision de Vecines Justicia por Campomar

Pablo Bergel

Guadalupe Dagatti

Carolina Sofía Flores

Rocío Noelia Mugas Landini

Ceferino Quintero

Corriente Política de Izquierda

Sandra Chagas activista afrodescendiente DDHH/ Matamba LGBTIQ+

Izquierda Socialista en el FIT Unidad

Juan Carlos Giordano (Diputado nacional electo Izquierda Socialista-FIT Unidad)

Pablo Sessano

Unidad Popular

PTS Partido de los Trabajadores Socialistas

Liga Internacional Socialista

Alejandro Bodart

Cele Fierro

PO Partido Obrero

CAPOMA Centro de acción popular Olga Marquez de Aredez x los DDHH. Jujuy y Buenos Aires

Ex pres@s políticos, ex exiliad@s, Hij@s y sobrevivientes del terrorismo de estado Autoconvocades

Afepoc Agrupación de familiares de argentinos ejecutados políticos y detenidos desaparecidos durante el golpe de 1973 en Chile

Cristina Delgado

Rte/ Comité argentino de solidaridad, haiti.no.minustah@gmail.com

 

Fuente: Haiti no MINUSTAH

Lançamento: Brasil, 200 anos de (in)dependência e dívida

No marco do bicentenário da independência do Brasil, a publicação reflete sobre as dívidas sociais acumuladas e chama atenção para as reparações necessárias e urgentes.

Imagem divulgação

Por redação | Jubileu Sul Brasil

As comemorações pelo bicentenário da independência do Brasil se deram num cenário de campanha para as eleições gerais no país, com o governo do atual presidente fazendo uso eleitoral da data que deveria ter mobilizado uma ampla reflexão política, econômica e social a respeito do momento em que a nação se encontra, diante da movimentação geopolítica em curso no mundo, com grande impacto para os países do Sul global.

“Nada mais substancialmente profundo que completar 200 anos de independência no contexto que temos. O atual governo explicita as contradições mais profundas da construção histórica, cultural, social, política e econômica do Brasil” destaca a organizadora do livro, Sandra Quintela, que é economista, educadora popular e articuladora da Rede Jubileu Sul Brasil.

Explicitando a crítica da Rede a respeito dos eventos que marcaram a data histórica, Sandra completa: “A independência se fez a partir da garantia de que questões como a posse, o controle da terra, o trabalho escravo e os privilégios da elite não fossem tocadas. Estamos falando de uma nação que nasceu de costas para seu povo, comprada por uma dívida com Portugal que se acumulou com a dívida que o país já tinha com a Inglaterra e que, sem pudor ou vergonha, foi transferida para o povo brasileiro. Entretanto, esse processo não foi tranquilo. Houve resistência e ainda há. Diversas”.

Leitura crítica

A ideia da crítica histórica e econômica está assinalada no próprio nome do livro que coloca o prefixo “in” entre parênteses — (in)dependência — indicando que estamos falando de um processo incompleto, cheio de debilidades e incoerências em sua gênese.

“Os 13 artigos compartilhados na publicação indicam um caminho de leitura crítica a respeito da independência ainda a se realizar, especialmente para a população brasileira empobrecida, que luta por direitos fundamentais”, destaca o texto de apresentação da obra que tem entre seus autores nomes que se identificam e se completam no esforço de propor caminhos para a construção da verdadeira independência que o população brasileiro merece e para a qual, com sensata teimosa e ativa esperança, não mede esforços em se organizar e mobilizar, a partir dos povos, dos territórios e dos espaços de resistência.

Os artigos são assinados por: Alessandra Miranda, Alfredo J. Gonçalves, Aline Miglioli, André Lima Sousa, Dirlene Marques, Fabio Luis Barbosa dos Santos, Helder Gomes, José Valdeci Santos Mendes, Luis Fernando Novoa Garzon, Magnólia Said, Marcos Arruda, Nilo Sergio Aragão, Polly Policarpo, Rosa Marques, Rosilene Wansetto, Secretaria Nacional do Grito dos Excluídos e Excluídas, Sandra Quintela e Virgínia Fontes.

A publicação é uma iniciativa da Rede Jubileu Sul Brasil em parceira com a 6ª Semana Social Brasileira e Grito dos Excluídos e Excluídas. O formato permite que os artigos possam ser usados como instrumento de formação em momentos coletivos como rodas de conversa, seminários ou encontros, além de também poderem ser lidos de forma espontânea, individualmente. Trata-se de um conteúdo valioso para movimentos populares, organizações sociais, educadores/as populares e estudantes.

O livro impresso será distribuído em diversas cidades do país. Como forma de contribuir para que este conteúdo alcance um número maior de pessoas, a Rede Jubileu Sul Brasil disponibilizou uma chave pix e incentiva a contribuição solidária de R$ 20,00 por exemplar, além de doações a partir de R$ 50,00 ou outros valores para que as equipes possam distribuir o livro a quem não tem como fazer uma contribuição solidária. A primeira tiragem foi de 1.000 exemplares.

Programação de lançamentos

Durante todo mês de novembro vários eventos vão marcar o lançamento da publicação em diversas cidades do Brasil. Acompanhe a programação atualizada nas redes sociais do Jubileu Sul Brasil, 6ª Semana Social Brasileira e Grito dos Excluídos e Excluídas. Todos os eventos de lançamento contarão com a presença de autores da obra.

Eventos agendados

17/11: Lançamento online
Local: Facebook e YouTube do Jubileu Sul Brasil e entidades parceiras
Horário: 19h
Autores presentes: Rosa Marques, Fábio Luis Barbosa, Aline Miglioli, Sandra Quintela, Alessandra Miranda, Ari Alberti, Rosilene Wansetto dentre outros

25/11: Lançamento no Rio de
Janeiro (RJ)

Local: Armazém do Campo – Av. Mem de Sá, 135 – Centro
Horário: 19h

Autores/as presentes: Sandra Quintela, Marcos Arruda e Virgínia fontes

29/11: Lançamento em São Paulo (SP)
Local: a confirmar
Horário: 19h30
Autores presentes: Alessandra Miranda, Aline Miglioli, Rosa Marques, Sandra Quintela

A publicação no formato digital também ficará disponível na biblioteca da Rede Jubileu e das organizações parceiras a partir de dezembro de 2022.

Chave PIX para doações solidárias:

PIX: 08.623.318/0001-04 (CNPJ)

Banco do Brasil

Titular: Instituto Rede Jubileu Sul Brasil

 

Fuente: Rede Jubileu Sul Brasil

 

 

 

 

Organizaciones argentinas reclaman NO intervención en Haití ante cancilleres de la CELAC y la Unión Europea

Más información, fotos y videos: https://www.resumenlatinoamericano.org/2022/10/27/argentina-frente-a-la-sede-donde-deliberaba-la-celac-se-realizo-un-acto-exigiendo-que-no-haya-intervencion-extranjera-en-haiti/

Bs. As., 27/10/22 – Una nutrida delegación de organizaciones populares argentinas se hicieron presente este mediodía frente al Centro Cultural Kirchner, para realizar un Acto de solidaridad con la Resistencia haitiana y entregar a los cancilleres de América latina, el Caribe y la Unión Europea ahí reunidos, un mensaje contundente: NO a la intervención extranjera en Haití, Toda nuestra solidaridad con la lucha del pueblo haitiano. Un pueblo que está en las calles reclamando su derecho a la autodeterminación y el fin de las políticas de hambre, saqueo, entrega y ocupación a la cual está sometido. Las organizaciones argentinas invitaron además a participar ampliamente de la marcha a la embajada de EE.UU. que se prepara para el miércoles, 2 de noviembre, a partir de las 15hs que se concentrará en Plaza Italia. La marcha, como el Acto hoy, forman parte de las Jornadas internacionales de solidaridad con la lucha del pueblo de Haití, que se impulsan en diversos países para marcar, junto a las masas haitianas, el asesinato en 1919 del líder de la resistencia campesina a la ocupación estadounidense de entonces, Charlemagne Pèralte.

Por el Comité argentino de solidaridad por el fin de la ocupación de Haití, Beverly Keene de Diálogo 2000/Jubileo Sur inició el Acto, compartiendo con Lila Ferrer del Movimiento de Migrantes en Argentina, la lectura de la nota luego entregada a los cancilleres. Siguió en uso de la palabra la Dra. Daphne Joseph, del Comité democrático haitiano; Nora Cortiñas de Madres de Plaza de Mayo-Línea Fundadora, Elsa Bruzzone por el Centro de Militares por la Democracia Argentina CEMIDA, y referentes del MST, Opinión Socialista, la OLP-Resistir y Luchar, el PTS, el PO, Alba Movimientos, AGD-UBA, Movimiento Afrocultural, Movimiento de Migrantes en Argentina y MULCS. Con la presencia además de delegaciones de la Coordinadora por el Cambio Social y la CTA-Autónoma, cerraron el Acto Juan Astorga, del Centro Cultural Che Adelita, con un brillante monólogo del querido Norman Briski, y Daphnée Joseph con una poesía.

A continuación, el texto de la nota entregada:

A los cancilleres de la CELAC y de la Unión Europea

Presentes

Solidaridad con la resistencia haitiana, NO a la intervención extranjera en Haití

El pueblo haitiano se ha movilizado permanentemente durante los últimos 4 años, contra el enorme empobrecimiento de las masas, las escandalosas desigualdades que condenan a la mayoría de la población a vivir en condiciones inhumanas y contra los beneficios económicos de los que goza una pequeña minoría. Desde mediados de septiembre, las movilizaciones han paralizado nuevamente el país con una verdadera insurrección popular, reclamando la renuncia del gobierno de facto, la desactivación del aumento de los precios del combustible exigido por el FMI y el respeto irrestricto a la soberanía y el derecho a la autodeterminación del pueblo. Rechazan los llamamientos a la intervención extranjera que ha hecho de forma ilegítima el primer ministro de facto, Ariel Henry, respaldado por Estados Unidos.

Hoy Haití se encuentra frente a la amenaza de una nueva ocupación militar, con o sin el aval de la ONU y la OEA. Al respecto son preocupantes las declaraciones del Secretario General de la ONU, Antonio Guterres, quien ha solicitado al Consejo de Seguridad la aprobación de dicha intervención de carácter militar, que se suma al reciente arribo de equipo militar enviado por los gobiernos de Canadá y Estados Unidos y la presencia de un buque de EEUU en la bahía de Puerto Príncipe sin autorización de Haití.

Llama especialmente la atención que el gobierno de Henry –un gobierno no elegido por el pueblo de Haití sino impuesto y sostenido desde el llamado Core Group– junto a las potencias que integran ese Grupo (EEUU, Francia, Canadá, España, Alemania, Brasil, ONU, OEA, Unión Europea) buscan justificar esta posible intervención militar con motivos provocados precisamente por las ocupaciones anteriores en la isla, como la de la MINUSTAH entre 2004 y 2017, que propagó el cólera, con numerosos casos de violaciones sexuales y de derechos humanos cometidos por los cascos azules contra la población civil y el debilitamiento sistemático de las instituciones haitianas. Aducen además la necesidad de controlar las bandas, cuya acción violenta ellos mismos arman y controlan.

Hacemos nuestros los llamados de gran número de organizaciones populares, sindicales y políticas haitianas, a rechazar de forma tajante estos nuevos intentos de ocupación en Haití y todo intento de injerencia. Exigimos expresamente a la ONU, a la OEA, al Core Group, a la comunidad internacional en su conjunto, en particular al gobierno argentino, anfitrión de esta cumbre, y a los gobiernos de nuestra América, que escuchen y respeten al pueblo haitiano. La solución a los problemas domésticos de Haití está siendo impulsada por el mismo pueblo haitiano y debe ser respetada sin ningún tipo de intervención extranjera, priorizando la soberanía, la autodeterminación y el cumplimiento de todos sus derechos.

¡Por un Haití digno y soberano, libre de ocupación!

Se adjuntan cartas presentadas por organizaciones haitianas a los Secretarios generales de la ONUy de la OEA, y la Declaración de la Campaña internacional de solidaridad con la resistencia haitiana

Comité argentino de solidaridad por el fin de la ocupación de Haití

Adolfo Pérez Esquivel, Premio Nobel de la Paz

Nora Cortiñas y Mirta Baravalle, Madres de Plaza de Mayo-Línea Fundadora

Pablo Pimentel, APDH La Matanza

Diálogo 2000-Jubileo Sur Argentina

CSyP Marabunta

MULCS Movimiento de Unidad Latinoamericano por el Cambo Social

Organizaciones Libres del Pueblo OLP-Resistir y Luchar

Las Domitilas

Attac Argentina

Cadtm-Ayna

Tierra Nativa/Amigos de la Tierra Argentina

Opinión Socialista

AGD-UBA Asociación Gremial Docente-Universidad de Buenos Aires

CEMIDA Centro de Militares para la Democracia Argentina

MST Movimiento Socialista de las y los Trabajadores en el FITU

Patria Grande

CTAA Central de Trabajadores de la Argentina Autónoma

SERPAJ Servicio Paz y Justicia

Encuentro Militante Cachito Fukman

Emancipación Sur

Coordinadora por el Cambio Social: FOL Frente de Organizaciones en Lucha /

Movimiento de los Pueblos (Frente Popular Darío Santillán-Corriente Plurinacional;

MULCS Movimiento por la Unidad Latinoamericana y el Cambio Social; Movimiento 8

de Abril) / Igualdad Social / FAR y COPA en Marabunta / FOB Autónoma Federación de

Organizaciones de Base / OLP Resistir y Luchar

Movimiento de Migrantes de Argentina

El Payanés Press

Partido Socialista Argentino

Comisión de Migrantes/FOL

Comision de Vecines Justicia por Campomar

Pablo Bergel

Guadalupe Dagatti

Carolina Sofía Flores

Rocío Noelia Mugas Landini

Ceferino Quintero

Corriente Política de Izquierda

Rte/ Comité argentino de solidaridad, haiti.no.minustah@gmail.com

 

Fuente: Haiti no MINUSTAH

Análise de conjuntura: “Vamos à luta! Sem medo de ser feliz!”

O diálogo nas ruas é o grande chamado desse momento porque o que está em jogo é civilização ou barbárie

Domingo, 2 de outubro de 2022. Primeira grande vitória. Mesmo com a expectativa e medo de violência, tudo transcorreu em uma absoluta tranquilidade e os resultados não foram contestados por ninguém. Claro que o sistema eleitoral sempre pode ser aperfeiçoado, mas, por enquanto, os resultados foram pacificadores.

Os resultados que saíram das urnas trouxeram surpresas que nos deixaram apreensivos: Bolsonaro cresceu além do esperado, muitas figuras que estão no rol do bolsonarismo foram eleitos em vários locais, com votação expressiva. Isso deu ao Congresso um perfil mais conservador.

Em contrapartida, tivemos uma diversidade de representação com mulheres trans e negras, povos originários e tradicionais, representantes da população sem teto, da população LGBTQIA+ e trabalhadoras domésticas, que estão mais bem representadas tanto em Brasília quanto nas Assembleias Legislativas. E pela primeira vez temos uma bancada indígena no Congresso! Realidade que há bem pouco tempo não estava nem nos melhores sonhos democráticos da população brasileira.

O que têm em comum as trans, trabalhadoras e trabalhadores rurais, lideranças do movimento de moradia, negras, negros e indígenas eleitos deputadas e deputados?  Estão na política para lutar de forma legítima, vigorosa e inteligente pela reparação das dívidas sociais e históricas no país, que amarga uma tradição de desigualdades e injustiças aprofundadas por projetos políticos e econômicos que excluem a população preta, as mulheres, as pessoas empobrecidas e as “minorias” de modo geral, do acesso aos direitos fundamentais, inclusive do acesso à participação efetiva na política.

Não há dúvida, essas pessoas precisam, agora mais que nunca, do apoio da população que as elegeu. O cenário hostil e violento não dá sinais de recuo. Os dias que virão exigirão um mandato de lutas, muita negociação e embates contra autoritarismos e projetos de morte, como é o caso do orçamento secreto que atualmente libera uma grande fatia do orçamento público para uso de deputados e senadores em suas bases, sem transparência e planejamento.

Mas antes de tudo isso nós, o povo brasileiro, precisamos ainda concluir a maior missão dos últimos anos: tirar Bolsonaro do Palácio do Planalto, como forma de garantir a democracia e seguir lutando no Congresso e nas ruas pelo projeto popular que queremos continuar construindo.

Estamos nas ruas com disposição e energia para abrir diálogos, lutar contra a avalanche desleal de mentiras e medos disseminados, especialmente via redes sociais e aplicativos de mensagens. Lutando pela soberania popular ameaçada por patrões e lideranças religiosas bolsonaristas que intimidam trabalhadores/as e fiéis.

O imperativo agora é estarmos nas ruas e ocuparmos as redes sociais e aplicativos de mensagens, para dialogar com os mais de 31 milhões de pessoas, que correspondem a 20% de eleitores/as, que não compareceram às urnas no primeiro turno.

Temos a possibilidade real de abrirmos espaços para um governo mais comprometido em acabar com a fome, fortalecer as universidades, a ciência, a cultura, proteger a Amazônia e todos os nossos biomas. Garantir políticas públicas para mulheres, população negra e LGBTQIA+, para as juventudes, para crianças e adolescentes. Garantir terra, teto e trabalho para trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, para os povos tradicionais e originários. Trabalhar pelo crescimento econômico sustentável e justo, além de recuperar a credibilidade e dignidade do país no cenário internacional.

É o corpo a corpo, o diálogo nas ruas, o grande chamado desse momento porque o que está em jogo é civilização ou barbárie. É um projeto de morte, de fome, de pobreza e desigualdades extremas, de ódio e violência que não podemos eleger!

A hora é de ação a todo vapor para garantirmos a volta dos espaços democráticos para, aí sim, voltarmos a discutir os rumos do Brasil que queremos.

A palavra de ordem agora é: Vamos à luta! #BrasilDaEsperança.

Estamos na luta! Estamos nas ruas!

Não devemos, não pagamos!

Somos os povos, os credores!

Rede Jubileu Sul Brasil, 9 de outubro de 2022

 

Fuente: Jubileu Sul Brasil

¿Quién gana con la agricultura de carbono?

Con la crisis climática, una nueva frontera empresarial es la conquista de suelos y tierras agrícolas para usarlos como sumideros de dióxido de carbono. Es también otra forma de controlar a campesinos y agricultores y una amenaza a la soberanía alimentaria.

Las mayores empresas globales en agricultura y alimentación han establecido programas para este fin, al que llaman agricultura de carbono. Por ejemplo las de semillas y agroquímicos como Bayer-Monsanto y Corteva, de fertilizantes como Yara y Nutrien, de maquinaria como John Deere incorporaron a sus plataformas digitales formas de enrolar e incluso pagar a agricultores, para que hagan cambios que puedan ser clasificados como agricultura que secuestra carbono.

No es que de pronto les haya entrado conciencia social, ambiental o climática, es otra forma de aumentar sus ganancias. Explico en otro artículo (Colonialismo climático) que la limitada suma que pagan a quienes cuidan bosques y campos, es porque sus actividades pueden generar créditos de carbono, que luego las empresas pueden vender por muchas veces el valor pagado inicialmente. Además, justifican seguir con sus actividades contaminantes, por lo que mantienen y aumentan el caos climático ( https://tinyurl.com/5n76zhra).

Los campos y suelos agrícolas que no son maltratados por agricultura industrial, contienen carbono y pueden hasta cierto grado, absorber más. Son un factor fundamental para prevenir el cambio climático. Pero siendo ecosistemas vivos –como bosques, manglares y otros– si se rompe el equilibrio de suelos sanos con agrotóxicos, fertilizantes sintéticos y maquinarias, también emiten carbono. No existen formas exactas de medir los intercambios gaseosos en la tierra –ni en bosques y mares– y mucho menos la permanencia a largo plazo del carbono. Esta es una de las razones por las que no se los puede integrar a los mercados de carbono. A contrapelo de esto, las trasnacionales agrícolas han desarrollado sus propios métodos, en connivencia con la nueva industria de empresas de medición, certificación y verificación de carbono, que teóricamente miden el carbono que se absorbe. Aún si así fuera, no pueden garantizar que va a permanecer allí –un simple cambio de manejo puede liberarlo nuevamente al ambiente. Como hacen acuerdos por unos pocos años y a las empresas no les importa lo que pase después, usan estas bases altamente dudosas. No existen criterios aceptados en la ONU, a menudo las empresas verificadoras están ligadas a las empresas que compran y venden créditos de carbono.

Estas formas de medición y certificación se basan en sistemas digitales, por lo que los gigantes de agronegocios ofertan sus programas de carbono en conjunto o como parte de sus plataformas digitales para el agro, lo cual aumenta a su vez la adhesión a éstas y también el control y dependencia de los agricultores ( https://tinyurl.com/y6pj9w3k).

Por ejemplo, Bayer-Monsanto adosa a su plataforma FieldView, el proyecto Pro Carbono; Corteva, el programa Carbono a sus plataformas de soluciones digitales; Basf, su Programa global de agricultura baja en carbono, y así con las demás.

Los agricultores deben pagar para obtener de esas plataformas una visión digital del campo. Se supone que les devuelven información sobre diferencias de humedad, potenciales plagas, manejo de fertilizantes, agrotóxicos, etcétera. La posibilidad de cobrar por créditos de carbono es un incentivo para engancharlos al paquete digital. Los programas de carbono dan instrucciones para practicar lo que llaman agricultura de conservación de suelo, rotación de cultivos, siembra de cobertura y consejos de fertilización.

Esas prácticas son en general benéficas en un marco de agricultura agroecológica y campesina, que es un tipo que retiene el carbono naturalmente. Los programas empresariales no cumplen con esto, sino que en el paquete recetan por ejemplo sus agrotóxicos, fertilizantes que llaman verdes porque dicen haber producido con energía renovables, fertilizantes basados en microbios transgénicos, etcétera. Bayer, por ejemplo, aconseja para cuidar el suelo la siembra directa, técnica que Monsanto creó para la soya transgénica y que no mueve mucho el suelo, pero usa potentes agrotóxicos al sembrar la semilla. Todo esto implica un ejército de expertos externos que tienen que controlar, verificar, etcétera, y de hecho pasan a decidir sobre el manejo de los campos.

La Vía Campesina, en colaboración con Héléne Tordjman publicó un informe muy útil sobre lo que ya ven de la aplicación de agricultura de carbono en Europa: Se trata de un mecanismo extremadamente complejo, en el que intervienen muchos expertos y consultorías caras para intentar normalizar un sistema agrícola que sólo puede hacer más daño. Implica una enorme recopilación de datos de las y los campesinos y restringe su autonomía. Las verdaderas soluciones a los problemas que plantea la agricultura industrial se encuentran en la promoción de una verdadera agroecología campesina, que tenga en cuenta no sólo los aspectos ecológicos o climáticos de la alimentación, sino también los sociales, culturales, económicos y políticos. Requiere un enfoque multifacético y holístico de los sistemas agrarios en su conjunto, y no puede resumirse en un catálogo de prácticas (ECVC, 24/3/22,  https://tinyurl.com/2p8ust4m).

Por:  Silvia Ribeiro

Fuente: La Jornada / Biodiversidad

 

Fuente: Radio Temblor