Artigo: Yanomami ontem, hoje e amanhã

No artigo, os missionários do Cimi, entidade membro da Rede Jubileu Sul Brasil, trazem à memória o histórico de violência do povo Yanomami

Encontro Yanomami em frente à maloca Watoriki, em 2018. Foto: Adriana Huber Azevedo/Cimi Norte 1

Por Roberto Antônio Liebgott e Ivan Cesar Cima*

Os Yanomami – não somente hoje, ou ontem, mas durante décadas – são vítimas de um Estado que se estruturou para não deixá-los viver em seu território.

No início da década de 1970 – do século passado – os militares brasileiros inventaram e disseminaram mentiras de que a Amazônia Brasileira seria invadida por comunistas e guerrilheiros e que, diante disso, o país deveria se preparar para combatê-los por meio da militarização das fronteiras, especialmente em Roraima e no Amazonas.

Os militares, além de levarem um contingente enorme de soldados à Região Amazônica, promoveram a sua colonização, arregimentando milhares de pessoas para os ofícios de desmatar, plantar pasto, soja e criar bois. Concomitante a isso, o governo ditatorial desencadeou um movimento de construção de estradas, rodovias, financiou obras de hidroelétricas, de expansão da mineração e exploração madeireira.

Quem eram as pessoas que migraram para a Amazônia? Em geral pobres, sem-terras, filhos de pequenos agricultores e tantos homens e mulheres ‘sem eira nem beira’, utilizados como peões de empresários ou especuladores de terras. Foram dezenas de milhares de pessoas que, a pretexto de encontrarem o “eldorado dos sonhos” e ficarem ricas, ocuparam as terras e nelas colocaram cercas. E, para além dos colonos, os militares incentivaram o garimpo, especialmente de ouro e diamantes, em Roraima, Pará, Mato Grosso e Rondônia. Nesse contexto, as invasões de terras e a devastação foram indescritíveis. Houve, por exemplo, no Amazonas, a abertura da BR 174, ligando Manaus, Amazonas, a Boa Vista, Roraima. Durante a sua construção e pavimentação a violência foi tamanha que desencadeou-se um intenso processo de dizimação de mais de 30 comunidades indígenas, dentre elas do povo Waimiri Atroari.

Na década de 1980 os militares consolidaram o plano estratégico de ocupação da Amazônia por meio do Projeto Calha Norte, estruturado nas margens dos Rios Solimões, Rio Negro e Amazonas. Uma das razões para o estabelecimento de pelotões nas fronteiras vinculava-se à ideia de que o Brasil estaria sob ameaça, tanto de agentes externos, como dos próprios indígenas, já que estes, em associação com guerrilheiros da Colômbia, Venezuela, Peru e Bolívia, poderiam formar nações independentes e  tomarem conta de todas as riquezas. Ou seja, os povos indígenas foram caracterizados como inimigos a serem combatidos e aniquilados.

No ano de 1985, era do governo Sarney, o Calha Norte assumiu forma de programa de estado e os militares se tornam os agentes de “proteção” da Amazônia.  Naquele período, mais de 60 mil garimpeiros invadiram o território Yanomami. Estupros, assassinatos, incêndios, contaminação das águas, malária, tuberculose, fome, miséria e extermínio. Há documentações, relatórios e estudos de que num período, de dois anos, morreram mais de 2.500 indígenas Yanomami. Há nessa história, uma personagem central, a Funai (Fundação Nacional do Índio), presidida na época por militares e depois por nada mais, nada menos do que Romero Jucá. Jucá tornou-se o negociador e agenciador dos garimpeiros, dando-lhes guarida.

Depois de uma intensa repercussão internacional acerca dos massacres e da vulnerabilidade dos Yanomami, em 1992, o governo Collor de Mello decidiu demarcar a Terra Yanomami em área contínua. Seu ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, tornou-se o responsável pela consolidação do procedimento demarcatório.

Naquele contexto foram criadas campanhas e desenvolveram-se programas sanitários de proteção à vida. Os garimpeiros foram sendo expulsos, as pistas de pouso e as infraestruras destruídas, assim como combatidos os donos de postos de combustíveis que, em parceria com os empresários do garimpo forneciam gasolina que abasteciam aviões, dragas, balsas, barcos e outros motores.

No ano de 1993 houve o Massacre do Haximu. Dezenas de Yanomami perderam as vidas depois de ataques dos garimpeiros. A repercussão do fato tomou as páginas dos jornais e novamente os organismos internacionais exigiram medidas de combate ao garimpo em Roraima.

Até o advento do mal fadado governo Bolsonaro, parecia ter havido um refluxo das invasões na Terra Yanomami. Mas as invasões nunca cessaram. Os dados das equipes de saúde, ligadas ao Distrito Sanitário Yanomami, as informações das organizações indígenas, ou da própria Funai e de outros pesquisadores, antropólogos, ambientalistas, indigenistas, missionários e missionárias apontavam e denunciavam que os Yanomami eram vítimas contínuas dos garimpeiros. Ou seja, o Estado, suas forças de segurança, nunca priorizaram ações e medidas de proteção, fiscalização dos territórios e das vidas, muito menos agiu no sentido de promover a responsabilização dos criminosos garimpeiros, dos empresários e das empresas que patrocinam e executam os negócios sujos do ouro, extraído, de forma criminosa, das terras da União. É importante esclarecer que as Terras Indígenas são bens da União, destinados ao usufruto exclusivo dos povos indígenas – previsão nos artigos 231 e 20, XI, da CF/1988.

Bolsonaro, genocida, ao assumir a governança do Brasil, ano de 2019, retomou as práticas anti-indígenas dos anos de 1970 e 1980. Ele promoveu a desterritorialização, a desconstrução dos direitos, a integração ou dizimação dos indígenas, bem como anunciou o novo “eldorado garimpeiro”, agora sob seu comando e controle.

As invasões, neste ambiente, voltaram a ser massivas, não tão somente em Roraima, mas em todas as regiões da Amazônia.

Os indígenas, como se designou na concepção do projeto Calha Norte, são aqueles que devem morrer. Eis, portanto, o genocídio contínuo, cantado em prosa e verso entre milicos e políticos das bases de sustentação do ex-presidente Bolsonaro.

O governo Lula, desde logo, adotou como prioridade, e não poderia ser diferente, a defesa dos Yanomami, desenvolvendo ações para combater a desnutrição e atuando no sentido de reestruturar a assistência em saúde naquele território. Mas faltam, ainda, os anúncios de medidas administrativas, políticas e jurídicas que busquem enfrentar os males do garimpo, dos garimpeiros e dos empresários, todos criminosos, que agem como tentáculos do genocida.

Há a necessidade urgente, nestes tempos de esperanças num novo governo, de que sejam desencadeadas ações que ponham um fim nas invasões, para que o amanhã dos Yanomami não se torne o retrato de hoje.

Artigo, escrito em 30 de janeiro de 2023.

*Membros do Conselho Indigenista Missionário – Cimi, Regional Sul

 

Fuente: Rede Jubileu Sul Brasil

Honduras. Bajo Aguán, una tragedia infinita

Tres dirigentes campesinos asesinados en menos de dos semanas, un conflicto producto de la expansión sin control del monocultivo de palma africana y de la minería que devasta territorios y contamina fuentes hídricas, la colusión de políticos, militares, policías y guardias privadas, son los elementos que han vuelto a incendiar una de las zonas más conflictivas de Honduras.

El 7 de enero fueron asesinados los dirigentes campesinos Aly Domínguez y Jairo Bonilla, defensores ambientales de la comunidad de Guapinol y miembros del Comité municipal de defensa de los bienes comunes y públicos de Tocoa.

En los años pasados, al menos 32 personas fueron requeridas fiscalmente por defender el territorio y los ríos que bajan del Parque Nacional «Montaña de Botaderos», cuya zona núcleo está siendo amenazada por la empresa minera Inversiones Los Pinares/Ecotek (NE Holdings Inc y NE Holdings Subsidiary Inc) antes EMCO Mining Company.

Después de una larga lucha y casi tres años de injusta, ilegal y arbitraria prisión preventiva, los defensores fueron liberados.

En esta zona nacen alrededor de 34 fuentes de agua que abastecen ciudades y comunidades. En especial los ríos Guapinol y San Pedro son los que están sufriendo los principales impactos. Nunca las comunidades y poblaciones de la zona fueron consultadas antes de otorgar las concesiones.

Los holdings que administran Inversiones Los Pinares son controlados por Lenir Pérez Solís, ya involucrado en el pasado en otros conflictos mineros, y Ana Facussé Madrid, hija del tristemente famoso terrateniente palmero Miguel Facussé Barjum.

El nombre de Facussé está relacionado con el grave conflicto agrario del Bajo Aguán donde decenas de campesinos organizados perdieron la vida.

En años pasados, la Rel UITA denunció ampliamente este conflicto, visitando varias veces la zona y solidarizándose con las organizaciones campesinas en lucha.

El asesinato de los dos defensores ambientales ha sido condenado a nivel nacional e internacional, exigiendo justicia para las víctimas, castigo para los autores materiales e intelectuales, retiro de las concesiones y cierre inmediato de la actividad minera.

“Exigimos al gobierno de Xiomara Castro avanzar de manera seria, responsable y profesional en la cancelación de la concesión para la explotación de óxido de hierro, que amenaza la vida de la población”, se lee en un comunicado del Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras (Copinh).

Más violencia

Once días después del asesinato de los defensores de Guapinol fue asesinado Omar Cruz Tomé, presidente de la cooperativa campesina Los Laureles e integrante de la Plataforma Agraria del Valle del Aguán.

Sicarios llegaron a su casa a plena luz del día y le dispararon unos doce balazos.

Oportunamente Cruz Tomé había denunciado la existencia de un plan de las empresas agroindustriales para asesinar a los principales liderazgos campesinos de la zona.

Una semana antes, junto a la Plataforma y al Bufete Estudios por la Dignidad, interpuso una denuncia en contra de Miguel Mauricio Facussé Saenz, hijo del fallecido terrateniente y actual presidente ejecutivo de Corporación Dinant, por considerarlo “actor y cómplice de una estructura criminal armada que opera para reprimir y violentar los derechos de las y los campesinos del Valle del Aguán”.

También había sido criminalizado y llevado a juicio, quedando absuelto del delito de usurpación agravada.

Entre diciembre y enero, la Plataforma Agraria ha registrado al menos 12 ataques violentos en contra de miembros de cooperativas campesinas.

En un amplio comunicado, el Bufete Estudios por la Dignidad exige al gobierno hondureño ejercer su función de liderazgo para parar la violencia en el Aguán, así como investigar y castigar a los responsables de todos estos ataques.

También que se impulse el acuerdo firmado con la Plataforma Agraria en febrero del año pasado, y que demuestre con hechos su compromiso con marcar la diferencia con el pasado, defendiendo los intereses del país antes que los intereses de grupos económicos.

“Estamos hartos de contar muertos en el Aguán y la tierra de nuestros compañeros y compañeras tienen sembradas más balas que granos básicos (…) El gobierno no puede permitir que la violencia se normalice, que se vuelva sistémica en contra de los defensores de la tierra y otros recursos naturales”, señala el comunicado.

Por: Giorgio Trucchi | Rel UITA
Fuente: Rel UITA

Foto: Guapinol Resiste

 

Fuente: Radio Temblor

 

Crisis: Continúa la ralentización de las actividades en Haití tras las altas tensiones

P-au-P, 30 de enero. 2023 [AlterPresse] — Las actividades comerciales y escolares luchan por reanudar su curso normal en la zona metropolitana de la capital, Puerto Príncipe, y en las provincias, este lunes 30 de enero de 2023, tras las fuertes tensiones provocadas por las protestas de los agentes de la Policía Nacional Haitiana (PNH) contra el asesinato de 7 de ellos, en Liancourt, comuna del Bajo Artibonite, por bandidos armados, según informaciones recogidas por la agencia en línea AlterPresse.

El comercio formal e informal, así como el transporte público, se han ralentizado en varios lugares de Puerto Príncipe, donde algunos bancos y empresas comerciales han mantenido sus puertas cerradas.

Muchos escolares y universitarios han sido enviados a casa.
En varias zonas, sobre todo en Canapé Vert y Bourdon (hacia el este de la capital), las calles están algo desiertas.

Las declaraciones del viernes 27 de enero de 2023 del Primer Ministro de facto, Ariel Henry, y del director interino del Pnh, Franz Elbé, llamando a la calma, no parecen inspirar confianza a los ciudadanos, que siguen mostrándose muy reticentes a realizar sus actividades habituales.

El domingo 29 de enero de 2023, se celebró una sesión del Consejo Superior de la Policía Nacional (Cspn) para debatir sobre las protestas de los policías nacionales del jueves 26 y viernes 27 de enero de 2023, tras el asesinato de sus compañeros los días 20 y 25 de enero de 2023, en Méthivier (Pétionville) y Liancourt, según una nota del Ministerio de Cultura y Comunicación (Mcc).

Los debates se centraron también en las medidas que deben adoptarse para que los policías nacionales puedan realizar su trabajo en las mejores condiciones posibles.

El gobierno de facto y el Pnh han anunciado que han tomado todas las medidas necesarias para promover la serenidad y el funcionamiento de las escuelas y todos los demás sectores de actividad.

Varios ciudadanos siguen manifestándose en Cabo Haitiano (Norte), Gonaïves y Saint-Marc (departamento de Artibonite), en solidaridad con las víctimas de la policía.

Además, la Comunidad del Caribe (Caricom) expresó su profunda preocupación por este nuevo deterioro de la seguridad en Haití, en una nota fechada el sábado 28 de enero de 2023.

El abandono por parte de las fuerzas de seguridad de su misión de proteger a todos los ciudadanos y mantener el orden público desestabiliza aún más Haití, deplora Caricom, al tiempo que condena enérgicamente el asesinato de policías nacionales.

«Las acciones de protesta de los miembros de las fuerzas policiales contra el Primer Ministro no pueden tolerarse», afirma Caricom, que les insta a preservar la paz y el orden y a «abstenerse de cualquier acción, que sólo podría contribuir a causar un daño aún mayor al país y a su pueblo». [emb rc apr 30/01/2023 12:30]

https://www.alterpresse.org/spip.php?article29007

Traducción Diálogo 2000.

Fuente: Haiti no MINUSTAH

Vida pelas vidas: purificar o Rio e fazer justiça às vítimas

Na IV Romaria pela Ecologia Integral, comunidades indígenas e de matriz africana ecoaram seu canto em memória às 272 vidas perdidas pelo rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Vale em Brumadinho (MG) e ofereceram vida nova ao rio Paraopeba

Durante a caminhada os representantes das comunidades indígenas e de matriz africana ecoaram seu canto. Fotos: Rory Wesley e Franklim Drumond

Na data em que se completam 4 anos desde a tragédia-crime da Vale em Brumadinho (MG), os povos indígenas que vivem no entorno do município participaram da IV Romaria pela Ecologia Integral. A IV Romaria foi marcada pela memória, tristeza e sofrimento das famílias das 272 joias mortas durante o rompimento. As comunidades indígenas se uniram com cantos e orações para curar a terra e o rio. Representantes do povo Pataxó, atingidos na aldeia Naô Xohã, e dos povos Kamakã Mongoió e Xukuru Kariri participaram das atividades da Romaria com apoio do Conselho Indigenista Missionário – Regional Leste.

Em 25 de janeiro de 2019, a barragem B1, da Mina Córrego do Feijão, de propriedade da empresa Vale, se rompeu. A lama matou 272 pessoas e afetou completamente a bacia do Rio Paraopeba. Pesquisas mostram que o índice de metais como ferro, alumínio e manganês estão presentes em águas superficiais e subterrâneas da região, em níveis elevadíssimos. Para as comunidades indígenas a Vale matou uma divindade (Txopai – o Rio). Para tal crime não há reparação possível.

No início da programação, Célia Ãngoho Pataxó, Cacique da Aldeia Katurãma, protestou contra a impunidade da mineradora que nunca paralisou suas atividades na região e, inclusive mantém as operações mesmo neste dia tão triste. A Cacique Ãngoho criticou a morosidade da justiça e conclamou todos a se manterem na luta por justiça social e ambiental. A deputada federal Célia Xakriabá esteve presente, acompanhando seus parentes na manifestação e pedindo respeito à vida e aos povos originários.

Durante a caminhada, os representantes das comunidades indígenas e de matriz africana ecoaram seu canto. Para finalizar o ritual de cura, os indígenas ofereceram vida pelas vidas, ofereceram vida nova para o Rio doente. O Cacique Merong Kamakã discursou em favor do rio e contra os projetos de destruição da natureza. Em seguida, derramou água limpa no Rio Paraopeba, convocando todos a cuidar do Rio como obra do Criador que não deve ser explorada.

A Romaria foi encerrada com as atividades promovidas pela Associação dos Familiares de Vitimas e Atingidos da Tragégia do Rompimento da Barragem Mina Córrego Feijão Brumadinho (AVABRUM), que fizeram um abraço simbólico no memorial das vítimas.

Durante a Celebração Eucarística organizada pela Região Episcopal Nossa Senhora do Rosário e presidida por Dom Vicente Ferreira houve o lançamento do Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – dados 2021. O exemplar do Relatório foi entregue ao bispo, que estava acompanhado de frei Rodrigo Perét, OFM e padre Dário Bossi, MCCJ ambos membros da Rede Igrejas e Mineração e da Comissão Especial da CNBB para a Mineração e a Ecologia Integral. O Cimi Regional Leste reafirma seu compromisso no apoio aos povos originários e aos atingidos por esse crime.

Fuente: Rede Jubileu Sul Brasil

APPA: Resumen de noticias de la semana del 23 al 28/1/23

La Agencia de Prensa Popular Haitiana (APPA) compparte su resumen semanal de noticias, con los siguientes titulares:

1.- «KONBIT ÒGANIZASYON» PIDE A LAS MASAS UN LEVANTAMIENTO GENERAL CONTRA PHTK.

2.- VARIAS DECENAS DE MANIFESTANTES PROTESTARON CONTRA LA PRESENCIA DE ARIEL HENRY EN LA CUMBRE DE CELAC EN ARGENTINA.

3.- VARIOS CIENTOS DE ALUMNOS PROTESTAN CONTRA EL SECUESTRO DE 6 ALUMNOS DEL LICEO FRITZ PIERRE-LOUIS.

4.- EN «FORT NATIONAL», HAY 23 HOGARES QUEMADOS.

5.- POHDH CREE QUE EL ACUERDO DE 21 DE DICIEMBRE ES UNA INTRIGA POLÍTICA PARA QUE EL PRIMER MINISTRO DE FACTO ARIEL HENRY SIGUE PERMANECIENDO AL PODER.

6.- BANDIDOS SECUESTRAN AL PROFESOR PIERRE BUTEAU ADENTRO DE SU CASA.

7.- BANDIDOS ARMADOS ASESINAN A 7 POLICÍAS EN EL DISTRITO DE LIANCOURT.

8.- LA POLICÍA INVADE LA RESIDENCIA OFICIAL DEL PRIMER MINISTRO DE FACTO ARIEL HENRY.

9.- CONFERENCIA SINDICAL INTERNACIONAL EN SOLIDARIDAD CON HAITÍ.

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¿Rebelión policial o ‘excusa’ para la intervención? Qué hay detrás de la nueva ola de violencia en Haití

La ONU denuncia que las fuerzas del orden no cuentan «con recursos suficientes y tampoco están equipadas» para hacer frente a la enorme violencia en el país.

¿Rebelión policial o 'excusa' para la intervención? Qué hay detrás de la nueva ola de violencia en Haití
Haitianos corren en medio de las protestas en Puerto Príncipe, Haití. 26 de enero de 2023 Odelyn Joseph / AP

Tiros en las calles, barricadas, neumáticos quemados, niños sin escuela, la residencia privada del primer ministro, Ariel Henry, atacada, y el Aeropuerto Internacional Toussaint Louverture bloqueado por policías armados. ¿Qué está ocurriendo en el empobrecido Haití?

En medio de la profunda espiral de violencia que sufre el país, las muertes y desapariciones en cadena de policías han encendido, una vez más, la llama en las calles en Puerto Príncipe, capital del país. Esta vez, los uniformados han salido en protesta por los homicidios de sus compañeros.

La Red Nacional para la Defensa de los Derechos Humanos (RNDDH) condenó los «asesinatos en serie de agentes» de la Policía Nacional de Haití (PNH) y el «acelerado deterioro de la situación». Y arrojó algunos datos de 2023: 14 agentes de la PNH han sido asesinados, dos resultaron heridos de bala por bandas criminales y otros dos se encuentran en paradero desconocido. 

Protestas en el Aeropuerto Iternacional Toussaint Louverture. Puerto Príncipe, Haití.Richard Pierrin / AFP

«Desatendidos por las autoridades estatales, parecen ser el objetivo preferido de los bandidos armados», apuntó en un comunicado, donde arremetió contra el primer ministro, porque, desde su punto de vista, los criminales «se han visto reforzados» desde que Henry llegó al poder.

«Se han vuelto más arrogantes en su modo de operar y expanden su territorio un poco más cada día, atacan regularmente a los funcionarios de la PNH», destacó.

También añadió otras cifras alarmantes. Desde el 21 de julio de 2021, día en el que Henry tomó posesión, 78 policías han sido asesinados. La organización nombra a cada uno de los agentes con nombre y apellido, la fecha del homicidio y el lugar en el que sucedió o donde se encontraron los cuerpos.

Haitianos queman neumáticos en protesta por el asesinato de policías. Puerto Príncipe, Haití.Richard Pierrin / AFP

La ONG acusa directamente al jefe del Gobierno, que dirige el Consejo Superior de la Policía Nacional, y al director general de la PNH, Frantz Elbé –que el jueves declaró el «estado de máxima alerta»–, de ser los «responsables de cada una de las muertes» por «no haber hecho nada por proteger y preservar» la vida de los agentes. 

Dice que tiene «fuertes razones» para pensar que el deterioro acelerado de la seguridad en Haití, tras una relativa calma, tiene «como objetivo justificar y obtener de la comunidad internacional el envío de una fuerza militar extranjera«.

Esta fuerza fue solicitada de manera oficial en octubre por el Gobierno de Haití, e incluso el secretario general de Naciones Unidas, António Guterres, propuso crear una misión integrada por militares de uno o varios países y no bajo bandera de la ONU. Pero, hasta el momento, el proyecto no se ha materializado. 

Dos niñas corren en medio de las protestas en Haití.Odelyn Joseph / AP

Para los opositores de Henry, la petición constituye «el intento de un Gobierno ilegítimo, impopular y cada vez más cuestionado de utilizar fuerzas extranjeras para mantener el poder a toda costa y retrasar así el retorno de Haití al orden constitucional».

Todavía están muy presentes dramas como el de 2010, cuando tuvo lugar del terremoto en Haití y se decidió enviar a fuerzas especiales para atender la catástrofe. Una ayuda que terminó en el recrudecimiento de la violencia, la aparición de brotes de cólera y escándalos por los abusos sexuales y violaciones perpetrados por los cascos azules contra mujeres y niñas.

«Nivel más alto de delincuencia»

La jefa de la misión de la ONU en Haití ante el Consejo de Seguridad, Helen la Lime, aseguró que lo que se vive actualmente es «el nivel más alto de delincuencia jamás visto en la isla caribeña».

«Las bandas criminales practican la violencia en todo el país como estrategia para oprimir a la población y expandir el control territorial», alertó La Lime, que hizo hincapié en los creciente niveles de violencia –especialmente, tras el asesinato de Jovenel Moise en 2021– y en las dificultades de las fuerzas del orden para enfrentarse a ellas.

Solo en 2022 hubo más de 1.300 secuestros y 2.100 asesinatos.

Policías armados atacan la residencia privada del primer ministro de Haití

Policías armados atacan la residencia privada del primer ministro de Haití

Naciones Unidas recuerda que dos facciones –G9 y G-Pep– llevan a cabo un enfrentamiento «sin precedentes» en Cité Soleil, el barrio marginal más grande de Puerto Príncipe.

«Las facciones asedian y desplazan a poblaciones enteras que ya viven en la pobreza extrema, bloqueando intencionalmente el acceso a alimentos, agua y servicios de salud en medio de un brote de cólera», apuntó.

La jefa de la misión en Haití insistió en que la PNH «sigue sin contar con los recursos suficientes y tampoco está equipada para hacer frente a la enormidad de la tarea que tiene por delante».

Fuente: https://actualidad.rt.com/actualidad/456401-policias-casa-primer-ministro-aeropuerto-haiti

 

Fuente: Haiti no MINUSTAH