Rotas do Minério de Ferro: impactos, violações de direitos e resistências populares

Os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo estão entrelaçados pela rede de produção do minério de ferro, que impõe um modelo de “desenvolvimento” e de organização centrados em megaprojetos violadores de direitos, que contaminam as águas, solo, ar e alimentos e deterioram os modos de vida das comunidades e territórios.

Os empreendimentos da mineração encontram-se inseridos em redes globais de produção do minério de ferro e se instalam nos territórios a partir de estratégias e práticas corporativas. Assim, o comportamento das empresas é similar em localidades distintas, resultando em padrões de violação de direitos e conflitos socioambientais que se repetem e se acumulam. Em resposta, existem construções de resistência e contestação social coletivas por parte dos povos territorializados.

A cartilha “Rotas do Minério de Ferro: impactos, violações de direitos e resistências populares”, produzida numa parceria entre o Instituto Pacs e o Grupo PoEMAS, surge da necessidade de conhecer melhor essa rede de produção, principalmente a partir da interligação das lutas cotidianas contra a destruição e as violações de direitos por empreendimentos mínero-metalúrgicos em diferentes localidades.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Send this to a friend