Retomada verde: COP-26 e o avanço da financeirização da natureza

Arte: Talita Ai Lô | Foto: Bruno Kelly/Amazônia Real

O que estará em pauta na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP-26)? Qual o projeto de sociedade e de modelo econômico estará em jogo nesta grande Conferência do Clima que vai reunir lideranças políticas de 196 países em Glasgow, na Escócia, entre os dias 31 de outubro e 12 de novembro? A COP-26 vem para dar materialidade e continuidade às transformações dos processos produtivos que reinventam o capitalismo? 

Diante da agenda global que incide na retomada verde e na transição socioecológica, diversos desafios estão colocados, especialmente para o Brasil, pois a Amazônia é detentora do maior estoque de recursos estratégicos – água, minerais e biodiversidade – do planeta e centro das atenções internacionais diante da perspectiva de escassez de recursos naturais necessários para o crescimento da economia mundial no século XXI.

Se por um lado os olhos do mundo estão voltados para as fontes de recursos naturais, por outro, estão concentrados no potencial de uma grande arquitetura, na qual o sistema financeiro internacional se acopla ao sistema de proteção ambiental via mecanismos tecnológicos muito sofisticados e complexos.

A pandemia de Covid-19, que já vitimou 4,55 milhões de pessoas no mundo, apresentou à comunidade humana mundial fronteiras científicas, econômicas e sociais ainda desconhecidas. O fenômeno acelerou ainda mais a ação de movimentos sociais, ativistas e lideranças políticas que tentam encontrar respostas para o mundo pós-Covid.

A pandemia deu materialidade de modo muito duro à “popularização” do processo de digitalização absoluta, simultânea e sincronizada de todos os espaços de interações próprias da vida social, como a educação básica à distância, a saúde com a telemedicina, o trabalho remoto em home office, excluindo milhões de pessoas que trabalham na área de serviços terceirizados, a economia com a digitalização, por exemplo, de todos os processos bancários e o amplo acesso a formas de consumo via tecnologias digitais como o NFC (Near Field Communication), algo como “comunicação por campo de proximidade” em português, o pagamento por aproximação que permite que compras sejam realizadas sem inserir o cartão na maquininha e sem precisar digitar a senha. Processos que afetam transversalmente tudo que se faz em sociedade, seja a procura de um emprego, de um relacionamento afetivo ou sexual, a forma de fazer compras ou de consumir serviços, tudo isso associado também à Internet das Coisas (IoT) que incorpora objetos a sensores, software e outras tecnologias com o objetivo de conectar e trocar dados com outros dispositivos e sistemas pela internet. Esses dispositivos variam de utensílios domésticos a máquinas sofisticadas utilizadas pela indústria ou pelo agronegócio.

O Brasil está prestes a realizar o maior leilão de escala do espectro 5G, que vai acelerar ainda mais os processos de digitalização das tarefas cotidianas e, sobretudo, potencializar o avanço do agronegócio e com ele o avanço da financeirização sobre os territórios. O que isso tem a ver com o movimento que em nome de salvar o planeta defende a retomada verde, ou seja, uma economia de baixo carbono e um crescimento econômico resiliente aos impactos das mudanças climáticas?

Não existe retomada verde sem a transformação digital. Elas formam um único processo que está por transformar definitivamente a experiência humana. Estamos em plena travessia, o mundo tal como conhecíamos antes da Covid-19 não vai mais voltar a existir. A pandemia acelerou enormemente processos que estavam em curso, assentando as bases para esse novo momento global .

Paradoxalmente, a COP-26 pode capitanear o marco de reinvenção do capitalismo, a virada de chave que dará novo lastro ao sistema financeiro. Como será esse capitalismo reiniciado? Quanto vale a agonia humana e do meio ambiente, com o desiquilíbrio do clima e o aumento da temperatura? Existe algo de sinistro nesse processo excludente e perverso. Notadamente o mundo está negociando um novo lastro para o sistema financeiro, e ao que tudo indica, ele depende muito do estabelecimento de um preço para as emissões de carbono (CO2). A ideia é promover a descarbonização, junto a isso estamos diante da desmaterialização do dinheiro, de novas formas de circulação de valores, no processo de hiperfinanceirização. Mas, quanto vale a agonia humana e do meio ambiente, com o desiquilíbrio do clima e o aumento da temperatura?

O admirável mundo verde que se imagina pretende ser um pacote completo: intenciona preservar o capital natural, oferecer transporte sustentável, garantir a neutralidade climática e uma energia limpa com transição justa. Mas, o fato é que no coração dessa grande transformação do capitalismo não está a distribuição de riquezas, o cancelamento das dívidas ilegítimas ou a taxação das grandes fortunas.

A grande alavanca para este novo mundo é a emissão do Green Bond ou bônus verde. Esses bônus já são emitidos por países como Estados Unidos, França e China para financiar uma infinidade de ações alinhadas à financeirização da natureza como a compra de novas tecnologias para tratamento de resíduos, para distribuição de água, para refazer as infraestruturas, a fim de que elas fiquem resilientes ao clima, para possibilitar a instalação de cidades inteligentes, para que se possa colocar em todos os lugares sensores e retransmissores que viabilizam o funcionamento efetivo da rede 5G. Esses elementos traduzem como os países do Norte vão vender o seu novo momento industrial, suas novas patentes, seus novos direitos de extrair valores e como os países do Sul, em nome do clima, vão ser convencidos a comparar, emitir e contrair novas dívidas, pelo pseudo nobre objetivo de salvar o planeta.

O novo momento do capitalismo será marcado pelo alinhamento financeiro que terá sua base fundamental na tecnologia.  Expressões como Green Bond, blockchain ou Global Stocktake 23 ainda estão distantes do vocabulário popular, mas de forma sistêmica, da pessoa mais rica à mais pobre no Brasil e no mundo, todas já vivem as consequências dessa nova ordem econômica que concretiza a financeirização da natureza. 

Com esse cenário cabe perguntar finalmente: qual será a resposta global à crise climática e para as profundas transformações a ela associadas? A agenda da retomada verde presente nas discussões da COP-26 não pode aparecer como algo neutro. Cabe sem dúvida acompanhar esses processos de maneira ativa, atenta e crítica.

Como enfrentar esse novo momento do capitalismo que pega carona na cultura de proteção ambiental? Estaríamos diante de um novo Cavalo de Troia? Não haverá “salvação” do planeta dentro do capitalismo.  “E preciso parar a locomotiva”, como disse o Papa Francisco, no dia 16 de outubro de 2021, no encontro com movimentos sociais de todo o mundo.  É necessário escapar das manobras do capitalismo verde, camufladas de consciência planetária.

Não devemos! Não pagamos!

Somos os povos, os credores!

Mudar o sistema, não o clima!

Fome e saque! Parem de financiar a destruição!

Fuente: Jubileu Sul Brasil

El gran señuelo: el capitalismo verde

Los grandes megacapitales están reuniendo a centenares de economistas y politólogos para preparar el mundo de la pospandemia. Ya han salido varios documentos. El principal tal vez sea el publicado por el conservador The Economist (principales accionistas las familias Rothschild y Agnelli) con el título: “El futuro que nos espera”. Si leemos los 20 puntos enumerados nos quedamos horrorizados: presentan un proyecto donde solo entran ellos, dejando fuera al resto de la humanidad, que será controlada, ya sea cada individuo o toda la sociedad, por la inteligencia artificial cuya función es desarmar y liquidar cualquier reacción en contra. La expresión introducida por el parásito príncipe Charles, en la última reunión en Davos es: “el gran reinicio” (the Great Reset). Lógicamente se trata de un nuevo comienzo del sistema capitalista que protege las fortunas de un puñado de multimillonarios. El resto, que se aguante.

Como afirmó la escritora alemana Helga Zepp-La Rouche (cf. Alainet 29/9/21): «En definitiva, se trata de una expresión altanera, petulante y racista de la élite global, la misma que para mantener sus privilegios mata de hambre diariamente a 20 mil personas, decreta guerras de exterminio y puede irresponsablemente destruir el planeta». Vean en qué manos está nuestro destino.

Predican el capitalismo verde, mero ocultamiento de la depredación que este hace de la naturaleza. El capitalismo verde de estas megacorporaciones que controlan gran parte de la riqueza del mundo, no es ninguna solución. Para él, ecología significa plantar árboles en los jardines de las empresas, llamar la atención sobre un menor uso de los plásticos y contaminar menos el aire. Nunca cuestionan su modo de producción, depredador de la naturaleza, la verdadera causa del desarreglo climático de la Tierra y de la intrusión de la Covid-19 y especialmente de la abismal desigualdad social y mundial.

Otro gran grupo de megacorporaciones emitió un documento sobre “la responsabilidad social corporativa de las empresas”. Robert Reich, exsecretario de trabajo del gobierno norteamericano desenmascaró este propósito engañador: «ellas están en el negocio de hacer la mayor cantidad de dinero posible, no de resolver los problemas sociales; buscan solamente el bienestar de “todos nuestros accionistas”» (cf. Carta Maior 30/9/21).

En otras palabras: el diseño de la gran banca, de las multinacionales y de la sociedad planetaria pensada por la élite global está configurado según sus conveniencias, nunca para salvaguardar la vida en la Tierra, incluir a los pobres, sino para garantizar sus fortunas y el modo de producción devastador que las produce. Los pobres, las grandes mayorías de la humanidad están totalmente fuera de su radar. Serán contenidos por la inteligencia artificial que impedirá que levanten la cabeza.

Si estos propósitos prosperan, se estará pavimentando el camino que nos llevará al desastre planetario, como ha advertido el Papa Francisco en las dos encíclicas ecológicas: “o cambiamos de rumbo y así todos se salvan, o no se salva nadie” (cf.Fratelli tutti, n.34).

Quienes detentan la decisión sobre los rumbos de la humanidad no han aprendido nada de la Covid-19 ni de los crecientes disturbios climáticos. Ellos confirman lo que decía el gran teórico de un marxismo humanista, el italiano Antonio Gramsci: “La historia enseña, pero no tiene alumnos”. Aquellos no han frecuentado la historia. Solo (des)aprenden de la razón instrumental-analítica que hoy en día se ha vuelto irracional y suicida.

Embriagados por su ignorancia y su codicia ilimitadas (greed is good), nos llevarán como inocentes corderos al matadero. No por voluntad del Creador ni por un desvío del proceso cosmogénico, sino por su irresponsabilidad y por la falta de conciencia de los errores cometidos que no quieren corregir. Y así, alegremente y disfrutando todavía de la vida, nos obligarán tal vez a sufrir el destino vivido hace 65 millones de años por los dinosaurios.

Por: Leonardo Boff

Ilustración: Alex Falcó Chang

Fuente: www.alainet.org

Falta de Sentencia contra David Castillo e Incertidumbre Jurídica en el caso de Berta Cáceres

El COPINH presenta comunicado en el plantón frente a la Corte Suprema de Justicia ante la falta de Sentencia contra David Castillo. Ante el plantón desarrollado hoy, el Poder Judicial pronuncia que está en proceso de redacción de sentencia condenatoria contra el coautor David Castillo, por ser el culpable del asesinato de nuestra compañera Berta Cáceres.

Aquí el tweet del Poder Judicial:
https://bit.ly/3AA0LFk

COMUNICADO:

A 529 años del inicio de la invasión a los pueblos indígenas, que seguimos resistiendo, 529 años de cárcel para David Castillo serían pocos para calmar el dolor que ha dejado en el pueblo Lenca, con el auspicio del Estado de Honduras. Hoy, 12 de Octubre del 2021, en el marco de la conmemoración del día de la Resistencia Indígena, el Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras (COPINH), comunica lo siguiente:

  1. La Sala Primera del Tribunal de Sentencia con Jurisdicción Nacional en Materia Penal ha incumplido su palabra sobre el tiempo para emitir la sentencia contra el condenado Roberto David Castillo Mejía, coautor del vil asesinato de nuestra hermana y compañera Berta Cáceres. Más de tres meses han transcurrido, y han expirado los tiempos procesales establecidos poniendo en riesgo el proceso de justicia.
  2. El Ministerio Público, a pesar de haber aceptado que aún faltan los autores intelectuales de este crimen, no han presentado ni procesado a los demás coautores. Cabalgan en la impunidad quienes ordenaron este crimen que continúan imponiendo la muerte invasora a los pueblos indígenas.
  3. Además, hacemos del conocimiento público la ausencia de resolución que deje en firme la sentencia contra los condenados por el asesinato en 2018, Sergio Rodríguez, Douglas Bustillo, Mariano Díaz y otros.

Por tanto,

  1. Seguiremos haciendo nuestra la justicia de no quedarnos callados ni calladas y de disputar ante la espuria institucionalidad hondureña cada milímetro de justicia que debamos arrebatar y exigir.
  2. Exigimos a la sala primera del Tribunal de Sentencia, la pronta y contundente sentencia al presidente de DESA, Roberto David Castillo Mejía, parte de la maquinaria de violencia al pueblo Lenca.
  3. Exigimos a la Sala de lo Penal de la Corte Suprema de Justicia que resuelva los recursos pendientes y reafirme la condena a los 7 autores materiales juzgados en el primer proceso por el asesinato de Berta Cáceres.
  4. Finalmente exigimos la captura de los miembros de la familia Atala Zablah, de una vez por todas, por el crimen contra nuestra compañera y los demás crímenes contra nuestro pueblo.

¡Berta vive en la resistencia de los pueblos!

¡Sentencia y Pena Máxima Para Castillo!

Dado en La Esperanza, Intibucá a los 12 días del mes de octubre del 2021.

 

Fuente: COPINH

 

 

Pueblos originarios en Panamá conmemoran el 12 de octubre, día de la resistencia indígena.

En horas de la mañana de ayer, distintos representantes de los pueblos originarios se congregaron en el parque Porras para recordar el 12 de octubre, como el día de la resistencia indígena. Durante su estancia en este sitio se podía oír música de protesta social de cantantes latinoamericanos como Silvio Rodríguez, Mercedes Sosa, Gabino Palomares y de la agrupación Kuna Revolution.

De allí se partió hacia la sede de la alcaldía, mientras los manifestantes coreaban consignas como: “Quienes nos enseñaron a luchar: Victoriano y Urraca”, “A 529 años, seguimos resistiendo”, “12 de octubre no fue descubrimiento sino genocidio”, una vez se arribó a la sede, los representantes indígenas en las afueras tomaron la palabra y se dirigieron a las personas que allí se encontraban, creando conciencia sobre el verdadero significado del 12 de octubre en la historia nacional y fuera de nuestras fronteras.

Luego de esto, salió la vicealcaldesa Judy Meana y el director de las etnias para esta institución, Samuel Samuels. Quienes recibieron la nota en la que los pueblos indígenas solicitan la remoción del conquistador español Vasco Núñez de Balboa de la cinta costera y en su lugar sea colocada la estatua de Urraca.

Copiamos abajo algunas líneas de esta nota:

“Hoy, otro 12 de octubre que nos baña el recuerdo de sangre y dolor. Y nos congoja y llena de vergüenza cohabitar en un país que impulsa a un personaje cuya crueldad y antecedente nefasto y comportamiento criminal oculta la historia panameña a tal magnitud y de forma irracional lo consideran héroe nacional. Nos referimos a VASCO, corregimos Asco Núñez de Balboa. Nos indignamos y hoy una vez más elevamos nuestro grito en contra de la mentira. Los pueblos de Abya Yala que desde la llegada de los españoles han levantado la lucha anticolonial aún, en pleno siglo XXI, no nos rendimos ante ese hecho histórico que sigue imponiendo este sistema. Más de 500 años de resistencia nos ha costado vidas humanas y vidas ecológicas. El sendero que recorrió y la lucha que nos enseñó URABA, conocido también como URRACÁ, la hemos retomado. Son sus aportes ancestrales de lucha por la dignidad, por la vida y la existencia humana, los que nos dan la razón suficiente para solicitar que sea la estatua de Urracá, la que deba levantarse sobre la mirada del horizonte en el pacífico y que se baje de una vez por todas la de aquel criminal cuyo único recuerdo que guardamos de ese personaje es el genocidio que causó a nuestros ancestros. En la hora de celebrar los 200 años de la existencia del istmo, levantamos la voz para recordarles que hemos existido mucho antes de aquel bicentenario, son los pasos ancestrales que definen nuestra existencia, es el valor milenario que celebramos sol a sol, luna tras luna, resistencia a resistencia…”

La alcaldía se comprometió próximamente acordar una reunión con los representantes de los 7 pueblos indígenas para dialogar sobre la petición.

Escuche producción sonora aquí:

Ir a descargar

De allí, siguió la caminata hacia la cinta costera donde está ubicada la estatua del genocida Vasco Núñez, la sorpresa para los presentes fue que al llegar estaba cercada y custodiada por fuerzas policiales, como si se tratara de un tesoro nacional.

Una vez allí, los manifestantes nuevamente tomaron la palabra dirigiéndose a los transeúntes y a los policías para seguir despertando la conciencia sobre la importancia de reflexionar a la historia desde la mirada crítica y no desde estos personajes quienes no debemos tener como referentes.

Texto y fotos: Dania Betzy Batista Guevara.

12 de octubre. Siguen las venas abiertas, más al saqueo del usurpador capitalismo

Nada que celebrar, nada de júbilo, ni encuentro de culturas. Una fecha marcada en cada día de la gente de Abya Yala, que resiste a un modelo de desarrollo explotador, traficante de sueños y muertes por doquier a cualquiera hora del pueblo latinoaméricano.

El 12 de octubre de 1492, fue el inicio de la insurrección popular ante el impositivo pensamiento dominante y hábitos colonizadores, que ha tratado en cada crisis económica de filtrar, bajo el pregón de salvaguardar el porvenir de los futuros, sin pensar que los presentes cargan una gran deuda eterna.

Sigue nuestra América desangrándose, por la falsa y permanente política del despojo, de la mediocridad minúscula del opresor, que reinventa las crisis sociopolíticas para imponer fórmulas de remedios capitalistas, reformas, y reestructuraciones financieras, que van de la mano de la explotaciones de los bienes ecológicos para sellarlos en las bolsas de valores. Mientras a los pueblos le repiten el ciclo histórico del sufrimiento y olvido, como aún permanecen muchos de los pueblos, afros, originarios y campesinos.

Panamá, punto geopolítico, istmo desarmado y apuñalado por una megaobra marítina, sostiene esos dictámenes históricos de la circulación de capitales y mercaderes de los corsarios y piratas financieros del globo. Que nos mantienen en la desigualdad social productos de sus actos de corrupción. Así como de las fallidas soluciones a la pobreza y al cambio climático.

Pero he allí, a la gente, gente de color, gente rebelde que se alza con el grito de justicia y libertad, el basta de este genocidio, de este terricidio, y exterminio. Así como los estallidos de Chile, Ecuador, Bolivia, Colombia, Brasil, nacionalidades originarias Mapuches, Shuar, Ngäbe, BriBri y muchos más pueblos, que se multiplican para convertir a sus hijas e hijos en la esperanza de un mejor mañana. Tejida por el amor de matria y patria, tejida por las lecciones de mártires, de héroes anónimos, desaparecidos y desaparecidas sin razón. Aquí inicia la deconstrucción hacia la liberación ante el yugo esclavizante. Para levantar colectivamente la asunción terrenal, los saberes, emulados y pluralizados hacia un mejor continente en que pueda sostenerse de una economía ecológica, popular y solidaria, donde los otros mundos puedan respirar sin pasaporte, donde todxs quepan.

Así es la Abya Yala de los de ayer, presentes y siempre… Cada día rebeldes y alegres.

Colectivo Voces Ecológicas COVEC productores de Radio Temblor Internacional

Fuente: Radio Temblor