Brasil. Dos años del crimen ambiental de Brumadinho

El 25 de enero se conmemora dos años del más grave crimen ambiental y social de Brasil. Ese día estalló la represa de la empresa Vale en la ciudad de Brumadinho, en Minas Gerais. Las consecuencias de este crimen resuenan en las comunidades afectadas y en los familiares de las 272 víctimas. Hasta hoy 11 personas siguen desaparecidas. 

El crimen que hubiera sido evitado dejó trabajadores sin ingresos, destruyó el sueño de centenas de personas y la vida de miles que tenían el río Paraopeba como fuente de agua y abastecimiento, además de ocio y descanso.

En esos dos años, el volumen de recursos anunciado por Vale para pago a los accionistas es de 19.600 millones de reales. En el mismo período, se pagaron 3.700 millones de reales por daños y ayudas de emergencia a los afectados por la tragedia.

Organizaciones ambientales y comunidades afectadas aún exigen justicia.

Por: Vanessa Martina Silva. Radio Temblor Internacional

Fotografía: Ricardo Stuckert 

 

 

Fuente: Radio Temblor 

Brasil: Revista pretende tornar o tema da Dívida Pública mais acessível à população

Publicação “A Dívida Pública e seu impacto na vida das mulheres”, de iniciativa do Coletivo de Mulheres da Rede Jubileu Sul, será lançada neste 9 de dezembro, às 19h30, com transmissão ao vivo nas redes sociais

A dívida pública no Brasil atingiu, em 2020, aproximadamente R$ 6,54 trilhões, o que representa mais de 90% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, além de ser o maior patamar na série histórica, monitorado desde 2006.

A Dívida pública no Brasil atingiu, em 2020, aproximadamente R$ 6,54 trilhões, o que representa mais de 90% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, além de ser o maior patamar na série histórica, monitorado desde 2006.

A dívida pública é uma verdadeira armadilha articulada pela ação de governos e instituições financeiras multilaterais. Neste contexto, as mulheres – especialmente as mais vulnerabilizadas – são as principais vítimas dessa armadilha, considerando que são as mais afetadas pelo modelo de exploração capitalista que tem na dívida pública um dos seus principais instrumentos de manutenção.

A advogada Magnólia Said, técnica do Esplar – Centro de Pesquisa e Assessoria, enfatiza que para as mulheres as consequências são maiores pelo fato de não serem consideradas sujeitos nas políticas de desenvolvimento. “Seu papel naturalizado de reprodução e de cuidados tem sido, ao longo dos anos, o sustentáculo da acumulação do capital, em função da desvalorização e exploração de seu trabalho. Para sair dessa armadilha, o primeiro passo será recusar o papel que o sistema do capital tenta consolidar para as mulheres como destino”, argumenta.

Buscando contribuir no aprofundamento dessas discussões, e apontar as consequências do pagamento da dívida para as mulheres e demais grupos em situação de vulnerabilidade, o Coletivo de Mulheres da Rede Jubileu Sul Brasil produziu a Revista “A Dívida Pública e seu impacto na vida das mulheres”.

Conforme consta no texto de apresentação, a Revista pretende “mostrar como historicamente a Dívida Pública tem sido a base de sustentação da exploração, opressão e da dominação dos povos, afetando particularmente as mulheres (…)  a Dívida é o eixo de sustentação do sistema do capital. É ela que sustenta a acumulação de riquezas que vem sempre acompanhada da dominação patriarcal”.

Com lançamento no dia 9/12 (quarta-feira), às 19h30, pelas redes sociais da Rede Jubileu Sul Brasil, a revista está organizada em seis capítulos, com uma linguagem didática, apresentando exemplos do cotidiano, dados estatísticos e imagens.

O primeiro capítulo, com o título “O que é mesmo desenvolvimento?”, discute as diferentes concepções de desenvolvimento e aborda conceitos como capitalismo, mercantilização da vida, mais-valia e financeirização da natureza.

Intitulado “As mantenedoras do capitalismo”, o segundo capítulo aborda como as instituições financeiras multilaterais – a exemplo do Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional (FMI) – colaboram decisivamente para o funcionamento do sistema capitalista, por meio de três ações: ofertam empréstimos de recursos aos governos para financiamento de políticas públicas ou pagamento de dívidas; assessoram os governos na elaboração e execução de suas políticas; e avalizam os países tomadores de empréstimos junto ao sistema financeiro internacional.

Os capítulos 3 e 4 são dedicados à discussão sobre a origem da dívida e as estruturas de poder que a legitimam, a farsa do pagamento da dívida com o FMI, as medidas de ajuste exigidas pelas instituições financeiras e os impactos desses ajustes na vida das mulheres.

Com o título-questionamento “Existem alternativas à perpetuação da chantagem da dívida”, o quinto capítulo apresenta os caminhos necessários para o rompimento da armadilha do endividamento. Taxação de grandes fortunas, propriedades, heranças e doações; taxação sobre dividendos e rendimentos das grandes empresas; tributação de bens supérfluos, de lucros e de remessas de lucros para o exterior; aumento da arrecadação do Imposto de Renda de pessoas ricas ou de regulação dos mecanismos de pagamento de tributos para evitar a evasão fiscal; e auditoria integral e detalhada da dívida pública brasileira são algumas das propostas apresentadas na revista.

No último capítulo, a revista faz uma convocação às diversas organizações da sociedade civil brasileira para a priorização de pautas que contribuam na superação das desigualdades.

Num dos trechos desse capítulo está expresso que “não devemos aceitar projetos habitacionais a serem realizados à custa do isolamento sociocultural e político das populações beneficiadas; não devemos aceitar que a Lei Maria da Penha continue voltada quase exclusivamente para o aspecto da execução penal; devemos exigir campanhas permanentes de enfrentamento à violência contra a mulher, com uma educação voltada para o tema, desde a escola e a cultura; não devemos aceitar o esvaziamento de políticas para a juventude (o assassinato de mulheres adolescentes e a violência sexual crescem assustadoramente)”.

Para Magnolia Said, uma das autoras da revista, o objetivo fundamental é

“Contribuir para que as mulheres percebam como e por que os processos de endividamento aprofundam a divisão geopolítica estabelecida entre países imperialistas e países dependentes e a divisão por classe e raça, privando as pessoas do direito a uma vida digna”

A advogada acredita também que a publicação ajuda no entendimento de que “a resistência à dominação do capital deve ser diária, a partir do cotidiano, não podendo estar dissociada da luta contra o sistema de dominação que gestou instituições para influenciar, explorar e controlar a vida das mulheres, a exemplo das Instituições Financeiras Multilaterais”.

Outro importante papel a ser cumprido pela revista é tornar o tema da dívida pública – muitas vezes ainda restrito a especialistas – cada vez mais acessível ao conjunto da sociedade.

“O tema da dívida está no domínio de especialistas, assim como outras questões do âmbito da economia, porque tem relação com patriarcado e poder. Desvendá-lo significa passar a entender como a sociedade está organizada, estratificada, hierarquizada e racializada, para atender aos interesses do capital. Uma vez que o capitalismo se alimenta da exploração/opressão, em especial da exploração do trabalho das mulheres, é a partir do cotidiano dessas mulheres, de sua labuta diária, de como elas lidam com o trabalho doméstico e de cuidados, que elas mesmas vão  encontrar as explicações e estabelecer os vínculos que existem entre suas condições de vida e o crescimento da dívida pública”, ressalta Said.

Lançamento
Revista “A Dívida Pública e seu impacto na vida das mulheres”.
Dia: 09/12 (quarta-feira)

Horário: 19h30
Transmissão ao vivo pelo Facebook e pelo canal do Youtube da Rede Jubileu Sul Brasil

 

Fuente: Jubileu Sul Brasil

Dia da Consciência Negra aponta para a longa luta antirracista no país

Data foi oficializada em 2011, mas dia da morte de Zumbi é rememorada pelo movimento negro desde a década de 1970

Nara Lacerda

Brasil de Fato | São Paulo (SP) |

 

Monumento homenageia Zumbi dos Palmares em Salvador (BA) – Gorivero / Wikicommons

Na década de 1970, um grupo de militantes, incentivado pela descoberta histórica da data de morte de Zumbi dos Palmares, celebrou pela primeira vez o Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro. A trajetória do líder do quilombo de Palmares inspirou a criação de um momento que relembrasse a luta contra o racismo no Brasil. Oficialmente, a data só seria inserida no calendário do país em 2011. A demora soa quase irônica, frente à lentidão histórica para a inclusão real das pessoas pretas no Brasil.

Nesta semana o BdF Explica como essa história começou e qual é a importância dela hoje.

Embora seja um personagem centenário, pouco se sabe sobre a história de Zumbi dos Palmares. Há divergências entre historiadores sobre sua infância e sua vida. Boa parte do que foi documentado está sob o ponto de vista dos autores dos diversos ataques contra Palmares. Há um fato que parece ser consenso, no entanto. O líder discordou de tentativas de acordo com a coroa portuguesa. 

Uma carta resgatada pelo historiador Décio Freitas no livro República de Palmares, assinada pelo rei de Portugal, tentava negociar com o quilombo. No texto a coroa dizia que iria “perdoar todos os excessos” de Zumbi em troca de lealdade e fidelidade ao reino. “o faço por entender que vossa rebeldia teve razão nas maldades praticadas por alguns maus senhores em desobediência às minhas reais ordens”, dizia o rei. 

Leia mais:20 de novembro: aquilombados, resistiremos!

Zumbi não aceitou o acordo. O fato do personagem histórico negar negociar com os responsáveis diretos pela escravidão e não admtir a ideia de lealdade a essas pessoas fala muito sobre o líder . Liga Zumbi diretamente ao espírito da luta do povo preto até a atualidade. O fim da escravidão no Brasil não significou inclusão na política, na economia e a garantia de direitos humanos básicos.

Não é exagero afirmar que os trabalhos forçados dos cidadãos africanos, que foram obrigados a migrar para o Brasil, estão na base da construção do país. Entre os séculos XVI e XIX cerca de 11 milhões de pessoas de diferentes países da África foram trazidas para as Américas de maneira forçada, como escravos. O Brasil recebeu seis milhões desses cidadãos.

O trabalho dessa gente em lavouras de cana-de-açúcar e café, minas de ouro e diamante e como serviçais domésticos sustentou os lucros do país por séculos. Foi da escravidão que vieram os ganhos de latifundiários e fazendeiros, os produtos para exportação, a criação e educação dos filhos da elite branca. A economia brasileira cresceu completamente dependente do crime da escravidão.

Ainda assim, mais de 100 anos após o fim da escravidão, a marginalização do povo preto é parte da realidade. O racismo é uma marca colonial persistente. Nesse contexto, Palmares é visto como símbolo da possibilidade real de uma comunidade com economia própria e vida independente do pensamento e do poder colonizador.

No Brasil hoje, os índices de desempregro, violência, pobreza, pouco acesso à educação, entre muitos outros problemas estruturais ainda atingem mais a população preta. Não é possível negar a conexão dessas realidades e o fato de que, por séculos, os povos africanos foram vistos como ferramenta para trabalhos forçados. Corrigir o racismo exige uma revisão histórica e social.

Edição: Rogério Jordão

 

Fuente: Brasil de Fato

Jubileu Sul Brasil: Campanha ‘Raízes para Futuro’ incentiva crianças e jovens a plantar árvores e flores

A Rede Jubileu Sul Brasil está apoiando a ação solidária Raízes para o Futuro, que incentiva crianças e jovens a plantarem árvores, flores e outras sementes como forma de expressão sobre a importância da proteção ambiental, ressaltando que o bem-estar da infância e da juventude estão conectados a um meio ambiente saudável.

Para participar, o Jubileu Sul Brasil convida às crianças e jovens ao plantio simbólico de árvores, flores, jardins e arbusto na primavera de 2020, e a enviar as fotos da atividade pelo e-mail projeto.ods@jubileusul.org.br até o próximo dia 16 de novembro (segunda-feira), Dia Internacional dos Direitos da Criança. As imagens vão se unir a outras enviadas por vários países que se somam à campanha. Quem preferir, também pode publicar nas redes sociais junto com as hashtags #raizesparaofuturo e #jubileusul.

Quem preferir também pode fazer desenhos ou gravar pequenos vídeos (cerca de 45 segundos) sobre a temática. Organizações, escolas e famílias também podem realizar atividades de sensibilização com escrita, pintura, gravação de áudio ou vídeos nas quais as crianças reflitam sobre questões norteadoras, que são: 1) Como você imagina o mundo daqui 10 anos? 2) O que você sente falta no mundo? 3) Como seria o mundo ideal para vocês?

Entre os dias 10 e 20 de novembro, o Jubileu Sul Brasil promove uma ação nas redes sociais e no site divulgando os conteúdos recebidos. Com o lançamento da campanha, em setembro, a rede realizou um debate interno sobre a campanha e as questões em debate, além de incentivar suas organizações membro a participar.

De iniciativa da DKA Áustria, organização que integra o Movimento de Crianças Católicas do país da Europa Central, a campanha dialoga com Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas – o ODS 2 (fome zero e agricultura sustentável) e o ODS 13 (ação contra a mudança global do clima), ambos monitorados pelo Jubileu como parte da ação Protagonismo da Sociedade Civil nas Políticas Macroeconômicas, e ainda o ODS 12 (consumo e produção responsáveis).

O tema da justiça socioambiental é outra questão prioritária do Jubileu Brasil que se conecta com a campanha, assim como o combate ao racismo estrutural que criminaliza e vitimiza meninos e meninas pobres de nossas cidades. A rede luta e defende um modelo de desenvolvimento que respeite os povos e a natureza, além de rechaçar o endividamento e a perda de soberania que também impactam no futuro das crianças e adolescentes dos países da América Latina e Caribe.

Fuente: Jubileu Sul Brasil

Instituto PACS: “Arte, Comunicação e Cultura como Resistência” é tema do podcast Saberes em Autogestão

Está no ar o terceiro episódio do podcast Saberes em Autogestão, com o tema “Arte, Comunicação e Cultura como resistência”!

Ouvimos as experiências em autogestão de Deysi Ferreira (Teia dos Povos da Bahia), Pedro Stilo (Coletivo Pão e Tinta) e Yane Mendes (Rede Tumulto), que utilizam a arte e a comunicação para fortalecer seus territórios, transformar e potencializar as realidades locais.

Nesta primeira temporada, contaremos com cinco episódios de diferentes temas a partir da perspectiva da autogestão nos territórios. O podcast está disponível em todas as plataformas de áudio e no nosso canal no Youtube.

“Saberes em Autogestão” é uma realização do Instituto Pacs em parceria com o Coletivo Autogestão. O programa tem o apoio de Pão Para o Mundo, Fundação Rosa Luxemburgo e União Europeia, através do projeto “Protagonismo da Sociedade Civil em Políticas MacroEconômicas”, junto com a Rede Jubileu Sul Brasil e Jubileu Sul / América.

Episódio #3:

Apresentação: Alex Hercog

Convidadas/o: Deysi Ferreira, Pedro Stilo e Yane Mendes

Roteiro: Alex Hercog, Isabelle Rodrigues e Rafaela Dornelas

Edição: Alex Hercog

Ilustração: Gabriel Kieling (@kielingg) / Coletivo Etinerâncias

 

Fuente: Instituto PACS