El 26 de octubre: #LunesContraLaDeuda – 14° Foro de Denuncia: Energía / Modelo Productivo

El lunes 26 de octubre, a las 17 hs., el Juicio Popular a la Deuda y al FMI desarrollará su 14º Foro de Denuncias con el eje puesto en la Energía y el Modelo Productivo, es decir, en cómo el endeudamiento público al servicio de la usura forma parte de un concreto modelo productivo y de utilización de la energía, con sus graves consecuencias sobre los trabajadores, los pueblos, la sociedad y la naturaleza. El Foro será transmitido en vivo por el canal de Youtube de la Autoconvocatoria por la Suspensión del Pago e Investigación de la Deuda: https://youtu.be/ivCxMCRh90k

En este 14° #LunesContraLaDeuda, presentarán denuncias Luciana Ghiotto, de ATTAC (Asociación por una Tasa a las Transacciones Financieras especulativas para Ayuda a los Ciudadanos) Argentina; Hugo Godoy, Secretario General de la ATE (Asociación de Trabajadores del Estado) y Secretario General Adjunto de la CTA (Central de Trabajadores de la Argentina) Autónoma; Gastón Kuttnick, delegado de APTA (Asociación de Personal Técnico-Aeronáutico)-Austral y militante de Opinión Socialista; Julio Acosta, Secretario General de FeTERA (Federación de Trabajadores de la Energía de la República Argentina); Fernando Cabrera, de Observatorio Petrolero Sur; Gustavo Lahoud, docente e investigador en Energía y Política Exterior, integrante de Unidad Popular; y Aldana Castagno, de Marea Roja en la ILPS (Liga Internacional de Lucha de los Pueblos).

Los Foros de Denuncia #LunesContraLaDeuda, constituyen un primer momento del Juicio Popular a la Deuda y al FMI, impulsado en el marco de la Campaña popular por la suspensión del pago e investigación de una deuda que se entiende ilegítima, ilegal y odiosa, con grave incidencia en las diversas dimensiones de la vida cotidiana. Cada Foro cuenta con la presencia y preguntas de integrantes del Tribunal popular – Adolfo Pérez Esquivel, Nora Cortiñas, Nina Brugo, Alejandro Bercovich y Miguel Julio Rodríguez Villafañe – y de les fiscales Liliana Costante, Verónica Heredia y Carlos Zerrizuela.

Anteriores Foros de Denuncia abordaron el nefasto impacto de la deuda pública y el FMI sobre la Salud; el Hambre, la Soberanía Alimentaria y el Territorio; el Trabajo; los derechos de las mujeres, feminismos y disidencias sexuales; el Agua y el Extractivismo; los Pueblos Originarios; la Educación; el Hábitat; Niñez y Juventud; Jubilades y la Crisis Climática; Pueblos de Nuestra América. Las videograbaciones de estos Foros están disponibles en este mismo canal de la Autoconvocatoria Deuda.

Están convocadas todas las organizaciones populares a participar en el Juicio Popular a la Deuda y al FMI, compartiendo sus denuncias, acercando sus testimonios y documentación, organizando una audiencia o actividad relacionada. Invitamos a comunicarse a través de los canales de la Autoconvocatoria, o directamente al correo juiciopopulardeuda@gmail.com .

¡FRENTE A LA DEUDA Y AL FMI, IMPULSAMOS UNA AMPLIA CAMPAÑA POPULAR!
¡SUSPENSIÓN DEL PAGO E INVESTIGACIÓN DE LA DEUDA ILEGÍTIMA, ILEGAL Y ODIOSA!
¡QUE PAGUEN LOS QUE SE BENEFICARON DEL FRAUDE DE LA DEUDA!
¡LA DEUDA ES CON EL PUEBLO!

AUTOCONVOCATORIA POR LA SUSPENSIÓN DEL PAGO E INVESTIGACIÓN DE LA DEUDA

20 anos depois: o Plebiscito da Dívida, as suas sementes e os seus frutos

Colagem com fotos e palavras recortas de jornais e revistas. Ao fundo, um homem vota durante um plebiscito. No primeiro plano, a frase: “20 anos Plebiscito da Dívida Externa

 

“Não podemos permitir que a atual e as novas gerações percam a memória do que aconteceu, aquela memória que é garantia e estímulo para construir um futuro mais justo e fraterno (…) Não me refiro só à memória dos horrores, mas também à recordação daqueles que, no meio dum contexto envenenado e corrupto, foram capazes de recuperar a dignidade e, com pequenos ou grandes gestos, optaram pela solidariedade, o perdão, a fraternidade. É muito salutar fazer memória do bem”.

As frases que abrem esse texto estão presentes na Fratelli Tutti, a mais recente encíclica do Papa Francisco. Versando sobre a fraternidade e a amizade social, a encíclica foi divulgada em 4 de outubro deste ano, dia de São Francisco de Assis, a quem é atribuído o ensinamento: “comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível e, de repente, você estará fazendo o impossível”.

É justamente no sentido de fazer a memória do bem, de que nos fala o papa latinoamericano, que assume relevância relembrar uma experiência popular – que parecia impossível – feita há 20 anos, mas que teve início antes e permanece ecoando ainda hoje. Esse é o objetivo principal da série informativa “Comemoração e Memória”, que desde o início de setembro celebrou a memória e a história do Plebiscito Popular sobre a Dívida Externa, realizado em todo o Brasil entre os dias 2 e 7 de setembro de 2000.

As sementes do caminho

Mas como dito anteriormente, essa história só foi possível pelos seus antecedentes. E um marco determinante para o Plebiscito foi a 3ª Semana Social Brasileira, entre os anos de 1997 e 1999. Com o tema “Resgate das Dívidas Sociais: Justiça e Solidariedade na Construção de uma Sociedade Democrática”, a 3ª SSB – ação da Igreja Católica, que se caracterizou pela pluralidade e pelo alcance nacional – buscou evidenciar que os recursos destinados aos credores externos eram subtraídos de áreas essenciais para a promoção da dignidade humana.

Em articulação com a 3ª SSB, mas com uma composição ainda mais ampla, aconteceu entre 21 e 23 de julho de 1988, em Brasília, o Simpósio Nacional sobre a Dívida Externa, em que militantes sociais e especialistas da América Latina debateram a problemática do endividamento público, constatando que era urgente romper com as estruturas de dominação que destruíam a economia e a soberania nacionais.

Foi nesse Simpósio que se aprovou a organização do Tribunal da Dívida Externa, que ocorreu dos dias 26 a 28 de abril de 1999, no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro. Ao final de três dias de intensos debates, o veredito das 1200 pessoas presentes foi: “adívida externa brasileira, por ter sido constituída fora dos marcos legais nacionais e internacionais, e sem consulta à sociedade, por ter favorecido quase exclusivamente as elites em detrimento da maioria da população, e por ferir a soberania nacional, é injusta e insustentável ética, jurídica e politicamente”.

Como expressão de que o tema da dívida se demonstrava um problema não apenas brasileiro, o Tribunal se integrava à Campanha do Jubileu 2000, lançada em 1998 por uma coalizão internacional de igrejas e grupos de ativistas, em favor do cancelamento da dívida dos países de baixa renda e mais endividados.

Os frutos que são também sementes

Foi nesse contexto histórico de mobilização nacional e internacional que produziu-se,  na Semana da Pátria (que deveria chamar-se Mátria, dado o papel protagonista das mulheres para o nosso desenvolvimento), um Plebiscito que teve a participação de mais de seis milhões de brasileiras e brasileiros, à época algo equivalente a 5,16% do eleitorado do país.

Durante aqueles dias, mais de 90% das pessoas que se manifestaram nas 50 mil urnas instaladas por 100 mil voluntários em 3 mil municípios do país disseram: não ao pagamento da dívida externa, disseram não à manutenção do acordo firmado pelo governo federal com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e disseram não ao comprometimento do orçamento público com o pagamento da dívida.

Demonstrando a conexão entre diversas mobilizações populares, o último dia de votações do Plebiscito foi a data da 6ª edição do Grito dos/as Excluídos/as, que teve o tema “Progresso e Vida, Pátria sem Dívida$” e problematizou o sistema de dependência financeira que subjugava o Brasil e demais nações empobrecidas.

Dois anos depois, entre 1 e 7 de setembro de 2002, mais de 10 milhões de cidadãs e cidadãos em 3.894 municípios disseram: não à adesão do Brasil à Área de Livre-Comércio das Américas (ALCA); não à permanência do governo nas negociações para a formação do bloco econômico; e não à cessão da base de Alcântara, no Maranhão, aos Estados Unidos.

Assim como o Plebiscito de 2000, o último dia de votações coincidiu com a realização do Grito dos/as Excluídos, naquela ocasião em sua oitava edição. Com o lema “Soberania não se negocia”, o Grito alertou que a ALCA era uma forma de negociar as riquezas dos países das Américas aos interesses do imperialismo estadunidense.

Meses antes do Plebiscito da ALCA e da 8ª edição do Grito, em janeiro de 2002, no âmbito do II Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, o Tribunal Internacional da Dívida – formado por militantes e intelectuais de diferentes países do Sul Global – considerou ilegítima, injusta e insustentável ética, jurídica e politicamente a dívida externa dos países do Sul, apontando os bancos, as corporações transnacionais, os governos dos Norte, o FMI, o Banco Mundial e outras instituições financeiras internacionais como promotores das medidas que subalternizavam as nações empobrecidas.

Reivindicando um Brasil a serviço dos seus povos e com o tema “Mutirão por um novo Brasil: articulação das forças sociais para a construção do Brasil que nós queremos”, a 4ª Semana Social Brasileira, entre 2004 e 2006, propunha a elaboração de um projeto alternativo de sociedade solidária, sustentável, economicamente justa, politicamente democrática e culturalmente plural.

Na efervescência das mobilizações da 4ª SSB que mais de oito mil integrantes de dezenas de organizações e movimentos sociais encontraram-se em Brasília, em outubro de 2005, para a 1ª Assembleia Popular, que objetivou convergir ideias e propostas para a formulação de um Projeto Popular para o Brasil, sendo uma das sínteses o texto “O Brasil que queremos. Assembleia Popular: Mutirão por um novo Brasil”.

Dois anos depois, na semana do 7 de setembro de 2007, a população brasileira voltou a exercitar a democracia direta por meio do Plebiscito Popular A Vale é Nossa, em que 94,5% dos cerca de 3,7 milhões de brasileiros e brasileiras que foram às urnas defenderam a reestatização da Companhia Vale do Rio Doce.

Repetindo as positivas experiências de 2000 e 2002, a votação do Plebiscito de 2007 foi encerrada no dia do Grito dos/as Excluídos/as, que em sua 13ª edição teve o tema “Isto não Vale: queremos participação no destino da Nação”, fomentando debates sobre os aspectos que contribuíam e os que prejudicavam a construção de um projeto popular de Brasil.

Já após a virada da primeira década do novo milênio, a 5ª Semana Social Brasileira, entre 2011 e 2013, pautou a necessidade de fortalecimento da democracia participativa e direta, chamando todos e todas, a partir do tema “O Estado que temos e o Estado que queremos”, a construir, de forma coletiva, uma sociedade do bem viver, amparada nos fundamentos da solidariedade, da fraternidade e da sustentabilidade.

No último ano da 5ª SSB, e como parte daquela iniciativa, a 19ª edição do Grito dos/as Excluídos/as, que teve o tema “Juventude que ousa lutar constrói o poder popular”, denunciou os problemas enfrentados pelas juventudes brasileiras, em especial as que viviam nas periferias urbanas e rurais, e ao mesmo tempo anunciou que um novo país passava fundamentalmente pelo protagonismo desses/as jovens.

Naquele 7 de setembro de 2013, na Basílica de Aparecida, em São Paulo, o Grito se juntou à 26ª Romaria dos/as Trabalhadores/as que, sob o lema “Mãe Aparecida, ajude a libertar a juventude esquecida”, reuniu mais de 120 pessoas.

2020 e depois…

É com a inspiração de toda história diversa e plural que teve início, este ano, a 6ª Semana Social Brasileira, articulação promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que se estenderá até 2022, com o tema “Mutirão pela Vida: por Terra, Teto e Trabalho”, direitos fundamentais, mas ainda negados à maioria da população. Os três “Ts” do tema são uma referência ao dito pelo Papa Francisco, em 2014, durante o 1º Encontro Mundial de Diálogo com os Movimentos Populares: nenhuma família sem teto; nenhum camponês sem terra; nenhum trabalhador sem direitos.

Num momento em que representantes públicos e empresas naturalizam milhares de mortes pela Covid-19 e pela necropolítica do governo federal, a 26ª edição do Grito dos/as Excluídos/as, realizada no último 7 de setembro, afirmou-se como um ato de resistência ao enfatizar “Vida em primeiro lugar”, denunciando a morte enquanto projeto de Estado.

Vale ressaltar que, em respeito ao necessário distanciamento físico como medida de proteção da saúde e das vidas, o Grito ocorreu tanto virtual quanto presencialmente, neste último caso garantindo-se todos os protocolos e recomendações das autoridades públicas de saúde.

Lançada em julho deste ano, entre o início da 6ª SSB e o 26º Grito, a Campanha A Vida acima da Dívida é a mais recente ação em nível regional de luta pelo não pagamento, anulação e reparação das dívidas financeiras dos países da América Latina e do Caribe.

Coordenada pelo Jubileu Sul/Américas e articulada no Brasil pela Rede Jubileu Sul, a campanha reúne uma multiplicidade de movimentos populares, pastorais sociais, organizações e coletivos de direitos humanos.

Com diversas iniciativas em curso por todo o Brasil e outros países latinoamericanos e caribenhos, por meio de ações de educação popular, mobilização social, incidência e articulação política, o propósito é “evidenciar o impacto destrutivo do acúmulo e pagamento de dívidas públicas ilegítimas na vida de nossos povos e da natureza”, conforme consta no documento político da campanha.

 

Fuente: Jubileu Sul Brasil

Luta pelo direito à vida das mulheres marca Semana de Ação Global

Atuação conjunta entre Rede Jubileu Sul e Coletivo Dandara fez parte da Semana de Ação Global Contra a Dívida e as Instituições Financeiras Internacionais (IFIs)

Exposição “16 Penhas” em José dos Campos. Foto: Centro Dandara de Promotoras Legais Populares.

 

Reivindicando a anulação, cancelamento e o não pagamento das dívidas e com uma série de atividades programadas, a Semana de Ação Global, que ocorreu do dia 10 ao 17 de outubro, foi uma resposta às deliberações do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, organizações que estiveram reunidas no mesmo período.

A programação colocou em destaque os povos e a natureza, em busca de marcar a presença e torná-los protagonistas e principais vozes de seus territórios. Entre as atividades, foi realizada a ação conjunta da Rede Jubileu Sul Brasil com o Centro Dandara de Promotoras Legais Populares, de São José dos Campos, que construiu uma série de eventos em prol da defesa à vida das mulheres.

O Centro Dandara abordou o tema da dívida e suas consequências para as mulheres. Em São José dos Campos, foi realizada oficina de caracterização da “Exposição 16 Penhas: Controle Social | Pela Vida das Mulheres!”, na Praça Afonso Pena, antiga Câmara Municipal, em parceria com o Instituto Lélia Gonzalez e Coletivo de Juristas Feministas.

Essas oficinas de caracterização já eram parte das ações do Centro Dandara desde 2008. Consistem em 16 corpos mulheres talhados em madeira, feitos a partir de uma vivência na Casa Ângela (São Paulo) por um grupo de Promotoras Legais Populares – PLPs.

O nome é uma homenagem à luta de Maria da Penha Fernandes, e o total de 16 peças é alusiva à Campanha 16 + 5 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, realizada desde 2003 no Brasil e em mais de 153 países, sempre entre os dias 20 de novembro a 10 de dezembro, da qual o Centro Dandara e outras instituições brasileiras foram responsáveis, em 2006, tendo como principais protagonistas da campanha as Promotoras Legais Populares de São José dos Campos. O nome da intervenção “Controle social | Pela Vida das Mulheres!” é também o tema adotado pelo Centro Dandara para o desenvolvimento de ações ao longo de todo este ano.

Devido à pandemia, o máximo de cuidado e prevenção foram tomados pelas organizadoras, com agendamento de horários e limite na participação simultânea de ativistas.

Parceria pelos direitos das mulheres

Segundo Marcela de Andrade, representante da Centro Dandara, essa foi apenas entre as várias ações realizações em conjunto com a Rede:

“Estamos em parceria já faz tempo, mas nossa atuação no projeto se dá via ‘Nós mulheres, na luta por direitos| Rota Crítica das Mulheres em Situação de Violência em São José dos Campos’ e estamos trabalhado o ‘Projeto PLP 20 anos| São José dos Campos’, assim como a realização do ‘Fórum Municipal dos Direitos da Mulher | Direitos Sexuais e Reprodutivos’”, completa.

A ativista lembra que a pandemia alterou todos os projetos do Centro Dandara, motivando o coletivo a incluir o Projeto Promotoras Legais Populares 20 anos que estavam programados na proposta do projeto, em outra dinâmica, ainda mais complexa com a necessidade do distanciamento social. “Nós já tínhamos uma ação com o tema, mulheres e suas reproduções sociais em tempos de pandemia. Aproveitamos esse tema para trabalhar a atividade agora já dentro do projeto da Ação de Fortalecimento”.

Marcela ainda destacou o trabalho conjunto com o Instituto Lélia Gonzalez e com o Coletivo de Juristas Feministas, “Nós aqui do Centro Dandara trabalhamos muito juntando outros coletivos, porque sozinho não se consegue nada”, ressalta.

Para ela, o incentivo da Ajuda a Terceiros, pelo Jubileu Sul Brasil, fez com que os coletivos pudessem demonstrar todos o seu potencial de mobilização. “Trabalhar com um projeto com essa ajuda financeira nos diz o quanto conseguimos fazer, realizar, e que só precisamos de um pouco de ajuda para a seguir em frente em nossa luta. Há muita capacidade de produzirmos material, porque temos muito conteúdo, muita história, muita vivência diante das muitas situações para articular política para as mulheres. Hoje temos um material que é muito elogiado, apesar de ser muito pesado, de ser triste de assistir”, completa.

Ambas organizações consideram a mulher negra como a parte da população mais prejudicada pela atuação dos bancos internacionais e criticam a cobrança de uma dívida que não deve ser reconhecida como nossa, como explica Rosa Miranda, do Instituto Lélia Gonzalez.

Uma das responsáveis pela organização da “Exposição 16 Penhas”, Rosa avalia que “o resultado da dívida externa brasileira impacta diretamente na vida da população mais pobre e preta. As mulheres negras são as mais afetadas, pois estão diretamente marcadas pelas situações de vulnerabilidade, são as mais atingidas pelo machismo e pela violência doméstica, além de serem afetadas pelos menores salários”.

Ela ainda retoma a discussão da má distribuição na carga de impostos na sociedade brasileira. “As mulheres negras representam mais de 55,4 milhões da população brasileira, que segue em luta por direitos básicos como saúde, educação, moradia, trabalho, cultura e lazer. As mulheres negras são as que mais pagam impostos de forma proporcional. Não estamos na base social apenas como força de trabalho e maioria da população, somos as que pagam mais tributos e, assim, sustentamos esta república”, finaliza.  

 

Fuente: Jubileu Sul Brasil

 

Derechos de los Pueblos, Andares desde el Sur

Les esperamos, viernes 23/10, a las 18 hs, para seguir compartiendo, reflexionando, tejiendo – 

De su presentación en México, en el Día de la Tierra y el Dia Internacional del LIbro, compartimos a continuación estas palabras de Jessica Visotsky, quien junto a Mariana Katz y Ana Luisa Guerrero Guerrero, coordinó la edición de este tejido colectivo.

Queremos compartir este libro en el que veníamos trabajando. Pretendemos que los textos que se comparten sirvan para generar reflexiones y sirvan de herramientas para pensar y hacer un mundo nuevo, otro mundo es posible.

Este trabajo es un entramado entre compañerxs de varios lugares, que junto a Mariana Katz, del SERPAJ y a Ana Luisa Guerrero de la UNAM estuvimos entretejiendo.

on voces, entrevistas, escritos, conversaciones, charlas donde aparecen las voces de la resistencia…

El prólogo nos lo regaló Adolfo Pérez Esquivel. Desde el Tribunal de los Pueblos en Roma, están las voces de Philippe Teixier, Gianni Tognoni, y sobre este Tribuna y sobre esta mirada, Daniel Feierstein y nuestra querida Norita Cortiñas.

Voces de compañeras de Jubileo Sur, sobre la Deuda y la Vida (cada vez más urgente de pensar), Beverly Keene en este caso. Las luchas contra el extractivismo en Catamarca y en el país y la lucha por la soberanía alimentaria (Mariana Katz, Sergio Martínez, Darío Aranda, Alejandro Cantaro, Marcos Filardi). Las luchas por el trabajo digno y la hasta por la vida, con dos experiencias, el Caso Solano en el Alto Valle del Río Negro, comparte la investigación sobre el caso Leandro Aparicio y la otra, las luchas de las fábricas recuperadas, Tato y Maria del Carmen Dauphin, de INCOB. Desde la Comisión Provincial por la Memoria, Rodrigo Pomares del Programa de Políticas de Seguridad Democrática. Intentamos pensar la educación. Junto a María Elena Saraví, de Jóvenes y Memoria de la Comisión Provincial por la Memoria y Sandra Katz, sobre educación y discapacidad.

Desde México, Ana Luisa Guerrero, nos comparte la realidad de los pueblos indígenas y sus luchas hasta Chubut, Evis Millan, desde las compañeras de Mujeres indígenas x el Buen Vivir. La realidad de los femicidios en México, por Francesca Gargallo, los derechos de las mujeres y la necesidad de una mirada intercultural de la justicia, también Margarita Jarque de la CPM y Graciela Hernández. Voces de compañeras, voces de luchas y resistencias desde abajo contra la explotación sexual Maria Tieser, Valentina Riganti.

Es una invitación a pensar la educación, las luchas hoy en derechos de los pueblos en las que lxs compas que nos compartieron sus miradas están involucrados.

Algunos escribieron para esta ocasión, otros retomaron escritos de charlas compartidas, otros son entrevistas, otros compartieron textos que tenían inéditos. (algunos encuentros en los que junto a compañeros del SERPAJ, de la CPM, la Comisión de Apoyo a los Juicios, ADUNS, la UNAM, la UNS , docentes y estudiantxs hemos estado compartiendo).

Link de descarga gratuita del libro:

http://nuestramerica.cl/ojs/index.php/editorial/article/view/85/150?fbclid=IwAR0tO_jQl6YvhFz8kPaLH_R0X394BTgFqH22T9mPXPuz8-x8mxJJD88w1jI

 

Fuente: Dialogo 2020

SE REALIZA SEMANA DE ACCIÓN GLOBAL POR LA ANULACIÓN DE LA DEUDA

“Las instituciones financieras como el Banco Mundial y el Fondo Monetario Internacional siguen determinando e influyendo las decisiones trascendentales en nuestros países y el rumbo que las políticas públicas toman, a partir de la asignación de préstamos y recursos”, alertó la coordinadora general de la red Jubileo Sur Américas, Martha Flores.

“Vemos en esta pandemia el proceso de re endeudamiento que nuestros Estados adquieren y eso tiene un peso altísimo para el presente y el futuro”, añadió la activista en entrevista con Radio Mundo Real.

Desde el 10 de octubre y hasta el próximo sábado, Jubileo Sur Américas, con el respaldo de unas 550 organizaciones, movimientos y redes sociales de todos los continentes, impulsa la Semana de Acción Global por la Anulación de la Deuda, con la realización de diversas actividades.

Es una deuda “fraudulenta, inmoral e ilegítima”, dijo Flores. “La deuda constituye uno de los mayores pesos de sufrimiento para los pueblos del Sur global. (…) Está pensada y estructurada para que nunca se termine de pagar, cuando somos nosotres como pueblos les acreedores realmente”.

La Semana de Acción Global tiene como uno de sus principales componentes una carta abierta a gobiernos e instituciones financieras y prestamistas internacionales, firmada por las 550 agrupaciones sociales, aproximadamente, que se sumaron a las acciones de estos días. Flores manifestó que además de reclamar la anulación de la deuda, demandan “reparaciones para los pueblos”. “Una reparación entendidas desde el sentido de la no repetición y de la justicia”, dijo.

Fuente: Radio Mundo Real 

14/10 Jornada de movilización ¡Fuera FMI!

La Autoconvocatoria por la Suspensión del Pago y la Investigación de la Deuda llama a participar de la Jornada Nacional de Movilización ¡Fuera FMI!, a realizarse el miércoles 14 de octubre, en Buenos Aires, Tucumán, Córdoba, Rosario y Jujuy, entre otros puntos del país. 

La movilización forma parte de la campaña popular frente a la negociación y pago de una deuda ilegítima, ilegal y odiosa, sin investigación previa y convalidando hechos fraudulentos que han sido ampliamente denunciado, como el propio acuerdo con el FMI, además de seguir perpetuando los costos nefastos de sus condiciones y pagos. Se enmarca además en la Semana de Acción Global por la Anulación de la Deuda, una iniciativa de una amplia diversidad de movimientos, redes y organizaciones populares de los 5 continentes, frente a las reuniones anuales del FMI, el Banco Mundial y los Ministros de Finanzas del G20, que tendrán lugar en estos mismos días para la toma de decisiones sobre la vida de los pueblos y la naturaleza, que ningún gobierno ha consultado.

En la ciudad de Buenos Aires, se hará un Acto frente a la sede local del FMI – Paraguay 1178 – y se presentará unaa Carta abierta mundial, dirigida a los gobiernos, instituciones financieras y prestamistas internacionales, exigiendo la Anulación de las Deudas de todos los países del Sur global. La Carta lleva ya la firma de centenares de organizaciones y continua abierta en las próximas horas. Podrá verla y sumar la firma de su organización, haciendo clic aquí.

En la ciudad de Rosario, a las 17 hs. se realizará una radio abierta frente a la Bolsa de Comercio, en las calles Córdoba y Corrientes.

En la ciudad de Córdoba, se realizará un acto a las 16.30 hs., en Cólon y General Paz.

En la ciudad de San Salvador de Jujuya las 10 hs. se realizará un acto en Plaza Belgrano.

En San Miguel de Tucumán, a las 10.30hs, se hará una concentración en Plaza Independencia.

¡Fuera FMI!

¡Basta de ajustes y “reformas estructurales” del Fondo!

¡La deuda es con los pueblos y la naturaleza!

¡Suspensión del Pago e Investigación de la Deuda!

¡Anulación de la Deuda ilegítima, ilegal y odiosa!

AUTOCONVOCATORIA POR LA SUSPENSIÓN DEL PAGO E INVESTIGACIÓN DE LA DEUDA 

Fuente: Dialogo 2000