CNBB e organizações sociais lançam nota pelo Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo

Entidades membro da Rede Jubileu Sul Brasil assinam a nota que destaca que o ano de 2022 encerrou com o número de 2.575 pessoas resgatadas.

Divulgação: CNBB

No dia 28 de janeiro de 2004, na cidade de Unaí (MG), três auditores fiscais e um motorista foram executados durante uma fiscalização de propriedades rurais denunciadas pela prática de trabalho escravo na região. Após 19 anos, a justiça começa a ser feita, quando os executores e mandantes do crime passam a ser punidos.

A nota assinada por mais de 103 organizações sociais de todo o país reforça a fundamental atuação no combate ao trabalho escravo executada pelo Ministério do Trabalho e organizações engajadas nesta luta. “De 1995 até hoje, cerca de 60 mil pessoas foram resgatadas da escravidão no Brasil. Segundo os últimos dados publicados pelo Ministério do Trabalho, o ano de 2022 encerrou com o número de 2.575 pessoas resgatadas. Esse número representa um recorde absoluto em relação aos números de resgate contabilizados nos últimos nove anos”, reforça o documento.

Leia a nota na íntegra:

DIA NACIONAL DE COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO

28 de Janeiro

“Ai daquele que constrói o seu palácio usando de corrupção e meios ilícitos; que força seu próximo a trabalhar sem qualquer retribuição, tampouco lhe paga o salário” – Jeremias 22,13.

28 de janeiro faz-se memória no Brasil como o dia “D” de combate ao trabalho escravo. A data lembra os assassinatos de três auditores fiscais do trabalho e o motorista, ocorridos em janeiro de 2004, durante a fiscalização de propriedades rurais da região de Unaí (MG). De 1995 até hoje, cerca de 60 mil pessoas foram resgatadas da escravidão no Brasil. Segundo os últimos dados publicados pelo Ministério do Trabalho, o ano de 2022 encerrou com o número de 2.575 pessoas resgatadas. Esse número representa um recorde absoluto em relação aos números de resgate contabilizados nos últimos nove anos.

Nos dias de hoje, a escravidão se apresenta de várias formas, seja pela imposição de jornada exaustiva, ou condições degradantes, ou pela servidão por dívidas ou pelo trabalho forçado. A sociedade tem a responsabilidade de exigir uma economia que preze pela dignidade humana acima da ganância e isto implica, entre outras coisas, acabar com a prática do trabalho escravo ainda persistente em vários ramos de atividade, tais como a agropecuária, grandes lavouras, construção civil, confecções, carvoarias, mineração, os serviços hoteleiros ou o trabalho doméstico.

A exploração do ser humano através do trabalho escravo é uma gravíssima violação dos direitos da pessoa humana, negando sua dignidade e especialmente o direito a um trabalho decente, muitas vezes em contexto de grave discriminação e abuso de vulnerabilidade. Na dimensão constitutiva do ser humano, o trabalho nunca deveria se tornar no oposto: uma oportunidade para violar a dignidade da pessoa.

Mais uma vez, como Igreja comprometida com a vida dos trabalhadores e trabalhadoras, levantamos nossa voz dizendo não ao trabalho escravo contemporâneo, reafirmando o direito inviolável do trabalho digno para todos e todas. E interpelamos a todos os cristãos e pessoas de boa vontade a fazerem deste dia um marco de luta contra esta forma de escravidão contemporânea.

Reivindicamos que o Estado brasileiro intensifique seu compromisso histórico com políticas efetivas que possam inibir o crime de trabalho escravo. Reiteramos o apelo para que se esmere na proteção e apoio aos que lutam pelo fim do trabalho escravo, sejam agentes públicos ou membros da sociedade civil. Um fator a ser especialmente considerado é o gravíssimo declínio dos orçamentos e do quadro da auditoria fiscal do trabalho (faltando mais de 45% do efetivo autorizado em lei), em consequência da ausência de concurso público desde 2013. A garantia de vida digna às pessoas libertadas deve também requerer toda a atenção necessária, e resultar na implementação de políticas adequadas.

O Papa Francisco apela para que cada um de nós “abra os seus olhos, veja a miséria daqueles e daquelas que foram completamente privados de sua dignidade e de sua liberdade, e escute o seu clamor por ajuda”. Se 60 mil pessoas já foram resgatadas, quantas ainda não foram? Abramos o olho!

Que Nossa Senhora Aparecida e Santa Josefina Bakhita, padroeira das pessoas que vivem ainda hoje escravidões, possam continuar animando nossa luta contra todas as formas de escravidão.

Comissão Episcopal Especial Pastoral para o Enfrentamento ao Tráfico Humano, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB

Comissão Episcopal Pastoral para Ação Sociotransformadora, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB

Campanha De olho aberto para não virar escravo, da Comissão Pastoral da Terra-CPT

6ª Semana Social Brasileira

Subscrevem

  1. Associação brasileira de defesa da mulher da infância e da juventude (Asbrad)
  2. Associação dos Moradores dos Bairros Verônica Rosimeire
  3. Associação Real Brasil
  4. Brigadas Populares
  5. Centro de Apoio e Pastoral do Migrante /CAMI
  6. Campanha Nacional em Defesa do Cerrado
  7. Cáritas Brasileira
  8. Caritas Articulação Norte 1
  9. CEBS – Pastoral Social Círculos Bíblicos e Pastoral Afro
  10. Centro da juventude Santa Cabrini
  11. Centro de Defesa dos Direitos Humanos Dom Jaime Collins
  12. Comissão de Justiça e Paz NORTE 2
  13. Comissão de Justiça e Paz- Norte 3
  14. Conselho Nacional do Laicato do Brasil Regional Norte 1
  15. Coletivo de Mulheres Anas e Outras.
  16. Coletivo Diáconos pela Vida
  17. Coletivo Resistência Diaconal
  18. Coletivo Terra
  19. Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz de Belo Horizonte
  20. Comissão da 6ª Semana Social Brasileira na Prelazia de Itacoatiara-AM
  21. Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Luiz, MA
  22. Comissão de Justiça e Paz e Integridade da Criação (CJPIC) dos Missionários do Sagrado Coração (MSC) Província Rio de Janeiro
  23. Comissão Especial para Ecologia Integral e Mineração (CEEM) da CNBB
  24. Comissão Pastoral da Terra (CPT)
  25. Comissão Pastoral da Terra e Direitos Humanos.
  26. Comissão Pastoral da Terra Regional Pará
  27. Comissão Pastoral da Terra-CPT/MG
  28. Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (CBDDH)
  29. Comitê de Energia Renovável do Semiárido-CERSA
  30. Comitê Goiano de Direitos Humanos Dom Tomás Balduino
  31. Comunidade Formativa Gaspar Stanggassinger.
  32. Comunidade quilombola da torra
  33. Conferência da Família Franciscana do Brasil, CFFB
  34. Conferência dos Religiosos Pará e Amapá
  35. Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas
  36. Conselho Nacional de Igrejas Cristãs de Minas Gerais CONIC-MG
  37. Conselho Nacional do Laicato /Regional Norte 3
  38. Cooperativa Mista de Produção e Comercialização Camponesa do Estado de Alagoas
  39. Conselho Pastoral do Migrante
  40. Comissão Pastoral da Terra – Regional MA
  41. Criola
  42. Diocese de Jales – SP
  43. Escola da Fé e Política Dom Joaquim Justino Carreira
  44. Federação dos trabalhadores na agricultura do Estado de minas gerais – FETAEMG
  45. Federação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado da Paraíba-FETAG/PB
  46. Fórum Grita Baixada
  47. Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental – FMCJS
  48. Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros -FONATRANS
  49. Fórum Político Inter-religioso/BH
  50. Fraternidade Secular Charles de Foucauld do Brasil
  51. Grito dos Excluídos Continental
  52. Grupo de Pesquisa Trabalho, Políticas Públicas e Serviço Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (TRAPPUS/PUC-Rio)
  53. Grupo Vítimas Unidas
  54. Iniciativa Direito a Memória e Justiça Racial
  55. Instituto de DH D. José Luís Azcona
  56. Irmãs de São Jose de Rochester
  57. Irmãs de São José de São Jacinto
  58. Irmãs do Imaculado Coração de Maria, Província Nossa Senhora de Guadalupe,
  59. Ivanilde Salomé da Silva
  60. Justiça, Paz e Integridade da Criação – JPIC – OFS/MG
  61. Justiça Global
  62. Juventude Operária Católica Brasileira
  63. Maria da Conceição Andrade Lopes
  64. Maria Sirlei Debiasi
  65. Michele da Silva
  66. Missionária na Bolívia
  67. Missionárias de Jesus Crucificado
  68. MOBON – Movimento Boa Nova
  69. Movimento Mineiro de Fé e Política MMFP
  70. Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH Brasil
  71. MTC – Movimento de Trabalhadores Cristãos
  72. Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC Minas
  73. Ordem franciscana Secular/ OFS, Regional sudeste I- MG
  74. Ordem Franciscana Secular JPIC
  75. Paróquia São Calabria Infância de Adolescentes e Crianças Missionária
  76. Pastora Social – Arquidiocese de Ribeirão Preto SP
  77. Pastoral Catequética e Conselho Nacional Laicato do Brasil _ Reg.Leste II
  78. Pastoral da Aids
  79. Pastoral da Criança
  80. Pastoral da Mulher Marginalizada-PMM Várzea Grande/MT
  81. Pastoral da Pessoa Idosa Diocese de Tianguá
  82. Pastoral da Saúde CNBB Sul1
  83. Pastoral Operária do Espírito Santo
  84. Pastoral Operária estadual São Paulo
  85. Pastoral Operária Leste 1 (RJ)
  86. Pastoral Operaria Nacional
  87. Pastoral operária Região Brasilândia SP
  88. Pastoral Social Regional Sul 4
  89. Pastoral da Mulher Marginalizada
  90. Programa Latinoamericano de Tierras, hacia una fraternidad posible
  91. Projeto Guardiões Ambientais Ribeirinhos-Diocese de Macapá-AP
  92. Prelazia de Itacoatiara – AM
  93. Prelazia de Marajó – PA
  94. Rede Eclesial Pan Amazônica/REPAM-Brasil
  95. Rede Um Grito Pela Vida
  96. Rede um Grito pela vida, BH/MG.
  97. Secretaria de Estado e de Educação SEDUC
  98. Secretaria Estadual de Saúde da Paraíba
  99. Serviço de Justiça Paz e Integridade da Criação – OFS/MG
  100. Serviço Pastoral dos Migrantes-SPM
  101. Setor da Mobilidade Humana/CNBB
  102. Terra de Direitos
  103. Tribunal Regional do Trabalho 13ª Região

 

Fuente: Rede Jubileu Sul Brasil

Panamá: 9 de enero de 1964, una revolución popular antiimperialista

El 9 de Enero marcó un punto de quiebre de la política norteamericana en Panamá. En esa fecha estallaron 60 años de contradicciones acumuladas, fue una verdadera revolución popular en el pleno sentido de la palabra. Allí se hizo añicos el sueño de riquezas que la oligarquía panameña había pintado en 1903 para imponer un estado “independiente” que en realidad era un “protectorado”, es decir, una colonia norteamericana, así como el oprobioso Tratado Hay Bunau Varilla que entregó el canal a EE UU “como si fueran soberanos”. 

Hay que recordar que los abuelos de nuestra oligarquía, desde 1903, se sintieron cómodos con la situación colonial, creyéndose yanquis de corazón. A los sectores populares, en cambio, les costó encontrar claridad en la construcción un proyecto político propio, pero desde el principio pusieron el pecho en la defensa de la soberanía, porque comprendieron que la prosperidad del país y la propia dependía de ella. 

En 1964 eclosionó la experiencia acumulada del pueblo panameño, dirigida por sus sectores más combativos, que habían enfrentado la presencia colonial imperialista: en la Huelga Inquilinaria de 1925, en el Movimiento Antibases de 1947, así como las grandes gestas del movimiento estudiantil de los años 50, la Operación Soberanía y la Siembra de Banderas, en un ambiente fermentado por el influjo de la Revolución Cubana. 

El 9 de Enero, al conocerse de la agresión sufrida por los estudiantes del Instituto Nacional, de la bandera mancillada por los “zonians”, de la brutal represión de la soldadesca yanqui, el pueblo panameño reventó de indignación y se hizo presente en masa, espontáneamente, para cruzar la cerca (nuestro “muro de Berlín”) y plantar una bandera. 

Allí, en la barricada o simplemente tumbados en el piso en torno a lo que hoy es el “Palacio Legislativo”, miles se enfrentaron con valor a la metralla de los tanques, dirigidos por caudillos populares de las organizaciones de izquierda, desde algunas alas juveniles del Partido del Pueblo (Comunista) con Adolfo Ahumada o Víctor Ávila y otros, los de Vanguardia de Acción Nacional (VAN) de Jorge Turner y las huestes de lo que sería después el Movimiento de Unidad Revolucionaria (MUR)de Floyd Britton. 

Un “pueblo” que socialmente era un “proletariado joven, vigoroso y en rápida expansión” (expresión del industrialismo de los 50-60), se organizó en los Comités de Defensa de la Soberanía. Esos comités fueron embriones de doble poder que llenaron el vacío de poder ante la ausencia del gobierno-estado oligárquico el cual se borró de las calles. Estos comités organizaron desde la consecución de armas, hasta la defensa y el ataque, y la organización civil que se expresó en donaciones de sangre y transporte de heridos a los hospitales. Al respecto, es recomendable leer: “Significado y consecuencias del 9 de Enero”, José Eugenio Stoute, Revista Mujeres Adelante No. 13, enero, febrero y marzo de 1989.  

Una columna enorme de gente, entre 40 y 60 mil personas, según Stoute, rodeó la Presidencia de la República exigiendo armas para enfrentar la agresión imperialista. El gobierno oligárquico de Roberto Chiari, hijo del ex presidente Rodolfo Chiari, que en 1925 pidió la intervención militar de EE UU para aplastar la Huelga Inquilinaria, decidió dos medidas contrapuestas: una, encuartelar a la Guardia Nacional, para que sus armas no fueran usadas por el pueblo en defensa de la soberanía; dos, tratando de apaciguar la furia popular, rompe relaciones diplomáticas con Washington, una medida desesperada que no da cuenta de ninguna vocación nacionalista de la oligarquía, sino del pavor que sentía el gobierno ante la insurrección que amenazaba con entrar a la fuerza en el Palacio de las Garzas. 

Tres días duró el pueblo insurrecto en las calles de las ciudades de Panamá y Colón. Tres días en que las acciones no se limitaron a plantar banderas, sino a enfrentar, con las pocas armas de que se disponía, a las tropas imperialistas. Hubo varios muertos reconocidos por el “gobernador” de la Zona del Canal. Tres días en que todo símbolo o propiedad de empresas norteamericanas fue saqueado y quemado, desde el famoso edificio de la aerolínea Panamerican hasta las sucursales bancarias del Chase Manhattan Bank. Decenas de automóviles con placas de la Zona fueron volteados y quemados a lo largo de las calles de la ciudad. 

El gobierno que cobardemente se había escondido empezó a sacar a la Guardia Nacional de los cuarteles hacia el 11 y 12 de Enero. Pero no lo hizo para defender a la nación agredida, sino para detener a los dirigentes populares de la insurrección, una gran cantidad de los cuales fue a parar a la cárcel Modelo. La labor represiva de los gobiernos liberales de Chiari y Robles seguiría en los años subsiguientes, cebándose contra el líder estudiantil colonense Juan Navas, que había sido herido durante la Gesta de Enero y había viajado a la Unión Soviética para recibir tratamiento médico. A su regreso de la URSS, en 1966, fue arrestado por la policía política del régimen, torturado, asesinado y tirado su cadáver en el Corredor de Colón. A todo lo cual siguió un juicio para inculpar a sus compañeros del Partido del Pueblo de aquella ciudad. 

El sacrificio de los mártires y la insurrección popular de 1964 no fueron en vano, sino todo lo contrario, una victoria que se fue configurando en el tiempo y que hoy se siente sobre el país: se impuso el criterio, hasta ese momento sólo sostenido por sectores populares de izquierda, de que había que acabar con el estatuto colonial de 1903, derogar el Hay-Bunau Varilla y negociar un nuevo tratado sobre el Canal de Panamá, que eliminara la “Zona”, las bases militares y traspasara la administración de la vía acuática en un plazo perentorio. El Tratado Torrijos-Carter de 1977 reflejó esas demandas, pese a sus enmiendas y al Pacto de Neutralidad. 

La prosperidad económica que hoy campea sobre el país se debe, sin duda alguna, a la Gesta del 9 de Enero, porque está fundamentada en los ingresos que el canal está produciendo y que antes Panamá no recibía. Porque, contrario a lo que sostenía la oligarquía panameña que, hasta 1999, temía el retiro de las bases militares, se ha demostrado que: “la soberanía sí se come”. 

Lamentablemente la prosperidad que el canal produce está siendo apropiada en su mayor parte por una clase social, que se ha llamado los nuevos “zonians”, que no es otra que los descendientes de la misma oligarquía que vendió al país en 1903, que durante cien años actuó como aliada interna del colonialismo norteamericano y que acusó de “comunistas” a los líderes populares del 64 y de “saqueadores y ladrones” a los Mártires.  

Esa apropiación de los beneficios del canal, que es lo contrario de lo sostenido por Omar Torrijos cuando afirmó que se le debía dar el “uso más colectivo posible”, se debe al otro acontecimiento: la invasión norteamericana del 20 de Diciembre de 1989.

Por: Olmedo Beluche. Sociólogo, profesor de la Universidad de Panamá.

 

Fuente: Radio Temblor

#16Oct22 – Día Internacional de Acción por la Soberanía Alimentaria de los Pueblos y contra las transnacionales

Como La Vía Campesina hacemos un llamado a todxs lxs defensorxs -miembros, aliadxs, nuevas organizaciones, académicxs, artistas, activistas medioambientales y jóvenes, movimientos sociales rurales y urbanos, sindicatos y actores de la sociedad civil, gobiernos progresistas, académicxs,  para que se reúnan para impulsar una vez más los debates y las reflexiones sobre cómo fortalecer el movimiento de la Soberanía Alimentaria en el actual contexto mundial en el que el hambre, las desigualdades y los desequilibrios de poder siguen empujando a muchos países al colapso. Debemos recordar que la única manera de hacer oír nuestras voces es uniéndonos y construyendo nuevas alianzas dentro y fuera de cada frontera para fortalecer nuestra visión colectiva hacia el cambio sistémico. Lee nuestro llamado de Acción Global aquí: https://bit.ly/3V9SIup

¡ÚNETE A NOSOTRXS PARA HACERLO POSIBLE!

Podemos garantizar un mundo seguro y mejor, no sólo para hoy, sino también para las generaciones futuras. Únete a nosotrxs y forma parte de las acciones durante el mes de octubre:

– Adopta una(s) semilla(s) campesinas y comienza a cultivar tus alimentos para fortalecer la producción local. Experimenta el placer de comer alimentos cultivados en casa.

– Exige a tus autoridades locales que apoyen la producción local de alimentos y compra en los mercados locales de alimentos. Fortalezcamos nuestros sistemas alimentarios campesinos e indígenas.

– Demanda a tu gobierno para que de prioridad a la Soberanía Alimentaria en las políticas públicas y aplique la Declaración de las Naciones Unidas sobre los Derechos de lxs Campesinxs y otras Personas que Trabajan en Zonas Rurales (UNDROP).

– Haz visible la movilización colectiva por una sociedad mejor basada en la Soberanía Alimentaria. Comparte tus acciones con los siguientes hashtags #SoberaníaAlimentariaYA #LVC30Años #16Oct22 (completa con tu propio mensaje) un video o foto(s) tuya o de tu comunidad mostrando este acto de resistencia.

– El viernes 20 de octubre, participa con tu organización local y región en nuestro Foro Virtual “Construyendo un movimiento por la Soberanía Alimentaria más fuerte”, a las 14 hrs CEST/CAT, que organiza el movimiento global por la Soberanía Alimentaria.  El enlace del evento será compartido pronto.

–  Descarga nuestro KIT DE COMUNICACIÓN y sigue nuestras ORIENTACIONES COMUNICATIVAS, haz tuyo estos materiales de comunicación y úsalos para hacer sentir una voz colectiva durante este mes de acción.

¡Globalicemos la lucha, globalicemos la esperanza!

¡La Soberanía Alimentaria alimenta los pueblos, el agronegocio es hambre!

Fuente: Via Campesina

8 de marzo ¡¡¡Nada que celebrar!!! No más mujeres caídas

Queremos igualdad

Que se nos respete

Que se nos valore 

Que se nos escuche 

En 1975, La Asamblea General de la Organización de las Naciones Unidas (ONU) designó el 8 de marzo día internacional de la mujer.

¿Por qué esta fecha y no otra?

La fecha no fue escogida al azar, si no que conmemora la historia donde cientos de mujeres que se manifestaron con la idea de alcanzar una igualdad salarial respecto a los hombres y mejores condiciones laborales todo esto ocurrió en una fábrica de textiles conocida como ‘garment workes’. Estos hechos se produjeron el 8 de marzo de 1875 en Estados Unidos Nueva York.

La manifestación dejó como resultado 120 trabajadoras asesinadas a manos de la policía, situación que dos años después fue fundamental para crear el primer sindicato femenino de la historia. Más tarde, en 1908, alrededor de 15,000 mujeres trabajadoras salieron a las calles de Nueva York bajo el lema de ‘Pan y Rosas’, manifestándose contra las jornadas interminables, las condiciones inhumanas y los bajos salarios, pero fue hasta tres años después que se daría el suceso que marcó de manera definitiva el movimiento feminista.

El 25 de marzo de 1911 sucedió el desastre industrial con más víctimas mortales de la ciudad de Nueva York (catalogado así por la Organización Internacional del Trabajo (ILO); 146 mujeres murieron en un incendio en la fábrica textil Triangle Shirtwaist a causa de derrumbes, quemaduras e intoxicación por humo. La tragedia se dio después de que los propietarios de la fábrica sellaran las salidas del edificio.

Este suceso trajo cambios en la legislación laboral, además del nacimiento del Sindicato Internacional de Mujeres Trabajadoras Textiles. Clara Zetkin, en la II Conferencia Internacional de Mujeres Socialistas de Copenhague en 1920 fue quien lanzó la propuesta, aprobada por unanimidad, de conmemorar el Día Internacional de la mujer en el mes de marzo con el objetivo de lograr el voto para la mujer. 

Es una fecha para recordar y reivindicar derechos de la mujer aún por conseguir como: Luchar contra la desigualdad salarial, erradicar la violencia, acoso y explotación sexual, ocupar puestos directivos en empresas, participación de las mujeres en política, erradicar el machismo y la violencia de género desde el nacimiento. Todos los 8 de marzo las mujeres de todos los continentes a menudo separadas por fronteras nacionales y diferencias étnicas, lingüísticas, culturales, económicas y políticas se unen para conmemorar la lucha de las mujeres por la igualdad, el reconocimiento y ejercicio efectivo de sus derechos. El pedido por una justicia anti patriarcal.

¿Por qué el color violeta para la celebración de este día?

En los inicios de la lucha feminista, las tonalidades escogidas por las sufragistas inglesas en 1908 fueron el morado, el blanco y el verde. La activista inglesa, Emmeline Pethick, lo explicaba así: “El violeta, color de los soberanos, simboliza la sangre real que corre por las venas de cada luchadora por el derecho al voto, simboliza su conciencia de la libertad y la dignidad. El blanco simboliza la honradez en la vida privada y en la vida política. Y el verde simboliza la esperanza en un nuevo comienzo. Sin embargo, la explicación más extendida es la de la tragedia sucedida en la fábrica téxtil, Triangle Shirtwaist, de Nueva York. 

Las mujeres que confeccionaban camisas de hombre y estas prendas, supuestamente, eran de color lila. La leyenda cuenta que el humo que salía de la fábrica después del incendio, y que se podía ver a kilómetros de distancia en toda la ciudad de Nueva York, era de color violeta. Por ello, el color que tiñe las calles cada 8 de marzo es el violeta.

Las mujeres panameñas también alzamos nuestra voz, hablamos alto y claro. 

Si, a la igualdad de género. No al maltrato por parte del estado, ni de la sociedad. 

Nos habla Fermina Urriola Rodríguez mujer campesina de la comunidad de Los Mendozas en San Francisco Veraguas, Feminista comunitaria, lideresa de la organización “Red Ecológica Social Agropecuaria de Veraguas” (RESAVE).

Nos dice lo siguiente: 

¨Hablar de la igualdad de género, es un tema amplio, la primera vez que escuché sobre la igualdad de género fue en las capacitaciones que obtuve. Para nosotras las mujeres no es nada fácil, ya que al salir de nuestros hogares e involucrarnos a luchar, hay muchos obstáculos en el camino, en especial de parte de la pareja ya que no nos dejan participar, y aún cuando esa persona no acepta que como mujer tenemos los mismos derechos, convencerlos de este pensamiento que la mujer puede hacer un gran trabajo igual al hombre, tanto fuera de casa como dentro de casa, que dedicamos tiempo a nuestro hogar, también podemos dedicar tiempo a luchar y seguir adelante por nuestras convicciones.

Si recapacitaran y lucharan junto a nosotras sería distinto, pero lamentablemente para las mujeres campesinas e indígenas de la provincia de Veraguas se hace difícil, siento que no hay una equidad de género, hay mujeres que sufren, las consecuencias de este tipo de discriminación de parte del género masculino y la misma sociedad, pero esto no es motivo para quedarnos allí sin hacer nada hay que seguir, unirnos a mujeres que luchan por los mismos derechos a que nos reconozcan por igualdad de género. Que a veces no lo hacemos por miedo al qué dirán y nos quedamos estancadas sin voz. A pesar de todos este desafió actualmente, vemos mujeres qué se suman a la lucha se atreven a hablar para defender los recursos que nos provee el sustento diario, como mujer campesina lucho con (RESAVE) por nuestros territorios, el agua y deseo que más compañeras se sumen, que salgan y no teman, ya que por experiencia propia aún hay mujeres que no tienen esa igualdad con su pareja y se sienten atemorizadas, si seguimos con miedo no podemos salir a defender nuestros derechos.

Así que en este día Internacional de la mujer exhorto a todas las mujeres indígenas, campesinas, afros, de nuestro Panamá a unirnos a luchar en contra de las desigualdades contra la mujer de igual manera contra la desigualdad contra los pueblos, como mujeres resistentes y luchadoras tomar conciencia de los conflictos que nos afectan como mujer y como sociedad, No dejar que el poder estatal se apodere de todo, e inculcarle a nuestras hijos e hijas el valor de la igualdad, para seguir adelante. Ese es el objetivo, enseñar a la familia a que se involucre, y aprendan a resistir y luchar unidos en igualdad en los conflictos que nos rodean, este sería mi mensaje en este día. MUJER, de nosotras depende no solo el mejoramiento de una familia si no del país, muchas gracias y un gran saludo, a aquellas mujeres en resistencia y luchadoras que hacen un esfuerzo por salir adelante, bendiciones Dios nos ilumine para seguir en la búsqueda de mejores días, muchas gracias. ¨ 

Nuestro mensaje enérgico y de rechazo ante un modelo de desarrollo explotador, discriminador, racista y agresor. Que no solo violenta nuestra integridad como mujeres, sino también a nuestro entorno, pensamiento, sueños y modo de vida.

Como cada día, nos posicionamos como mujeres, madres, hijas y productoras de la esperanza contra toda agresión proveniente del capitalismo voraz como se da por medio del saqueo de nuestros bienes ecológicos por el extractivismo minero, de aguas y tierras.

Nuestras solidaridad con otras hermanas, compañeras y mujeres en resistencia, así como a sus pueblos.

Seguimos luchando, seguimos caminando por otro modelo de vida solidario. ecológico y justo.

Equipo de mujeres del Colectivo Voces Ecológicas COVEC

 

Fuente: Radio Temblor

Proclamación ante las agresiones a las mujeres [25N Panamá]

El 25 de noviembre se conmemora el día internacional de la No violencia hacia la mujer, en recordación al femicidio político ocurrido en 1960 contra las hermanas Mirabal (Patria, Minerva y María Teresa) en República Dominicana, ordenado directamente por el tirano Rafael Trujillo. Establecido formalmente por las Naciones Unidas mediante la resolución 54/34, el 17 de diciembre 1999, definiendo violencia contra la mujer como: «todo acto de violencia basado en la pertenencia al sexo femenino que tenga o pueda tener como resultado un daño o sufrimiento físico, sexual o psicológico para la mujer, así como las amenazas de tales actos, la coacción o la privación arbitraria de la libertad, tanto si se producen en la vida pública como en la vida privada». En el transcurso de la vida de una mujer, puede sufrir episodios de violencia de cualquier tipo (física, psicológica, sexual, económica, mediática, política, entre otras.) hacia su persona. 

Según el Observatorio de Femicidios de Panamá, el año pasado 2020  Panamá registró 31 femicidios y en lo que va este año 15 femicidios. Cifras alarmantes para un pequeño país como el nuestro. A pesar de que nuestro país cuenta con una Ley que tipifica el femicidio (Ley 82 de 2013), las mujeres se sienten inseguras en sus casas y en la calles. Este cuerpo legal no se está cumpliendo como debe ser. El Estado panameño no está cumpliendo su rol de proteger la vida y honra de las mujeres. Y a las instancias judiciales les falta aún mucho por hacer.

No podemos dejar de mencionar que el sistema capitalista a través de muchos proyectos (minería, hidroeléctricas, turísticos, trabajo agrario, acaparamiento de tierras, entre otros), se basa en la imposición para su desarrollo. Son las mujeres las más afectadas antes, durante y después de la ejecución de estos proyectos. Desde el momento mismo en que las corporaciones ocupan un territorio y que no sea aceptado por los pobladores, utilizan la violencia física y sexual contra las mujeres, para el despojo y el control violentando sus derechos, esto conlleva un riesgo a su integridad, desintegración familiar, desplazamiento de sus hogares y rompimiento con la comunidad, ya que con ello poco a poco van despojando a las mujeres de su medio de vida tradicional. Cabe mencionar que una vez establecidos estos proyectos en las comunidades se les sobreexplota en trabajo laboral, emocional, aumentando la violencia intrafamiliar, la prostitución, enfermedades y todas aquellas mujeres que se resistan a estas instalaciones de estas empresas y que alzan su voz son desaparecidas por defender sus derechos y los del ambiente quedando estos crímenes sin resolver y en el olvido.  

Según Ervin (2018), en 2016, el mundo condenó ampliamente el asesinato de Berta Cáceres por defender los derechos de su comunidad contra la construcción de una represa hidroeléctrica en Honduras. Sin embargo, la violencia contra muchas otras defensoras pasa en gran medida desapercibida. Tan solo el año pasado fueron asesinadas mujeres como Emilsen Manyoma de Colombia, quien defendió los derechos a la tierra de su comunidad frente a proyectos agrícolas y mineros abusivos; Leonela Tapdasan Pesadilla de Filipinas, quien defendió a su comunidad de proyectos mineros a gran escala; y Laura Leonor Vásquez Pineda, de Guatemala, quien defendió sus tierras contra intereses mineros. Cada año, un número aún mayor de mujeres defensoras del medioambiente enfrentan amenazas, intimidación, violación, tortura y/o encarcelamiento, como Patricia Gualinga Montalvo, activista indígena kichwa, quien enfrenta constantes amenazas de muerte por su defensa de los derechos de su comunidad en la Selva Amazónica.

Solano (2015), manifiesta que, no podemos dejar de mencionar el caso de las socias del Frente de Mujeres Defensoras de la Pachamama, quienes han vivido los impactos negativos de la minería a través de la persecución, judicialización, llegando incluso a ser privadas injustamente de su libertad, enjuiciadas penalmente con falsas acusaciones hasta de “terrorismo organizado”; siendo además insultadas y discriminadas. También tenemos a las mujeres mapuches que combaten caminando y denunciando frente al mundo la violación constante de los cuerpos y territorios de las mujeres de pueblos originarios. (Battistessa, 2021). La violencia contra las mujeres defensoras del ambiente, no solo representa una frustración y preocupación para ellas, sus familias y sus comunidades, si no para el país, ya que nos afecta a todos.

En territorio panameño son muchas las mujeres agredidas en distintas esferas, y son las mujeres campesinas, indígenas, afrodescendientes y feministas comunitarias que pasan hacer víctima de un estado agresor con sus impositivas políticas de extractivismo. 

Las mujeres queremos manifestar nuestro repudio al estado panameño, promotor de estos proyectos de saqueo y exterminio de bienes comunes, que atentan con todo lo ciclo de la vida que defendemos.

Basta de agresiones a las mujeres…

Basta de represión a las defensoras de la naturaleza…

Basta de extractivismo y terricidio..

Por un Panamá justo, solidario y ecológico….

Dania Batista Guevara
Irene García
Margarita Rodríguez Santana
Iris Gómez Robles
Conzuelo Trotman
Sol Díaz Céspedes
Cristely Ibarra
Indira Javilla

Colectivo Voces Ecológicas COVEC

Panamá, 25 de noviembre de 2021.

 

Fuente: Radio Temblor

A propósito de otro Día Internacional de la Mujer

Este 8 de marzo se renueva la lucha de las mujeres en todo el mundo por la no violencia de género y por la igualdad de oportunidades en todos los ámbitos públicos y privados de nuestra vida en sociedad. 

Las mujeres que soportan todo el peso de las injusticias, cada vez dudan menos en ponerse al frente de las denuncias que a diario son cometidas contra sus cuerpos, sus progenitores  y por las pésimas condiciones económicas, laborales y sociales de un capitalismo salvaje y una ideología machista, que les niega  las oportunidades de un futuro de paz con justicia. 
Ella es la primera en la fila, reivindicando oportunidades y castigo a quienes con violencia física y sicologica castran sus sueños. 

Hoy el mundo en general, sufre el impacto de la pandemia de la covid que ha marcado nuestras vidas.  Las mujeres donde quiera que se encuentren están pagando alto el precio por esta nueva situación.

Con la covid, nuestros gobernantes han impulsado políticas que han dejado a miles de mujeres sin empleo, sin oportunidades para ella y sus hijos. Pero lejos de aminalarse, las mujeres de manera increíble, redoblan su espíritu de combate y luchan como fieras por la conservación de su especie y de su descendencia.

La violencia estructural las condena a la injusticia y al sometimiento, pero la convicción de que un mundo mejor es posible en cada una de nuestras latitudes, las renueva en su voluntad de buscar vías alternas para nuevas oportunidades.

La convicción de que la niñez está también desprotegida, que sufre violencia y abuso físico y sicológico por falta de políticas integrales, las lleva al convencimiento que se debe morir en el intento, para acabar con los vejámenes de que son víctimas, no sólo ellas, sino también de quienes de ella dependen.

El camino de lucha está creado y abierto para las mujeres, igual que un día como hoy, lo hicieron en Nueva York. 

Nuestra solidaridad con todas aquellas que sufren y luchan por un mejor futuro para ellas, sus familias y para el resto de la sociedad. 

Por: Celia Sanjur. Socióloga. Centro de Capacitación Social CCS

Fotografía: Olmedo Carrasquilla Aguila. Mujeres Ngäbe en protesta contra el extractivismo del agua para hidroeléctrica Barro Blanco. 2017 Panamá

 

Fuente: Radio Temblor