Fórum neste 15/10 debate luta contra o FMI e a desigualdade

Por Redação – Jubileu Sul Brasil

Na América Latina e no Caribe: povos em pé contra o FMI e a desigualdade é o tema do fórum virtual que acontece nesta sexta-feira (15), a partir das 16h, com transmissão ao vivo pelo Facebook do Jubileu Sul Brasil. Para assistir pelo Zoom, inscreva-se acessando https://bit.ly/FueraFMI

Participam a economista Beverly Keene (Diálogo 2000 – Argentina) e o economista Alberto Acosta, ex-ministro de Minas e Energia do Equador e ex-presidente da assembleia nacional constituinte do país. A mediação é de Kandis Sebro, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Campos Petrolíferos (Oilfields Workers’ Trade Union – OWTU) de Trinidad e Tobago. 

O fórum vai debater os impactos causados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e seu modelo de endividamento, e também as mobilizações, articulações e a reação popular contra as ações e a ingerência do fundo nos países da América Latina e Caribe. 

O evento integra a programação de atividades das Jornadas Globais pela Anulação da Dívida, que começou nesta quinta-feira (14), engajando centenas de organizações de todos os continentes, entre as quais o Jubileu Sul/Américas e o Jubileu Sul Brasil. 

Clique aqui saiba mais, confira a programação e participe da ação global contra a dívida.

 

Fuente: Jubileu Sul Brasil

Comissão Pastoral da Terra e Jubileu Sul iniciam ação conjunta

Apoiar propostas alternativas em defesa dos territórios contra os impactos dos megaprojetos e gerar mobilização social sobre os impactos negativos é o objetivo da atuação conjunta

Foto da campanha “O Amanhã da Amazônia é agora”, organizada pela articulação das CPTs da Amazônia Créditos: Arquivo CPT

Por Marcos Vinicius dos Santos*

A concentração de terras, a tomada de territórios e o desmatamento em nome do latifúndio e produção de grãos representam uma ameaça para a soberania alimentar da população brasileira e retrocessos no campo da garantia dos direitos, especialmente das comunidades tradicionais, como indígenas, quilombolas e ribeirinhas.

De acordo com dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN), de dezembro de 2020,  116,8 milhões de pessoas não tem acesso pleno e permanente a alimentos.  43,4 milhões vive sem acesso aos alimentos em quantidade suficiente e 19 milhões está passando fome.

Os efeitos do avanço desenfreado do capital sobre as terras de famílias de agricultores e agricultoras forçam quem vive da terra a lutar para sobreviver em duas frentes: a fome e a violência. Essa situação é de responsabilidade do Governo Federal que, além de aprovar legislações favoráveis a expansão do agronegócio faz vista grossa aos crimes cometidos pelo capital.

Em entrevista para a Rede Jubileu Sul Brasil, o coordenador nacional da CPT, Carlos Lima, falou sobre a importância do fortalecimento a ações de incidência no campo, que deem força às populações vulneráveis e possibilitem o surgimento de lideranças políticas dos próprios povos e comunidades tradicionais.

“A nossa perspectiva primeiro é fortalecer uma comissão para esses povos. É que eles possam se encontrar, fazer a leitura de como seus territórios estão ocupados hoje, quais os perigos, os riscos que esses territórios passam, a partir daí, ir construindo um mecanismo de defesa para garantia desses povos e comunidades nos seus territórios. Essa é basicamente a ideia, por isso que a gente tem essa articulação dos próprios representantes dos povos, para nós é fundamental que eles não só sejam ouvidos, mas que eles sejam os sujeitos da sua própria história, então o fortalecimento dessa articulação é no sentido de potencializar a defesa dos seus direitos territoriais”, explicou.

Carlos Lima – Coordenador Nacional da CPT

Carlos Lima é mestre em história pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e atua em sua militância na Comissão Pastoral da Terra (CPT) desde os anos 80, debatendo principalmente a questão da terra no estado de Alagoas, região que possui a maior concentração latifundiária do país. Ele ressaltou que outro objetivo no período de um ano da ação, a partir do apoio do projeto  “Fortalecimiento de la Red Jubileo Sur / Américas en el logro del desarrollo y de la soberanía de los pueblos latinoamericanos y caribeños”, é ampliar a articulação das próprias pastorais do campo em processo permanente, com formação conjunta, mobilização dos agentes e potencialização e aprofundamento de temas prioritários que possam ter importância para as pastorais.

É importante que se consigam viabilizar e tornar públicas as experiências dos povos e comunidades tradicionais. A Articulação das Pastorais do Campo teve início em 2011 com o objetivo de fortalecer as ações desses grupos  e juntar forças nas lutas comuns, como os direitos das comunidades tradicionais em relação aos seus territórios e ao seu modo de vida tradicional. Entre as pastorais dessa articulação estão o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), o  Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP),  o Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM) e a Pastoral da Juventude Rural (PJR), entidades membro da Rede Jubileu Sul Brasil.

“Nós entendemos assim, os territórios vivem constantemente ameaçados pelo capital. Existem ações diretas do capital contra esses povos, comunidades e seus territórios e a gente aposta na resistência na luta. Resgatar a ancestralidade, resgatar o modo de vida dessas pessoas, tornar público a sua luta, as suas experiências de ancestralidade, da forma de preservar o campo, da forma de produção que não agride o meio, de convivência no entendimento de que natureza e ser humano são uma coisa só, que a gente não está dividido”, afirmou.

Comissão Pastoral da Terra (CPT) foi contemplada pelo edital 004/2021 e atuará em parceira com a Rede Jubileu Sul em defesa dos povos do campo. A ação da CPT recebeu o seguinte nome: “Fortalecimento da Incidência Política das Pastorais do Campo no Brasil, em defesa dos Povos e Comunidades Tradicionais”. A iniciativa tem como objetivo fortalecer as mobilizações de populações de diversos territórios no campo, como trabalhadores e trabalhadoras do campo, povos originários, quilombolas, seringueiros e imigrantes acolhidos no Brasil.

A ação de ajuda a terceiros da Rede Jubileu Sul Brasil é parte do projeto “Fortalecimiento de la Red Jubileo Sur / Américas en el logro del desarrollo y de la soberanía de los pueblos latinoamericanos y caribeños”. O apoio financeiro é direcionado às organizações membros da Rede JS/A que atuam em áreas estratégicas como a defesa dos direitos humanos, territoriais e socioambientais e conta com o cofinanciamento da União Europeia.

*Com supervisão de Jucelene Rocha

 

Fuente: Jubileu Sul Brasil

Dia Mundial do Habitat: movimentos sociais realizam plenária e protestos em Brasília

Uma sugestão de projeto de lei para moradias populares construídas com autogestão também será protocolado pelos movimentos

Movimentos populares por moradia reunidos em Brasília vão realizar marcha e protocolar o PL da autogestão. Foto: Comunicação MTD

Esta segunda-feira, 4 de outubro, é o Dia Mundial do Habitat. Por isso, a data foi escolhida para a realização de atos por moradia em Brasília. Nesta segunda-feira (4) e terça-feira (5), movimentos populares de diversos estados brasileiros estão reunidos em Brasília para exigir recursos para moradias populares, políticas públicas que forneçam comida no prato das populações mais vulneráveis, agilidade na vacinação dos brasileiros contra a Covid-19, a garantia a democracia e da participação social nas leis e nas ruas, o direito à água e saneamento, e o fim das remoções forçadas que violam o direito à moradia e à dignidade humana.

O primeiro dia de mobilização terá debates, atividades em grupo e uma plenária envolvendo todos os movimentos sociais. A programação será transmitida pelas redes sociais dos movimentos.

A programação da terça-feira (05), contará com protestos em frente ao Ministério do Desenvolvimento Regional, Ministério da Economia e pela Caixa Econômica Federal. Veja o percurso da marcha na programação abaixo.

PL da Autogestão

Durante a Marcha em Brasília, será protocolada a sugestão de lei que institui diretrizes para a produção de moradia por autogestão, cria o Programa Nacional de Moradia por Autogestão e dá outras providências. No dia 5, às 16h, uma audiência pública na Comissão de Legislação Participativa será realizada com a participação de diversas organizações brasileiras e internacionais. O “PL da Autogestão” foi elaborado conjuntamente, por movimentos populares de longo histórico na defesa do direito à moradia digna e protagonismo da população na solução dos seus problemas habitacionais.

Confira algumas das pautas dos movimentos:

  • Direito à Cidade – Despejo Zero!
  • Direito à Moradia, seja lutando contra os despejos, ou garantindo a conclusão de projetos habitacionais em andamento
  • Contra os cortes orçamentários na produção de moradia para quem precisa
  • Contra o desmonte e ameaça de privatização da Caixa Econômica federal
  • Contra a privatização das terras públicas
  • Vacinação para todas e todos
  • Pela geração de renda e garantia de alimento para todos
  • Por outra política de Segurança Pública, que combata a violência que segue como uma realidade gritante, afligindo em especial jovens negros e negras nas nossas periferias.
  • Pela retomada dos Conselhos, que garantem controle social e participação popular na construção das políticas urbanas.

Fazem parte da marcha a União Nacional por Moradia Popular (UNMP), Central dos Movimentos Populares (CMP), Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras por Direitos (MTD), Movimento Nacional pela Luta por Moradia (MNLM), CONAM (Confederação Nacional das Associações de Moradores) e Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), com apoio do Fórum Nacional de Reforma Urbana. O Jubileu Sul também integra a atividade, a partir da ação Sinergia Popular, uma iniciativa realizada em parceira com a 6ª Semana Social Brasileira (SSB) e Central de Movimentos Populares (CMP), com apoio  o apoio do Ministério das Relações Exteriores Alemão*, que garantiu ao Instituto de Relações Exteriores (IFA) recursos para implementação do Programa de Financiamentos Zivik (Zivik Funding Program) e é cofinanciado pela União Europeia. A ação também faz parte do processo de fortalecimento da Rede Jubileu Sul e das suas organizações membro.


Programação

Segunda-feira | 04 de outubro | Dia Mundial do Habitat

9h30 – Café

10h15 – Mística e Acolhida

10h30 – Conjuntura

11h – Debate

13h – Almoço

15h – Informe da Campanha Despejo Zero

15h10 – Informe da Campanha Defesa da Caixa Econômica Federal

15h20 – Informe do Projeto FNRU – UE

15h30   – Trabalho em grupo:

G1: Geração de Renda nas periferias e Economia solidária e Soberania alimentar

G2: Cidades não são mercadoria – Por uma política de desenvolvimento urbano

G3: Financiamento das políticas urbanas

16h30 – Apresentação dos grupos

17h30 – Propostas para uma nova política habitacional

18h30 – Manifesto do Movimento Popular Urbano 19h – Encerramento, foto e mística

Terça-feira | 04 de outubro | Marcha do Movimento Popular Urbano em Brasília

7h30 – Concentração na Catedral

9h – Marcha para o Ministério do Desenvolvimento Regional

9h15 – Chegada ao MDR          

10h30 – Marcha para o Ministério da Economia

10h40 – Ato simbólico 600 mil mortes    (gramado)

11h – Chegada ao ME  

12h30 – Almoço           

12h30 – Lançamento popular da Conferência de Saúde 

13h15 – Deslocamento até a Caixa Econômica Federal 

14h – Ato em frente à Caixa      

16h – Audiência pública Câmara (simultâneo ao ato na Caixa)

16h – Encerramento

 

Fuente: Rede Jubileu Sul Brasil

300 mil pessoas participam de atos #GritodosExcluídos e #ForaBolsonaro em 200 cidades

Todas as manifestações pelo país, que se uniram ao tradicional Grito dos Excluídos, ocorreram de forma pacífica.

Grito dos/as Excluídos no Rio de Janeiro. Foto: Mria Gorete da G. e Silva

Redação | Campanha Fora Bolsonaro e Grito dos Excluídos

A reprovação geral e indignação da sociedade brasileira pelo presidente ficou evidente na série de atos #ForaBolsonaro realizados em 200 cidades brasileiras e no exterior. Multidões foram às ruas para pedir o impeachment de Bolsonaro e fortalecer as reivindicações do Grito dos Excluídos.

“Nosso Grito dos Excluídos foi extraordinário. Foi o maior nesses 27 anos, com mais de 300 mil pessoas em mais de 200 cidades, e sem incidentes. Foram atos democráticos, pacíficos, de luta democrática e contra a tentativa de golpe. Estiveram em pauta a defesa da igualdade social, da justiça social, do emprego e da renda. Foi muito importante trazer para as ruas, nesse 7 de setembro, a defesa da soberania, das instituições e, sobretudo, da democracia”, destacou o coordenador da Frente Brasil Popular, Raimundo Bonfim.

Solidariedade

Em São Paulo, a manifestação promoveu a arrecadação de 15 toneladas de alimentos não-perecíveis, destinados a famílias carentes da capital paulista. Movimentos sindicais e entidades organizadoras da mobilização também contribuíram com a ação social em outras cidades como Belo Horizonte e Porto Alegre.

Tranquilidade em todos os atos

Em todas as cidades não houve nenhum tipo de ocorrência, mesmo diante da série de ameaças por parte de apoiadores do presidente.

Em Brasília, a mobilização contou, inclusive, com a presença de movimentos indígenas, que permanecem na cidade mobilizados contra o marco temporal.

Sem medo, sem ódio e nas ruas

“As ruas hoje ficaram marcadas entre aqueles que defendem democracia e comida no prato e aqueles que defendem ditadura e fuzil. Nosso grito vai continuar em defesa do povo e já nesta semana teremos novas datas de atos pelo impeachment de Bolsonaro”, afirmou Josué Rocha, da coordenação da Campanha #ForaBolsonaro, que reúne mais de 80 entidades e movimentos sociais e sindicais.

Ato unificado do #gritodosexcluidos em Santos, no litoral de São Paulo. Foto: Leandro Araújo

A importância das mobilizações conjuntas e de ir às ruas protestar contra a situação social e econômica do país também foi destacada por João Paulo, outro coordenador da Campanha #ForaBolsonaro. Ele destacou a necessidade de continuar a luta, diante da grave crise que o Brasil atravessa.

“Sem dúvida, tivemos o maior Grito dos Excluídos nesses 27 anos de existência, mas o importante foi fazer esse ato enfrentando todo discurso fascista e toda narrativa do medo construído pelos golpistas. Nós sabemos que não podemos recuar por nosso povo, que ainda está sem emprego sem comida e sem terra. Por isso, é fora Bolsonaro!”, apontou.

 

Fuente: Jubileu Sul Brasil

Grito dos/as Excluídos/as reafirma compromisso com a vida das populações mais vulneráveis

Coletiva de imprensa reuniu representantes da igreja, movimentos sociais e indígenas

Assista a Coletiva de Imprensa na íntegra

Redação | Coletivo de Comunicação Grito dos/as Excluídos/as

Aconteceu nesta quinta-feira, 26 de agosto de 2021, às 10 horas, em formato online, a Coletiva Nacional de Imprensa do 27º Grito dos Excluídos e Excluídas. O evento foi transmitido pelas páginas do Facebook e Youtube do Grito dos Excluídos e em mais de 30 redes sociais que realizaram a transmissão cruzada. Tendo como tema Vida em Primeiro Lugar, a 27ª edição do Grito convoca todos e todas para lutar por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda, já.

Os convidados/as para a coletiva foram: Dom José Valdeci Santos Mendes, bispo de Brejo, Maranhão, e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Sócio Transformadora da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos); de Cinthia Nicássia, articuladora da Campanha Despejo Zero, que vive junto às famílias no assentamento Alvorada em Goiânia (GO), e a Deputada federal/RR, Joenia Wapichana.

A coletiva foi organizada pela Equipe de Comunicação Nacional do Grito dos/as Excluídos/as e teve como moderador Alderon Costa, da Rede Rua que integra a Coordenação Nacional do Grito, e contou com a participação de Francis Rosa Barros que garantiu o acesso em libras.

Vozes silenciadas

Dom Valdeci falou sobre a importância do Grito dos Excluídos e Excluídas com suas atividades realizadas em todo país, principalmente diante de tantos desafios enfrentados pela pandemia da Covid-19. São mais de 570 mil pessoas que perderam a vida. Ele ainda enfatizou que esta pandemia escancara outras realidades de sofrimento e o “Grito dos Excluídos se torna uma voz neste tempo em que as vozes de tantos homens e mulheres são abafadas”.

Ele destacou também que a CNBB faz parte da Coordenação do Grito por acreditar que a luta deve ser de todos e todas. “O Grito é uma oportunidade de se ouvir os gritos de tantos homens e mulheres que estão à margem da sociedade”, pontuou Dom Valdeci.

Francis Rosa (Intérprete de Libras) Cinthia Nicássia, Alderon Costa, dom José Valdeci e Joenia Wapichana

Grito Indígena

A Deputada Federal Joenia Wapichana trouxe para a Coletiva o grito de toda a população brasileira presente, neste momento, nos 6 mil indígenas, representantes de mais de 160 povos e 20 Estados do país. Eles estão realizando o seu grito, em Brasília, contra o Marco Temporal, que põe em risco os direitos dos povos originários, estão clamando por justiça e para que cesse toda violência. “Nunca foi fácil para os povos indígenas, todos os direitos conquistados correm o risco de serem perdidos. Não vamos deixar que sejamos novamente pisoteados, oprimidos. Esta minoria, tão vulnerável, merece respeito”, enfatizou Joenia, ao citar que, mesmo diante da crise que se encontra no mundo, os povos indígenas deixam a mensagem de resistência.

Luta por moradia

Marcou presença também na Coletiva Cinthia Nicássia, que relatou toda sua trajetória como articuladora da Campanha Despejo Zero em Goiânia – GO. Por fazer parte desta realidade das famílias que estão no assentamento Alvorada, Cinthia disse que a pandemia infelizmente atingiu muitas pessoas, porém, não foi somente nas questões de saúde e perda de entes queridos, mas também se torna real o impacto econômico gerado pela falta de serviço, de emprego e de comida que as famílias estão sofrendo neste momento e por isso, foram despejadas.

Cinthia falou ainda que após a experiência de ter sido presa e solta por pagamento de fiança, por conta de sua atuação no movimento, entendeu que somente com a organização e participação popular é que os sofrimentos destas famílias serão amenizados. “A situação não está fácil, crianças continuam passando dificuldades por falta de alimentos, porém, ninguém desiste e lutam para ver se conseguem o mínimo de dignidade para as famílias”, enfatizou.

Clamores do povo

Na coletiva foram transmitidos vários vídeos de relatos e gritos: comunidade negra que denuncia o racismo; a gritante situação das mortes por Covid-19 em Manaus; o emocionante depoimento da mãe que falou sobre a morte de seu filho no massacre do Jacarezinho ocorrido este ano no Rio de Janeiro; as transexuais de Curitiba que gritam por dignidade, respeito e garantia de direitos sociais; a defesa do meio ambiente e a denúncia das privatizações no setor elétrico, com depoimento do Movimento dos/as Atingidos/as por Barragens (MAB).

Foi informado ainda que uma das atividades do Grito dos Excluídos em São Paulo, no dia 7 de setembro, é a presença junto à 34ª Romaria dos Trabalhadores e Trabalhadoras que acontece todos os anos na Basílica Nossa Senhora Aparecida. Porém, diante dos protocolos de prevenção, a nossa participação será na transmissão da Missa da Basílica, às 9 horas, pela TV Aparecida.

 

Fuente: Jubileu Sul Brasil

Haiti: Nossa solidariedade é urgente e necessária

No último sábado (14), o povo haitiano voltou a sofrer com um novo tremor de magnitude 7,2. O terremoto ocorreu às 8h29 (9h29 de Brasília) a 12 quilômetros da cidade de Saint-Louis-du-Sud, localizada a cerca de 160 quilômetros da capital Porto Príncipe, segundo dados do Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Autoridades do país anunciaram que até esta terça-feira (17) os números dão conta de que pelo menos 1.400 pessoas morreram e 6.000 ficaram feridas. A primeira assistência médica após a tragédia foi dada por médicos cubanos. 

A situação do Haiti se agrava ainda mais com a chegada do ciclone tropical Grace que atinge a mesma região já afetada pelo terremoto. O ciclone causa fortes chuvas com ventos de grande intensidade e dificulta a busca por sobreviventes. Neste cenário, nossa solidariedade é urgente e necessária.

Desde 2004, com a ocupação da Minustah no Haiti por decisão do Conselho de Segurança, depois que os EUA consumaram o golpe de estado, a Rede Jubileu Sul/Américas se soma a outras organizações da sociedade civil na luta permanente pela soberania e autodeterminação do povo haitiano.

A Rede Jubileu Sul Brasil se solidariza com o povo haitiano e se une à campanha internacional para mobilizar apoio financeiro para a ajuda humanitária necessária neste momento de dor para as famílias haitianas, que enfrentam ao mesmo tempo os desafios presentes na realidade política, econômica e social do país.

Afirmando nossa comunhão nas lutas do povo haitiano, seguimos de mãos dadas com nossas irmãs e irmãos até que o país encontre o caminho para sua soberania e autodeterminação, com justiça e paz para todas as pessoas.

Vamos unir forças para fazer chegar a ajuda humanitária que o povo haitiano tanto precisa nesse momento? Participe da ação internacional Solidariedade ao Haiti liderada pelo Comitê Pró Direitos Humanos de Porto Rico.

Doe por PayPal pelo e-mail: info@vamospr.org
Na observação, escreva: Haiti

São Paulo, 17 de agosto de 2021

Rede Jubileu Sul Brasil