Entrevista con la doctora Suyapa Figueroa

La directora del Colegio de Medico de Honduras (CMH) nos comparte la situación que vive Honduras y las expresiones de lucha para evitar la Privatización del sistema de Salud y Educación

La presente publicación ha sido elaborada con el apoyo financiero de la Unión Europea. Su contenido es responsabilidad exclusiva del Instituto Rede Jubileu Sul Brasil y Red Jubileo Sur/Américas y no necesariamente refleja los puntos de vista de la Unión Europea.

Rede Jubileu Sul lança e disponibiliza cartilha popular sobre o desmonte da Previdência Social no Brasil

Karla Maria | Comunicação da Rede Jubileu Sul

Entender o risco da  desconstitucionalização da matéria previdenciária proposta pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 06/2019 e os demais impactos apresentados nela é um dos desafios da população brasileira neste momento.

Em um cenário em que a imprensa hegemônica, mantida pelo sistema financeiro, repete como mantra a necessidade de se fazer a tal “reforma” para recuperar a economia e o mercado de trabalho, a Rede Jubileu Sul lança a cartilha “Desmonte da Previdência Social: a quem interessa?”.

O objetivo é, a partir de uma linguagem acessível e  popular, possibilitar que as brasileiras e brasileiros tenham acesso e entendimento sobre os impactos reais das mudanças propostas à Previdência Social.

“Esta cartilha foi pensada e elaborada para formadoras e formadores de opinião. O conteúdo foi pensado e escrito para fornecer informações sérias, de qualidade, que gerem indignação e mobilização na defesa do nosso futuro, do direito de termos uma Previdência Social solidária e inclusiva”, apontou.

O conteúdo da cartilha foi produzido pela Rede Jubileu Sul Brasil e o financiamento da publicação foi possível através da contribuição de diversas entidades, além de doações particulares. “Esta cartilha é resultado de um processo coletivo e desejamos que ela seja uma ferramenta de convencimento de quão avassaladora pode ser essa “reforma” da Previdência, que na verdade é um desmonte de direitos”.

A cartilha na versão digital está disponível neste site. As entidades que tenham interesse em imprimir a cartilha devem entrar em contato com comunicacao@jubileusul.org.br.

Baixe a cartilha aqui: Cartilha_Desmonte da Previdência_Rede Jubileu Sul

Rede Jubileu Sul Brasil
Jubileu Sul Brasil é uma rede ampla e plural de organizações, pastorais, coletivos de base e movimentos sociais que atuam em países da América Latina e Caribe, África e Ásia. Formalmente constituído em 1999, o Jubileu nasce tendo como objetivo principal o cancelamento das dívidas dos países do Sul Global. No Brasil, a constituição da rede é fruto de um rico processo de debate sobre a dívida nos anos de 1990, promovido por organizações sociais e populares.

Trabalhamos juntos com o movimento global pelo cancelamento e repúdio às dívidas públicas externa e interna, exigindo a reparação e restituição do imenso dano que provoca aos países endividados e ao desenvolvimento humano, social, ambiental, político e econômico desses países.

Seguindo a influência dos movimentos de resistência à dívida que cresceram durante a década de 1980, constituímo-nos como Jubileu Sul no bojo das campanhas do Jubileu 2000. Incorporamos o conceito SUL porque reflete critérios políticos e ideológicos, além de geográficos, e abrange os povos oprimidos e excluídos de todo o mundo.

Entre nossas agendas está a defesa dos direitos humanos. Lutamos lado a lado com grupos e coletivos atingidos pelo modelo de desenvolvimento gerador de morte e exclusão. Lutamos incansavelmente para mudar esse sistema. Defendemos um modelo de desenvolvimento inclusivo, equitativo e solidário que tenha em sua base os direitos dos povos e dos territórios respeitados.

Fuente: Jubileu Sul Brasil

“Reforma” da Previdência de Bolsonaro não combaterá privilégios – Confira como foi o primeiro dia do Seminário sobre o Desmonte da Previdência em Brasília (DF)

Por Karla Maria | Rede Jubileu Sul

Há cerca de 60 anos, Brasília sedia discussões centrais em torno dos rumos do país, de seu povo. No último período, a cidade que carrega os traços do urbanista Lúcio Costa e do arquiteto Oscar Niemeyer vem debatendo e colocando em risco um dos pilares da Constituição Federal de 1988 e da vida do trabalhador e da trabalhadora brasileira: o direito à aposentadoria.

Esta é a avaliação crítica que fazem as entidades de 15 estados brasileiros e cinco diferentes países da América Latina que participam do seminário “Desmonte da Previdência Social no Brasil: a quem interessa?”, promovido pela Rede Jubileu Sul, que começou nesta segunda-feira, 27, e vai até o dia 29, em Brasília (DF). “O governo mente e parte de uma premissa falsa. Diz que vai combater privilégios, mas não é verdade. Os ricos não vão pagar mais, ao contrário, essa aposentadoria vai tirar mais dos mais pobres”, disse Floriano Martins, presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip).

Martins citou, por exemplo, os trabalhadores que terão a alíquota da contribuição diminuída de 8% para 7,5%, mas que deverão contribuir mais cincos anos para poderem atingir o período mínimo de 20 anos de contribuição. “Então, na verdade, esse trabalhador vai acabar pagando mais, e é isso que a gente precisa explicar para as pessoas”, disse o presidente da Anfip.

A crítica de Martins encontrou aliados. Para a deputada federal Talíria Pontes (PSOL), a PEC 06/2019, que reforma a Previdência, é a continuidade de um desmonte de direitos que se iniciou com a PEC dos gastos, que limitou os investimentos em Educação, Saúde e Cultura. “Vemos o desmonte dos direitos que estão inseridos na nossa Constituição. Os ataques estão se materializando em nosso país e a crise se manifesta nos corpos”, disse a parlamentar, lembrando a situação das mulheres negras, das trabalhadoras domésticas que terão de trabalhar mais tempo para poder se aposentar, se conseguirem, levando em consideração o trabalho informal.

“Mesmo anunciando que podem tirar algumas mudanças do cenário há dois elementos que permanecem muito graves: o aumento do tempo de contribuição e a capitalização. Como querem que o trabalhador poupe, em um país em que as pessoas estão cozinhando com carvão? Que trabalhadora e que trabalhador que vai economizar para a aposentadoria? A capitalização é isso. É entregar o direito à aposentadoria para a lógica dos bancos”, disse a deputada.

Para Maria Lucia Fatorelli, a proposta de Bolsonaro é cruel com os mais pobres. “Quem escreveu essa reforma não enxerga pessoas. Ela é um desmonte total do Estado brasileiro, tanto é que o (presidente da Câmara, deputado Rodrigo) Maia tirou tudo da pauta para encaminhar isso”, disse, referindo-se à celeridade da proposta na Casa.

Para ela, está claro que a proposta da reforma é mais um mecanismo do governo para pagar a dívida pública, ou seja, repassar dinheiro para os bancos detentores de títulos da dívida. “A chamada dívida pública tem sido a justificativa para todo tipo corte e para todas essas ‘reformas’. Se as pessoas lerem a exposição de motivos que acompanha a PEC 06, em vários momentos o ministro (da Economia) Paulo Guedes e o Bolsonaro falam que tem que diminuir o gasto com os benefícios sociais para pagar dívida”.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também marcou presença neste primeiro dia de seminário. Dom Roberto Francisco Ferrería Paz, bispo da Diocese de Campos (RJ), colocou-se contra a proposta do governo de Jair Bolsonaro (PSL). “Há uma queda de braço e é fundamental não deixar passar essa reforma, essa violência contra os trabalhadores. Não é só a Previdência Social que será desmontada. O sistema social cada vez mais vai depender das entidades de caridade. Com tudo isso, cabe um repúdio e também mobilização”.

No dia 1º de março, a CNBB manifestou-se contra a Reforma da Previdência do ministro Paulo Guedes. “Na Evangelium Gaudim, o papa Francisco lembra que na primazia do lucro sobre a vida não interessa mais a pessoa humana, ela é descarte. Dizemos também que é idolatria. Com o trabalho informal, com que salário o trabalhador vai conseguir se aposentar? São os grandes bancos que vão ganhar com o sistema da capitalização. Como cristão e cidadão eu não posso referendar essa política criminosa, antipatriota, que é exploradora da dignidade da pessoa humana”, concluiu o bispo.

Para Sandra Quintela, economista da Rede Jubileu Sul, entidade que promove o seminário, o governo Bolsonaro quer colocar em curso o tripé da maldade. “Primeiro foi a PEC dos gastos, depois a Reforma Trabalhista e agora essa da Previdência. Não podemos nos calar e precisamos apontar os caminhos possíveis. Por isso estamos aqui”, disse Sandra, que defende uma reforma tributária que inclua a taxação de grandes fortunas.

O seminário segue até o dia 29, com debates sobre o regime de capitalização e a experiência no Chile, a Reforma Trabalhista, a terceirização e os impactos na Previdência Social, buscando, assim como Sandra, alternativas.

Confira as apresentações do primeiro do seminário:

Apresentação_Auditoria da Dívida Cidadã Apresentação_ ANFIP

Apresentação_Auditoria da Dívida Cidadã

 

#desmontedaprevidencia #reformadaprevidencia #previdenciaedireito #dividapublica #capitalizacaodaprevidencia #jubileusulbrasil

Fuente: Jubileu Sul Brasil

Primer dia del Seminário “Desmonte de la Previdencia Social en Brasil: a quién interesa?”

Hoy comienza el Seminario “Desmonte de la Previsión Social en Brasil: a quién interesa?”, Promovido por el Jubileo Sur.  El evento cuenta con expertos internacionales y la CNBB. El Jubileo es una red compuesta por religiosos, especialistas y movimientos sociales que discute la pauta de la deuda pública.

La reforma de la Previdencia hace que el trabajador contribuya más tiempo, mientras que las empresas y corporaciones no son responsables.

¡La previsión en Brasil es rentable! El problema es que los gobiernos utilizan la recaudación para otros fines, como pagar la deuda pública.

#desmontedaprevidencia #reformadaprevidencia #previdenciaedireito #dividapublica #capitalizacaodaprevidencia #jubileusulbrasil